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	<title>textos &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/textos/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "textos"</description>
	<pubDate>Mon, 12 May 2008 14:55:13 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[Artigo publicado: Immediate Consequences of Intergroup Categorization]]></title>
<link>http://estereotipos.wordpress.com/?p=787</link>
<pubDate>Mon, 12 May 2008 14:05:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>Marcos E. Pereira</dc:creator>
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<description><![CDATA[Título: On the Immediate Consequences of Intergroup Categorization: Activation of Approach and Avoi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Título: On the Immediate Consequences of Intergroup Categorization: Activation of Approach and Avoidance Motor Behavior Toward Ingroup and Outgroup Members</p>
<p>Autores: Maria-Paola Paladino and Luigi Castelli</p>
<p>Periódico: Personality and Social Psychology Bulletin, 34, 755-768, 2008</p>
<p>Resumo: <a href="http://psp.sagepub.com/cgi/content/abstract/34/6/755?etoc">clique aqui para obter<br />
</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Estereótipos, música e televisão: kiko]]></title>
<link>http://estereotipos.wordpress.com/?p=736</link>
<pubDate>Mon, 12 May 2008 14:03:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>Marcos E. Pereira</dc:creator>
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<description><![CDATA[
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/2opPQeVCbOo'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/2opPQeVCbOo&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
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<title><![CDATA[1968: PARTIDÃO versus FOQUISMO por manoel de andrade]]></title>
<link>http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/?p=1624</link>
<pubDate>Mon, 12 May 2008 13:26:09 +0000</pubDate>
<dc:creator>Equipe Palavreiros da Hora</dc:creator>
<guid>http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/?p=1624</guid>
<description><![CDATA[                          
3ª/4ª parte:  Partidão versus Foquismo
 
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>                          </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><strong><span style="font-size:16pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">3ª/4ª parte:<span>  </span>Partidão versus Foquismo</span></span></strong></p>
<p> </p>
<p>                                                    O ano de 1968 tinha ainda pela frente um longo percurso assinalado pela importância dos fatos políticos que marcavam sua excepcionalidade  na recente história do Brasil e do Mundo. Entre nós, brasileiros, o que estava por trás desses dos fatos foi, em grande parte, a decisão das esquerdas de se armarem e saírem para o confronto direto com a Ditadura. Cada vez mais afastadas do Partido Comunista (PC) e ideologicamente divididas entre Moscou e Pequim, elas perceberam que todos os caminhos das lutas de liberação nacional começavam e terminavam no próprio território latino-americano. As trincheiras dessa luta foram escavadas pelo continente inteiro. Começaram no extremo sul, em 63, com os Tupamaros uruguaios, e com o peruano Hugo Blanco, que em maio daquele ano caiu no vale do Cuzco. Em 65,  Héctor Béjar rompe com o PC e retoma a guerrilha peruana. Essa imensa trincheira abre, ainda em 65, novos sulcos  pelas mãos dadas dos socialistas e comunistas chilenos em torno do MIR. Na mesma época o venezuelano Douglas Bravo, expulso do Partido Comunista, definia o conceito de Revolução Bolivariana dentro da estratégia guerrilheira com o apoio de Fidel Castro. Em 15 de fevereiro de 65 o padre Camilo Torres morre em combate à frente do Exército de Libertação Nacional na Colômbia. Em 66 o Comandante Turcios Lima comandava a luta feroz contra o Exército e os grandes latifúndios na Guatemala. Em 67, a Frente Sandinista de Libertação Nacional decide declarar a guerra revolucionária contra a somozismo, na Nicarágua e naquele ano a bandeira cravada em Ñancahuazú por Che Guevara e a simbologia gloriosa de sua morte em combate são os traços indeléveis de uma paisagem revolucionária que, iluminada pelas luzes ofuscantes do Caribe, iriam agora abrir suas trincheiras na esquerda urbana do Brasil. </p>
<p>          <strong>A luta armada:<br />
</strong>          No começo de 68 se discutia muito por aqui o livro “Revolução na Revolução” de Regis Debray.  Publicado em inícios de 67, em Cuba, numa edição de 200 mil cópias, a obra se espalhou pela América Latina e os primeiros exemplares que chegaram ao Brasil foram enviados pelos nossos exilados de 64, do Chile. Debray, que em meados da década de 60 estivera observando a guerrilha venezuelana comandada por Douglas Bravo, --- onde conheceu sua mulher, a então guerrilheira  e hoje  antropóloga Elisabeth Burgos, tristemente célebre pela falsa biografia que escreveu sobre a gualtemateca Rigoberta Manchú, Nobel da paz de 1998 --- foi colher os  subsídios para o seu livro, na experiência cubana em Sierra Maestra. O disputado livro “Revolução na Revolução”,escrito pelo intelectual francês aos 26 anos, propunha a Teoria do “foco guerrilheiro” , baseado num “foco militar rural” como a melhor  estratégia para se iniciar a vanguarda da luta revolucionária e a tomada posterior do poder pelas massas.<br />
          Neste sentido, e pela sua importância nessa cronologia, é sintomático dizer que em janeiro daquele ano, --- apesar da malograda aventura armada de Jefferson Cardin, no noroeste do Rio Grande do Sul, em 65 e do fiasco da guerrilha brizolista de Caparaó, abortada em abril de 67 ---,  o Partido Comunista do Brasil (PC do B) , começava a montar sua base guerrilheira na margem esquerda do Rio Araguaia, e por aquelas matas  já transitavam  meia dúzia de seus quadros disfarçados. Entre eles, o “Osvaldão”, o Maurício Grabois e o grande João Amazonas. Por outro lado a Ação Libertadora Nacional (ALN), de Carlos Marighella, ---  que após participar da reunião da OLAS em meados de 67 , em Cuba, rompera com o Partidão--- buscou seus próprios caminhos e tomou a dianteira, “na ação e na vanguarda” fazendo sua primeira “expropriação” a um carro pagador em novembro de 67 e em março de 68 explodindo uma bomba no consulado americano em São Paulo. Em junho a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), formada de uma dissidência radical da Política Operária (POLOP) e dos remanescentes brizolistas do MNR,   explode uma bomba no Quartel General do II Exército. Em julho, o Comando de Libertação Nacional (COLINA), também uma dissidência da POLOC (?), faz uma equivocada execução política no Rio de Janeiro confundindo o major alemão Edward von Westernhagen,  com o major boliviano Gary Prado, tido como o matador de Che Guevara.  Em agosto a ALN faz uma nova “expropriação” ao vagão pagador do trem Santos-Jundiaí. Entre muitas outras ações realizadas em 68 por comandos revolucionários, destaca-se o julgamento e a execução pela VPR do capitão americano  Charles Chandler, no mês de outubro em São Paulo, tido, pela organização, como agente da CIA e torturador de vietcongues, no Vietnã. Assim as organizações de esquerda tomaram a ofensiva na luta revolucionária tanto nas ações com objetivos logísticos para a compra de arma e de apoio aos seus quadros  clandestinos, como nessas discutíveis execuções, ações de caráter político retaliatórias que não tiveram os efeitos publicitários que buscavam. Os seqüestros, contudo, que tiveram início em setembro de 69 com o embaixador Elbrick, eram ações políticas inteligentes e justificáveis para libertar prisioneiros barbaramente torturados. Neste sentido a conotação que o Regime  dava para o termo terrorismo ao referir-se às ações políticas de sobrevivência da esquerda revolucionária era um eufemismo se comparada com os planos diabólicos da Ditadura. O caso Para-Sar, em 68, já prenunciava o que seria a dimensão da tortura e das execuções, com requintes de crueldade,  perpetradas  pelos  órgãos de segurança em todo o país.</p>
<p>.         <strong>Outras bandeiras de luta:<br />
</strong>          No amplo contexto deste enfrentamento com a Ditadura muitas outras bandeiras foram levantadas. No plano sindical a mobilização popular começa a mostrar a sua cara em abril de 68 com a greve de Contagem, em Minas Gerais e em maio em São Bernardo do Campo. O grande destaque, contudo, foi dado pela greve de 1º de maio em Osasco, que mobilizou operários, camponeses, estudantes e intelectuais. Os metalúrgicos tomaram a fabrica que depois foi invadida pelo exército e os trabalhadores presos.<br />
          No plano cultural, a partir de julho o alvo da Ditadura passa a ser a atividade teatral, ainda traumatizada com o desmantelamento, em 64, do Centro Popular de Cultura (CPC). O questionamento político, através da dramaturgia se recuperava gradativamente.  Lembro-me que, em meados de 65,  assisti aqui em Curitiba a peça “Liberdade, Liberdade”. Escrita por Millôr Fernandes e montada pelo grupo Opinião, sob a direção de Flávio Rangel, o espetáculo era protagonizado por Paulo Autrán e Tereza Raquel. Com ela se inaugura o teatro de resistência, dramatizando um apanhado de textos retirados da Literatura universal sobre o tema Liberdade onde os atores representavam uma postura explícita de enfrentamento com a Ditadura.<br />
          Assim, nessa linha  de questionamentos o cinema empunha também sua bandeira ideológica e o filme “Terra em Transe” de Glauber Rocha, propõe, hipoteticamente, as duas saídas para a tomada do poder: ou pela lenta organização política das massas, proposta pelo Partidão ou através da luta armada, segundo a Teoria do Foco. Já o propósito do teatro era despertar, a qualquer preço, a consciência política da platéia, como fizera, com irreverente dramaticidade, na apresentação de Roda Viva, em São Paulo. No ritmo dessa saudável disputa, a musica popular deixou um rastro de luminosa  beleza nas composições de Chico Buarque e sobretudo de Geraldo Vandré, com quem a nação inteira cantou  “Caminhando” e “Pra não dizer que não falei de flores”. A nota dissonante nesse engajamento foi dada pelos efeitos anarquistas, e da nascente alti-cultura que os versos de Allen Ginsberg e a prosa rebelde  de Jack Kerouac, --- os pais intelectuais da Beat Generation --- por certo deixaram em parte daquela geração musical, levando a consciência política da juventude de 68, a proibir, com suas vaias, no festival da canção, a música  “É proibido proibir”, de Caetano Veloso.</p>
<p>A reação do regime a todo este desafiante fenômeno cultural começa em julho com a participação do CCC (Comando de Caça aos Comunistas) depredando o teatro e espancando os atores da peça Roda-viva  em São Paulo. Posteriormente houve o atentado à peça O burguês fidalgo e a explosão do Teatro Opinião, no Rio. Em outubro, um comando de oficiais do Centro de Informações do Exército lançam uma bomba na Editora Civilização Brasileira, dirigida por Ênio Silveira, e que naquele ano publicava  um livro por dia, com ênfase para grandes escritores de esquerda como Nelson Werneck Sodré, Hélio Jaguaribe, Isaac Deutscher, George Lukács,  Antônio Gramsci, e outros, cujas obras  --- para ficarmos apenas nas editadas pela Civilização  --- estiveram na formação da cultura política de toda uma geração.</p>
<p>          <strong>O Ato Institucional nº 5:<br />
</strong>          Naqueles 2 de setembro, logo após a pancadaria, invasão e prisão de estudantes na Universidade de Brasília pela P.M. e pelo DOPS, o deputado carioca Marcio Moreira Alves, fazendo coro com outros parlamentares, denunciou com veemência, no Congresso, a verdadeira operação de guerra usada contra os universitários. Convocou, com seu discurso, os brasileiros a não participar dos festejos de 7 de setembro como um “boicote ao militarismo” e, num rasgo extravagante de eloqüência perguntou:  Até quando o Exército será o valhacouto de torturadores?.  A frase que passou quase despercebida pelos seus pares e não teve nenhum destaque da imprensa nacional, provocou, posteriormente, profundos ressentimentos entre os militares. A partir daí começou a fermentar aquele prato cheio que os radicais do Regime estavam esperando como pretexto para oficializar a repressão. Enfim, a despeito da sua boa intenção, o seu discurso gerou o mais grave fato político de 68 e a maior crise institucional na história da Ditadura.  Mas quem era afinal o pivô  da crise que levou ao AI-5? Marcio Moreira Alves, descendente dos Mello Franco, fizera brilhante carreira como jornalista do Correio da Manhã, trincheira ideológica de onde se esgrimiam contra o Regime Militar os afiados artigos de Paulo Francis,  Otto Maria Carpeaux, Antônio Callado, Carlos Heitor Cony, Hermano Alves e dele próprio. Em 66 publicou o livro Torturas e Torturados, denunciando, com farta documentação, as torturas e as inomináveis injustiças que se cometeram nos primeiros meses após o golpe de 64.<br />
Com base na ofensa que o discurso de Marcio causara nas Formas Armadas, forças estranhas e inconfessáveis passaram a atuar para precipitar a radicalização do Regime. À medida que o ano terminava se fechava o cerco sobre o próprio Congresso, e por trás desse impasse estava o Ministro da Justiça, Gama e Silva – que, embora não atuasse à sombra do poder, pelos seus insidiosos conselhos ao Presidente Costa e Silva, era a  eminência parda do Regime, na época.<br />
E assim, em fins de novembro, o pedido para condenar Marcio, já passara pelo Supremo, mas encontrava a resistência dos próprios parlamentares governistas na Comissão de Constituição e Justiça. No dia 10 de dezembro o insuspeitável deputado governista Djalma Marinho, presidente daquela Comissão e amigo leal de Costa e Silva, vai à tribuna, renuncia à presidência e, em seu discurso, citando Calderón de la Barca, diz com todas as letras: “Ao rei, tudo; menos a honra”. Este foi um dos raros gestos de honra política na nossa história  parlamentar  ---  numa época ainda sem fisiologismo, pró-labore mensal e varejo do voto --- e o aval que muitos deputados da Arena precisavam para  derrotar o próprio governo. Na tarde de 12 de dezembro o pedido foi negado por ampla maioria e, no dia seguinte, uma sexta-feira 13 de um ano bisexto, foi promulgado o Ato Institucional nº 5.</p>
<p>           <strong>A Repressão</strong>:<br />
          O AI-5 levou à prisão centenas de pessoas no país inteiro. Políticos como JK e Carlos Lacerda; juristas como Heleno Fragoso e Sobral Pinto, preso em Goiânia, aos 75 anos de idade; intelectuais como Antônio Callado, Ênio Silveira,  Paulo Francis, Carlos Heitor Cony, Glauber Rocha, Millôr Fernandes,  e muitos outros.<br />
Aqui no Paraná, e particularmente em Curitiba, não foi diferente. O Coronel Bianco  pôs todo o seu pessoal na rua em busca dos subversivos. O golpe, no golpe, quatro dias depois, atingiu em cheio uma reunião regional da UNE, realizada na chamada Chácara do Alemão, no bairro Boqueirão, em 17 de dezembro. Foram presos 42 estudantes e entre eles o cearense João de Paula, um sobrevivente da UNE que não foi a Ibiúna. Caíram também Berto Luiz Curvo, presidente da União Paranaense de Estudantes (UPE), Vitório Sorotiuk, presidente do  Diretório Central dos Estudantes(DCE), João Bonifácio Cabral Junior, do Diretório de Direito da PUC, e outros dirigentes.  Todos foram condenados pela Auditoria da 5ª Região Militar, a 2 e 4 anos de prisão.<br />
Entre os militantes um dos primeiros a cair foi Aluísio Palmar, do MR-8, que em 2005 publicou o livro “Onde foi que vocês enterraram nossos mortos” , relatando o trágico destino que teve o grupo guerrilheiro de Onofre Pinto, traído e executado ao entrar em Foz do Iguaçu, em 1974. Oriundo do primeiro MR-8, de Niterói, Aluizio desmobilizava as bases da organização no Oeste do Paraná, quando foi preso em abril de 69. Depois dele caíram mais quatro na região e os demais em Curitiba e no Rio.<br />
 Enfim, por aqui  foi um corre-corre geral. O autor destas linhas deixou o país em março de 69. Seu poema “Saudação a Che Guevara”, pregando a luta armada e panfletado antes do AI-5, foi parar no DOPS, nas mãos do Coronel Bianco. Ninguém mais sabia de ninguém. Os que não foram presos, se esconderam ou fugiram. Daquela turma de Curitiba  muitos nos reencontraríamos anos depois e longe daqui. Só fui rever o Vitório Sorotiuk e o Luiz Felipe Ribeiro, companheiros de Direito da Federal, no Chile socialista de Salvador Allende, em abril de 72,  naquela bela Santiago, florida de revolucionários.</p>
<p>          O AI-5 sufocou os últimos suspiros da democracia. Fechou o Congresso, rasgou a Constituição, amordaçou a imprensa, suspendeu o hábeas corpus, cassou políticos, demitiu funcionários, transferiu e reformou militares, foi enchendo as prisões e abrindo os caminhos do anonimato, os becos da cladestinidade e a via crucis da perseguição, da incomunicabilidade, da tortura, do desaparecimento e da morte. Fora deste contexto a vida do povo corria normalmente. Sem uma visão crítica do processo histórico tudo fluía sem maiores questionamentos. “A massa não pensa” como dizia Gustave Le Bon. Estávamos às vésperas do carnaval de 69,  a Copa de 70 estava a caminho e a televisão se instalando no país. Cada cidadão tinha o seu dia-a-dia: alienado ou engajado. Era, por outro lado, também tudo aquilo que Jamil Snege retratou no seu grande livro “Tempo Sujo” publicado naquele ano. Quarenta anos depois, muitos de nós que testemunhamos tantos fatos, podemos afirmar que 1968 foi o ano que tatuou nossas almas com as tintas luminosas da paixão revolucionária e com as cicatrizes indeléveis da perplexidade, do pânico e do sofrimento. Hoje aqui viemos, alegres por podermos partilhar nossas lembranças, por ainda preservarmos nossos sonhos e estender, com estas palavras, nossas mãos solidárias aos sobreviventes de tantas trincheiras. Mas estamos aqui, também e sobretudo, para rogar a um poder maior que leve para além das fronteiras do encanto o nosso imperecível reconhecimento àqueles que nunca hesitaram em comprometer seus passos, àqueles que nos ensinaram a dizer sim-sim e não-não. Aqueles que rumaram para as estrelas para semear o amanhã. Aqueles cuja bandeira tremula nos punhos da pátria agradecida e a quem o próprio Che nos ensinou a dizer: hasta siempre.</p>
<p> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><strong><span style="font-size:16pt;">1ª/4ª parte: A sexta-feira sangrenta – </span></strong><strong><span style="font-weight:normal;font-size:16pt;">publicada aqui:</span></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><a href="http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/2008/04/29/1968-a-sexta-feira-sangrenta-por-manoel-de-andrade/"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/2008/04/29/1968-a-sexta-feira-sangrenta-por-manoel-de-andrade/</span></a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><strong><span style="font-size:16pt;">2ª/4ª parte: A Passeata dos Cem Mil</span></strong><span style="font-size:16pt;"> – publicada aqui:  </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><a href="http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/2008/05/05/1968-a-passeata-dos-cem-mil-por-manoel-de-andrade/"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/2008/05/05/1968-a-passeata-dos-cem-mil-por-manoel-de-andrade/</span></a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><strong><span style="font-size:16pt;">3ª/4ª parte:  Partidão versus Foquismo</span></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><a href="http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/2008/05/12/1968-partidao-versus-foquismo-por-manoel-de-andrade/"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/2008/05/12/1968-partidao-versus-foquismo-por-manoel-de-andrade/</span></a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p> </p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Os Domingos Precisam de Feriados]]></title>
<link>http://desconstruindoamente.wordpress.com/?p=409</link>
<pubDate>Mon, 12 May 2008 11:29:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>Alessandro</dc:creator>
<guid>http://desconstruindoamente.wordpress.com/?p=409</guid>
<description><![CDATA[OS DOMINGOS PRECISAM DE FERIADOS
(Rabino Nilton Bonder)

Toda sexta-feira à noite começa o shabat ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">OS DOMINGOS PRECISAM DE FERIADOS</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">(Rabino Nilton Bonder)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><br />
<span style="font-size:small;">Toda sexta-feira à noite começa o shabat para a tradição judaica. Shabat é o conceito que propõe descanso ao final do ciclo semanal de produção, inspirado no descanso divino, no sétimo dia da Criação.<br />
Muito além de uma proposta trabalhista, entendemos a pausa como fundamental para a saúde de tudo o que é vivo.<br />
A noite é pausa, o inverno é pausa, mesmo a morte é pausa. Onde não há pausa, a vida lentamente se extingue.<br />
Para um mundo no qual funcionar 24 horas por dia parece não ser suficiente, onde o meio ambiente e a terra imploram por uma folga, onde nós mesmos não suportamos mais a falta de tempo, descansar se torna uma necessidade do planeta.<br />
Hoje, o tempo de \'pausa\' é preenchido por diversão e alienação. Lazer não é feito de descanso, mas de ocupações \'para não nos ocuparmos\'. A própria palavra entretenimento indica o desejo de não parar. E a incapacidade de parar é uma forma de depressão.<br />
O mundo está deprimido e a indústria do entretenimento cresce nessas condições. Nossas cidades se parecem cada vez mais com a Disneylândia. Longas filas para aproveitar experiências pouco interativas. Fim de dia com gosto de vazio. Um divertido que não é nem bom nem ruim. Dia pronto para ser esquecido, não fossem as fotos e a memória de uma expectativa frustrada que ninguém revela para não dar o gostinho ao próximo.<br />
Entramos no milênio num mundo que é um grande shopping. A Internet e a televisão não dormem. Não há mais insônia solitária; solitário é quem dorme. As bolsas do Ocidente e do Oriente se revezam fazendo do ganhar e perder, das informações e dos rumores, atividade incessante. A CNN inventou um tempo linear que só pode parar no fim. Mas as paradas estão por toda a caminhada e por todo o processo. Sem acostamento, a vida parece fluir mais rápida e eficiente, mas ao custo fóbico de uma paisagem que passa. O futuro é tão rápido que se confunde com o presente. As montanhas estão com olheiras, os rios precisam de um bom banho, as cidades de uma cochilada, o mar de umas férias, o domingo de um feriado...<br />
Nossos namorados querem \'ficar\', trocando o \'ser\' pelo \'estar\'. Saímos da escravidão do século XIX para o leasing do século XXI - um dia seremos nossos?<br />
Quem tem tempo não é sério, quem não tem tempo é importante. Nunca fizemos tanto e realizamos tão pouco. Nunca tantos fizeram tanto por tão poucos...<br />
Parar não é interromper. Muitas vezes continuar é que é uma interrupção. O dia de não trabalhar não é o dia de se distrair - literalmente, ficar desatento. É um dia de atenção, de ser atencioso consigo e com sua vida. A pergunta que as pessoas se fazem no descanso é \'o que vamos fazer hoje?\' - já marcada pela ansiedade. E sonhamos com uma longevidade de 120 anos, quando não sabemos o que fazer numa tarde de Domingo.<br />
Quem ganha tempo, por definição, perde. Quem mata tempo, fere-se mortalmente. É este o grande \'radical livre\' que envelhece nossa alegria – o sonho de fazer do tempo uma mercadoria.<br />
Em tempos de novo milênio, vamos resgatar coisas que são milenares. A pausa é que traz a surpresa e não o que vem depois. A pausa é que dá sentido à caminhada. A prática espiritual deste milênio será viver as pausas. Não haverá maior sábio do que aquele que souber quando algo terminou e quando algo vai começar.<br />
Afinal, por que o Criador descansou? Talvez porque, mais difícil do que iniciar um processo do nada, seja dá-lo como concluído.</p>
<p>* Texto do Rabino Nilton Bonder, da Congregação Judaica</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sorriso des(percebido)dentado.]]></title>
<link>http://despalavrando.wordpress.com/?p=53</link>
<pubDate>Mon, 12 May 2008 08:14:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tiago Barreto</dc:creator>
<guid>http://despalavrando.wordpress.com/?p=53</guid>
<description><![CDATA[Na torpe alimentação da serpente amarela, uma cereja azul aparece, rutilante, entre vísceras de u]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Na torpe alimentação da serpente amarela, uma cereja azul aparece, rutilante, entre vísceras de uma cadela de tamanco. No ar do salão verde, espíritos verdes clamavam luz em estilhaços escuros que estavam expostos no lado oposto ao escudo de água que os cercavam. Figuras enegrecidas pelo amanhecer... Espíritos elevados rejeitavam a elegância, nos tronos clamada, lambida, travestida por hienas ocas empaladas de ar e palavras repetitivas, a zombar dos corpos nus. A serpente e suas pernas quebradas, as ramificações a peregrinas pelas dunas do ócio e do torpor. Inertes pela sombra, sobravam pelos cantos silenciosos. Figuras enegrecidas pelo amanhecer... Espíritos elevados rejeitavam a elegância, colocada nos pés, amarrada por tiras coloridas, folheada a ouro e banhada a sangue maternal. No retrato da água, uma goteira a, aos poucos, secar. Lá, multidões de hienas amontoavam a colidir-se em busca do bálsamo que lhes tatuavam nos olhos. Acariciavam folhas mortas e cantarolavam vida, eram filhas de filhas de filhas de pilhas de colunas dobradas, pela lama a parir ninhadas ocas, a gargalhar, histéricas, pelo deserto. A carniça que lhes atraía, a fedentina que desfalecia os que tinham os olhos em sangue e os cabelos em barro branco. Vestiam o que melhor aprouvia, em clara displicência inconsciente à todo aquele ritual de peças apertadas e risos cadavéricos. Figuras enegrecidas pelo amanhecer... Espíritos elevados rejeitavam a elegância da chuva de almas secas suspendidas em gravetos, espetos mal definidos, pegos no saco de esterco, farinha e cocaína. A serpente interrompeu sua alimentação e, colocando os pés sobre a mesa onde anjos eram circuncidados de membros eretos. No ar do salão verde, espíritos vesgos clamavam luz em figuras descoloridas. Gemidos sexuais ensaiados frente a espelhos embaçados. Notas musicais espremidas contra a parede; com os pés esticados, a serpente viu que pisara sobre ovos, lamentou o dia em que passara e quis, uma vez mais, enfrentar o demônio que se aproximava. Nas escadarias de seu intestino, hienas ocas desfilavam, gargalhando histéricas, com fitas coloridas amarradas nos pés, mãos e pescoços. Deixavam partes de seu couro à mostra, uma vez que precisavam estar bonitas para não serem espetadas pelos anticorpos infernais que circulavam nos andares estomacais do demônio de vidro musgoso. Seus olhares, estremecidos pelo brilho do sol ofegante de corpos amontoados no pátio do salão, formavam uma fogueira fétida onde se atiravam bilhetes de amor. Figuras enegrecidas pelo amanhecer... Espíritos elevados rejeitavam a elegância de frascos de poeira que, espremidas pelas faces e peitos, deixavam as hienas com igual odor. As hienas se espremiam pelos corredores do estômago demoníaco, chafurdavam na goteira inerte onde pensavam encontrar seu bálsamo. Torpe quimera – era apenas um rastro de água morna, quatro gotas que se secavam, palidamente, pelo chão do salão verde. A serpente e sua ninhada solitária; sentiu a náusea dos deuses de arruda, empunhou adagas de asco e, em uma eterna fração de segundos, golpeou o demônio que, resoluto qual nuvem chuvosa, se aproximava. Ele mostrou a língua, em expressão de aguda dor, os germes de seu estômago (hienas minúsculas) tremeram durante sua queda ao abismo das sombras flutuantes. Tontas, a gargalhar, d’Os Elevados, experimentavam a danação de lançar o olhar para o oco, gargalharam de lamentação, gargalharam na confusão, gargalharam na morte, gargalharam na carência e na não saber fazer algo que não fosse gargalhar e se enforcar nos cordões da elegância – também sem motivos - . A noite cobria, com seu manto gelado, o sol e, naquele tempo, a masturbação de anjos, atirados ao lago dos sapos imundos, formava uma legião de demônios roedores-ratos. A serpente contemplou a tempestade que se iniciara e, numa descarga apocalíptica, emudeceu-se. Figuras amanhecidas pelo anoitecer...</p>
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<title><![CDATA[El Prólogo de Sartre.]]></title>
<link>http://loboesta.wordpress.com/?p=29</link>
<pubDate>Mon, 12 May 2008 07:10:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>desafinadoeltheremin</dc:creator>
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<description><![CDATA[Jean-Paul Sartre (1905-1980) - Prólogo a &#8220;Los Condenados de la Tierra&#8221; (1961) de Frantz]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Jean-Paul Sartre </strong>(1905-1980)<strong> - Prólogo a "Los Condenados de la Tierra" (1961)</strong> de<strong> Frantz Fanon</strong> (1925-1961).</p>
<p>El ultra-conocidísimo Prólogo de Sartre al libro de Fanon no es otra cosa sino violencia. Esta no puede ser expresada de mejor modo que por estas palabras. Surgido en la estapa de descolonización, a mediados del siglo XX, el Prólogo es un canto a la liberación de los pueblos colonizados. Su originalidad, tanto por el viraje del sujeto-histórico como por la constitución del europeo como receptor, lo hace uno de los textos más valiosos de las últimas décadas. El Prólogo de Sartre sigue teniendo mucho que decir. (Ni hablar del libro de Fanon).</p>
<p><em>"(...) <span style="font-size:11pt;">matar a un europeo es matar dos pájaros de un tiro, suprimir a la vez a un opresor y a un oprimido: quedan un hombre muerto y un hombre libre; el superviviente, por primera vez, siente un suelo nacional bajo la planta de los pies."</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;margin:6pt 0;"><span style="font-size:11pt;line-height:150%;font-family:CourierNewPSMT;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><img src="http://www.periodicoelpulso.com/images/mar04/cultural/sartre.jpg" alt="Sartre" width="200" height="256" /></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:11pt;">Prólogo </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:11pt;"> </span></strong><span style="font-size:11pt;">No hace mucho tiempo, la tierra estaba poblada por dos mil millones de habitantes, es decir, quinientos millones de hombres y mil quinientos millones de indígenas. Los primeros disponían del Verbo, los otros lo tomaban prestado. Entre aquéllos y éstos, reyezuelos vendidos, señores feudales, una falsa burguesía forjada de una sola pieza servían de intermediarios. En las colonias, la verdad aparecía desnuda; las "metrópolis" la preferían vestida; era necesario que los indígenas las amaran. Como a madres, en cierto sentido. La élite europea se dedicó a fabricar una élite indígena; se seleccionaron adolescentes, se les marcó en la frente, con hierro candente, los principios de la cultura occidental, se les introdujeron en la boca mordazas sonoras, grandes palabras pastosas que se adherían a los dientes; tras una breve estancia en la metrópoli se les regresaba a su país, falsificados. Esas mentiras vivientes no tenían ya nada que decir a sus hermanos; eran un eco; desde París, Londres, Ámsterdam nosotros lanzábamos palabras: "¡Partenón! ¡Fraternidad!" y en alguna parte, en África, en Asia, otros labios se abrían: "¡...tenón! ¡...nidad!" Era la Edad de Oro.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;"> Aquello se acabó: las bocas se abrieron solas; las voces, amarillas y negras, seguían hablando de nuestro humanismo, pero fue para reprocharnos nuestra inhumanidad Nosotros escuchábamos sin disgusto esas corteses expresiones de amargura. Primero con orgullosa admiración: ¿cómo?, ¿hablan solos? ¡Ved lo que hemos hecho de ellos! No dudábamos de que aceptasen nuestro ideal, puesto que nos acusaban de no serles fieles; Europa creyó en su misión: había helenizado a los asiáticos, había creado esa especie nueva. Los negros grecolatinos. Y añadíamos, entre nosotros, con sentido práctico: hay que dejarlos gritar, eso los calma: perro que ladra no muerde.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;"> Vino otra generación que desplazó el problema. Sus escritores, sus poetas, con una increíble paciencia, trataron de explicarnos que nuestros valores no se ajustaban a la verdad de su vida, que no podían ni rechazarlos del todo ni asimilarlos. Eso quería decir, más o menos: ustedes nos han convertido en monstruos, su humanismo pretende que somos universales y sus prácticas racistas nos particularizan. Nosotros los escuchamos, muy tranquilos: a los administradores coloniales no se les paga para que lean a Hegel, por eso lo leen poco, pero no necesitan de ese filósofo para saber que las conciencias infelices se enredan en sus gemidos, sería la de la integración. No se trataba de pues, su infelicidad, no surgirá sino el viento. Si hubiera, nos decían los expertos, la sombra de una reivindicación en sus gemidos, sería la de la integración. No se trataba de otorgársela, por supuesto: se habría arruinado el sistema que descansa, como ustedes saben, en la sobreexplotación. Pero bastaría hacerles creer el embuste: seguirían adelante. En cuanto a la rebeldía, estamos muy tranquilos. ¿Qué indígena consciente se dedicaría a matar a los bellos hijos de Europa con el único fin de convertirse en europeo como ellos? En resumen, alentábamos esa melancolía y no nos parecía mal, por una vez, otorgar el premio Goncourt a un negro: eso era antes de 1939.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;"> 1961. Escuchen: "No perdamos el tiempo en estériles letanías ni en mimetismos nauseabundos. Abandonemos a esa Europa que no deja de hablar del hombre al mismo tiempo que lo asesina por dondequiera que lo encuentra, en todas las esquinas de sus propias calles, en todos los rincones del mundo. Hace siglos....que en nombre de una pretendida aventura espiritual' ahoga a casi toda la humanidad." El tono es nuevo. ¿Quién se atreve a usarlo? Un africano, hombre del Tercer Mundo, ex colonizado. Añade: "Europa ha adquirido tal velocidad, local y desordenada... que va... hacia un abismo del que vale más alejarse." En otras palabras: está perdida. Una verdad que a nadie le gusta declarar, pero de la que estamos convencidos todos — ¿no es cierto, queridos europeos?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;"> Hay que hacer, sin embargo, una salvedad. Cuando un francés, por ejemplo, dice a otros franceses: "Estamos perdidos" —lo que, por lo que yo sé, ocurre casi todos los días desde 1930— se trata de un discurso emotivo, inflamado de coraje y de amor, y el orador se incluye a sí mismo con todos sus compatriotas. Y además, casi siempre añade: "A menos que...". Todos ven de qué se trata: no puede cometerse un solo error más; si no se siguen sus recomendaciones al pie de la letra, entonces y sólo entonces el país se desintegrará. En resumen: es una amenaza seguida de un consejo y esas ideas chocan tanto menos cuanto que brotan de la intersubjetividad nacional. Cuando Fanon, por el contrario, dice que Europa se precipita a la perdición, lejos de lanzar un grito de alarma hace un diagnóstico. Este médico no pretende ni condenarla sin recurso —otros milagros se han visto— ni darle los medios para sanar; comprueba que está agonizando, desde fuera, basándose en los síntomas que ha podido recoger. En cuanto a curarla, no: él tiene otras preocupaciones; le da igual que se hunda o que sobreviva. Por eso su libro es escandaloso. Y si ustedes murmuran, medio en broma, medio molestos: "¡Qué cosas nos dice!", se les escapa la verdadera naturaleza del escándalo: porque Fanon no les "dice" absolutamente nada; su obra —tan ardiente para otros— permanece helada para ustedes; con frecuencia se habla de ustedes en ella, jamás a ustedes. Se acabaron los Goncourt negros y los Nobel amarillos: no volverá la época de los colonizados laureados. Un ex indígena "de lengua francesa" adapta esa lengua a nuevas exigencias, la utiliza para dirigirse únicamente a los colonizados: "¡Indígenas de todos los países subdesarrollados, uníos!" Qué decadencia la nuestra: para sus padres, éramos los únicos interlocutores; los hijos no nos consideran ni siquiera interlocutores válidos: somos los objetos del razonamiento. Por supuesto, Fanon menciona de pasada nuestros crímenes famosos, Setif, Hanoi, Madagascar, pero no se molesta en condenarlos: los utiliza. Si descubre las tácticas del colonialismo, el juego complejo de las relaciones que unen y oponen a los colonos y los "de la metrópoli" lo hace para sus hermanos; su finalidad es enseñarles a derrotarnos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;"> En una palabra, el Tercer Mundo se descubre y se expresa a través de esa voz. Ya se sabe que no es homogéneo y que todavía se encuentran dentro de ese mundo pueblos sometidos, otros que han adquirido una falsa independencia, algunos que luchan por conquistar su soberanía y otros más, por último, que aunque han ganado la libertad plena viven bajo la amenaza de una agresión imperialista. Esas diferencias han nacido de la historia colonial, es decir, de la opresión. Aquí la Metrópoli se ha contentado con pagar a algunos señores feudales; allá, con el lema de “dividir para vencer", ha fabricado de una sola pieza una burguesía de colonizados; en otra parte ha dado un doble golpe: la colonia es a la vez de explotación y de población. Así Europa ha fomentado las divisiones, las oposiciones, ha forjado clases y racismos, ha intentado por todos los medios provocar y aumentar la estratificación de las sociedades colonizadas. Fanon no oculta nada: para luchar contra nosotros, la antigua colonia debe luchar contra sí misma. O más bien ambas luchas no son sino una sola. En el fuego del combate, todas las barreras interiores deben desaparecer, la impotencia burguesa de los negociantes y los compradores, el proletariado urbano, siempre privilegiado, el lumpen-proletariat de los barrios miserables, todos deben alinearse en la misma posición de las masas rurales, verdadera fuente del ejército colonial y revolucionario; en esas regiones cuyo desarrollo ha sido detenido deliberadamente por el colonialismo, el campesinado, cuando se rebela, aparece de inmediato como la clase radical: conoce la opresión al desnudo, la ha sufrido mucho más que los trabajadores de las ciudades y, para que no muera de hambre, se necesita nada menos que un desplome de todas las estructuras. Si triunfa, la Revolución nacional será socialista; si se corta su aliento, si la burguesía colonizada toma el poder, el nuevo Estado, a pesar de una soberanía formal, queda en manos de los imperialistas. El ejemplo de Katanga lo ilustra muy bien. Así, pues, la unidad del Tercer Mundo no está hecha: es una empresa en vías de realizarse, que ha de pasar en cada país, tanto después como antes de la independencia, por la unión de todos los colonizados bajo el mando de la clase campesina. Esto es lo que Fanon explica a sus hermanos de África, de Asia, de América Latina: realizaremos todos juntos y en todas partes el socialismo revolucionario o seremos derrotados uno a uno por nuestros antiguos tiranos. No oculta nada; ni las debilidades, ni las discordias, ni las mixtificaciones. Aquí, el movimiento tiene un mal comienzo; allí, tras brillantes éxitos, pierde velocidad; en otra parte se detiene; si se quiere reanudarlo, será necesario que los campesinos lancen al mar a su burguesía. Se advierte seriamente al lector contra las enajenaciones más peligrosas: el dirigente, el culto a la personalidad, la cultura occidental e, igualmente, el retorno al lejano pasado de la cultura africana: la verdadera cultura es la Revolución, lo que quiere decir que se forja al rojo. Fanon habla en voz alta; nosotros los europeos podemos escucharlo: la prueba es que aquí tienen ustedes este libro en sus manos; ¿no teme que las potencias coloniales se aprovechen de su sinceridad?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;"> No. No teme nada. Nuestros procedimientos están anticuados: pueden retardar ocasionalmente la emancipación, pero no la detendrán. Y no hay que imaginar que podemos modificar nuestros métodos: el neocolonialismo, ese sueño lánguido de las metrópolis, no es más que aire; las "Terceras Fuerzas" no existen o bien son las burguesías de hojalata que el colonialismo ya ha colocado en el poder. Nuestro maquiavelismo tiene poca influencia sobre ese mundo, ya muy despierto, que ha descubierto una tras otra nuestras mentiras. El colono no tiene más que un recurso: la fuerza cuando todavía le queda; el indígena no tiene más que una alternativa: la servidumbre o la soberanía. ¿Qué puede importarle a Fanon que ustedes lean o no su obra? Es a sus hermanos a quienes denuncia nuestras viejas malicias, seguro de que no tenemos alternativa. A ellos les dice: Europa ha dado un zarpazo a nuestros continentes; hay que acuchillarle las garras hasta que las retire. El momento nos favorece: no sucede nada en Bizerta, en Elizabethville, en el campo argelino sin que la tierra entera sea informada; los bloques asumen posiciones contrarias, se respetan mutuamente, aprovechemos esa parálisis, entremos en la historia y que nuestra irrupción la haga universal por primera vez; luchemos: a falta de otras armas, bastará la paciencia del cuchillo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;"> Europeos, abran este libro, .penetren en él. Después de dar algunos pasos en la oscuridad, verán a algunos extranjeros reunidos en torno al fuego, acérquense, escuchen: discuten la suerte que reservan a las agencias de ustedes, a los mercenarios que las defienden. Quizá estos extranjeros se den cuenta de su presencia, pero seguirán hablando entre sí, sin tan siquiera bajar la voz. Esa indiferencia hiere en lo más hondo: sus padres, criaturas de sombra, criaturas de ustedes, eran almas muertas, ustedes les dispensaban la luz, no hablaban sino a ustedes y nadie se ocupaba de responder a esos zombis. Los hijos, en cambio, los ignoran: los ilumina y los calienta un fuego que no es el de ustedes, que a distancia respetable se sentirán furtivos, nocturnos, estremecidos: a cada quien su turno; en esas tinieblas de donde va a surgir otra aurora, los zombis son ustedes. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;">En ese caso, dirán, arrojemos este libro por la ventana. ¿Para qué leerlo si no está escrito para nosotros? Por dos motivos, el primero de los cuales es que Fanon explica a sus hermanos cómo somos y les descubre el mecanismo de nuestras enajenaciones: aprovéchenlo para revelarse a ustedes mismos en su verdad de objetos. Nuestras víctimas nos conocen por sus heridas y por sus cadenas: eso hace irrefutable su testimonio. Basta que nos muestren lo que hemos hecho de ellas para que conozcamos lo que hemos hecho de nosotros mismos. ¿Resulta útil? Sí, porque Europa está en gran peligro de muerte. Pero, dirán ustedes, nosotros vivimos en la Metrópoli y reprobamos los excesos. Es verdad, ustedes no son colonos, pero no valen más que ellos. Ellos son sus pioneros, ustedes los enviaron a las regiones de ultramar, ellos los han enriquecido; ustedes se lo habían advertido: si hacían correr demasiada sangre, los desautorizarían de labios afuera; de la misma manera, un Estado —cualquiera que sea— mantiene en el extranjero una turba de agitadores, de provocadores y de espías a los que desautoriza cuando se les sorprende. Ustedes, tan liberales, tan humanos, que llevan al preciosismo el amor por la cultura, parecen olvidar que tienen colonias y que allí se asesina en su nombre. Fanon revela a sus camaradas —a algunos de ellos, sobre todo, que todavía están demasiado occidentalizados— la solidaridad de los "metropolitanos" con sus agentes coloniales. Tengan el valor de leerlo: porque les hará avergonzarse y la vergüenza, como ha dicho Marx, es un sentimiento revolucionario. Como ustedes ven, tampoco yo puedo desprenderme de la ilusión subjetiva. Yo también les digo: "Todo está perdido, a menos que..." Como europeo, me apodero del libro de un enemigo y lo convierto en un medio para curar a Europa. Aprovéchenlo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;"> Y he aquí la segunda razón: si descartan la verborrea fascista de Sorel, comprenderán que Fanon es el primero después de Engels que ha vuelto a sacar a la superficie a la partera de la historia. Y no vayan a creer que una sangre demasiado ardiente o una infancia desgraciada le han creado algún gusto singular por la violencia: simplemente se convierte en intérprete de la situación: nada más. Pero esto basta para que constituya, etapa por etapa, la dialéctica que la hipocresía liberal les oculta a ustedes y que nos ha producido a nosotros lo mismo que a él.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;">En el siglo pasado, la burguesía consideraba a los obreros como envidiosos, desquiciados por groseros apetitos, pero se preocupaba por incluir a esos seres brutales en nuestra especie: de no ser hombres y libres ¿cómo podrían vender libremente su fuerza de trabajo? En Francia, en Inglaterra, el humanismo presume de universal.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;"> Con el trabajo forzado sucede todo lo contrario. No hay contrato. Además, hay que intimidar: la opresión resulta evidente. Nuestros soldados, en ultramar, rechazan el universalismo metropolitano, aplican al género humano el <em>numerus clausus</em>: como nadie puede despojar a su semejante sin cometer un crimen, sin someterlo o matarlo, plantean como principio que el colonizado no es el semejante del hombre. Nuestra fuerza de choque ha recibido la misión de convertir en realidad esa abstracta certidumbre: se ordena reducir a los habitantes del territorio anexado al nivel de monos superiores, para justificar que el colono los trate como bestias. La violencia colonial no se propone sólo como finalidad mantener en actitud respetuosa a los hombres sometidos, trata de deshumanizarlos. Nada será ahorrado para liquidar sus tradiciones, para sustituir sus lenguas por las nuestras, para destruir su cultura sin darles la nuestra; se les embrutecerá de cansancio. Desnutridos, enfermos, si resisten todavía al miedo se llevará la tarea hasta el fin: se dirigen contra el campesino los fusiles; vienen civiles que se instalan en su tierra y con el látigo lo obligan a cultivarla para ellos. Si se resiste, los soldados disparan, es un hombre muerto; si cede, se degrada, deja de ser un hombre; la vergüenza y el miedo van a quebrar su carácter, a desintegrar su persona. Todo se hace a tambor batiente, por expertos: los "servicios psicológicos" no datan de hoy. Ni el lavado de cerebro. Y sin embargo, a pesar de todos los esfuerzos, no se alcanza el fin en ninguna parte: ni en el Congo, donde se cortaban las manos a los negros ni en Angola donde, recientemente, se horadaban los labios de los descontentos, para cerrarlos con cadenas. Y no sostengo que sea imposible convertir a un hombre en bestia. Solo afirmo que no se logra sin debilitarlo considerablemente; no bastan los golpes, hay que presionar con la desnutrición. Es lo malo con la servidumbre: cuando se domestica a un miembro de nuestra especie, se disminuye su rendimiento y, por poco que se le dé, un hombre de corral acaba por costar más de lo que rinde. Por esa razón los colonos se ven obligados a dejar a medias la domesticación: el resultado, ni hombre ni bestia, es el indígena. Golpeado, subalimentado, enfermo, temeroso, pero sólo hasta cierto punto, tiene siempre, ya sea amarillo, negro o blanco, los mismos rasgos de carácter: es perezoso, taimado y ladrón, vive de cualquier cosa y sólo conoce la fuerza.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;">¡Pobre colono!: su contradicción queda al desnudo. Debería, como hace, según se dice, el ogro, matar al que captura. Pero eso no es posible. ¿No hace falta acaso que los explote? Al no poder llevar la matanza hasta el genocidio y la servidumbre hasta el embrutecimiento animal, pierde el control, la operación se invierte, una implacable lógica lo llevará hasta la descolonización.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;"> Pero no de inmediato. Primero, reina el europeo: ya ha perdido, pero no se da cuenta; no sabe todavía que los indígenas son falsos indígenas; afirma que les hace daño para destruir el mal que existe en ellos; al cabo de tres generaciones, sus perniciosos instintos ya no resurgirán. ¿Qué instintos? ¿Los que impulsan al esclavo a matar al amo? ¿Cómo no reconoce su propia crueldad dirigida ahora contra él mismo? ¿Cómo no reconoce en el salvajismo de esos campesinos oprimidos el salvajismo del colono que han absorbido por todos sus poros y del que no se han curado? La razón es sencilla: ese personaje déspota, enloquecido por su omnipotencia y por el miedo de perderla, ya no se acuerda de que ha sido un hombre: se considera un látigo o un fusil; ha llegado a creer que la domesticación de las "razas inferiores" se obtiene mediante el condicionamiento de sus reflejos. No toma en cuenta la memoria humana, los recuerdos imborrables; y, sobre todo, hay algo que quizá no ha sabido jamás: no nos convertimos en lo que somos sino mediante la negación íntima y radical de lo que han hecho de nosotros. ¿Tres generaciones? Desde la segunda, apenas abrían los ojos, los hijos han visto cómo golpeaban a sus padres. En términos de psiquiatría, están "traumatizados". Para toda la vida. Pero esas agresiones renovadas sin cesar, lejos de llevarlos a someterse, los sitúan en una contradicción insoportable que el europeo pagará, tarde o temprano. Después de eso, aunque se les domestique a su vez, aunque se les enseñe la vergüenza, el dolor y el hambre, no se provocará en sus cuerpos sino una rabia volcánica cuya fuerza es igual a la de la presión que se ejerce sobre ellos. ¿Decían ustedes que no conocen sino la fuerza? Es cierto; primero será sólo la del colono y pronto después la suya propia: es decir, la misma, que incide sobre nosotros como nuestro reflejo que, desde el fondo de un espejo, viene a nuestro encuentro. No se equivoquen; por esa loca roña, por esa bilis y esa hiel, por su constante deseo de matarnos, por la contracción permanente de músculos fuertes que temen reposar, son hombres: por el colono, que quiere hacerlos esclavos, y contra él. Todavía ciego, abstracto, el odio es su único tesoro: el Amo lo provoca porque trata de embrutecerlos, no puede llegar a quebrantarlo porque sus intereses lo detienen a medio camino; así, los falsos indígenas son todavía humanos, por el poder y la impotencia del -opresor que se transforman, en ellos, en un Techazo obstinado de la condición animal. Por lo demás ya se sabe; por supuesto, son perezosos: es sabotaje. Taimados, ladrones. ¡Claro! Sus pequeños hurtos marcan el comienzo de una resistencia todavía desorganizada. Eso no basta: hay quienes se afirman lanzándose con las manos desnudas contra los fusiles; son sus héroes; y otros se hacen hombres asesinando europeos. Se les mata: bandidos y mártires, su suplicio exalta a las masas aterrorizadas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;">Aterrorizadas, sí: en ese momento, la agresión colonial se interioriza como Terror en los colonizados. No me refiero sólo al miedo que experimentan frente a nuestros inagotables medios de represión, sino también al que les inspira su propio furor. Se encuentran acorralados entre nuestras armas que les apuntan y esos tremendos impulsos, esos deseos de matar que surgen del fondo de su .corazón y que no siempre reconocen: porque no es en principio su violencia, es la nuestra, invertida, que crece y los desgarra; y el primer movimiento de esos oprimidos es ocultar profundamente esa inaceptable cólera, reprobada por su moral y por la nuestra y que no es, sin embargo, sino el último reducto de su humanidad.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;"> Lean a Fanon: comprenderán que, en el momento de impotencia, la locura homicida es el inconsciente colectivo de los colonizados. Esa furia contenida, al no estallar, gira en redondo y daña a los propios oprimidos. Para liberarse de ella, acaban por matarse entre sí: las tribus luchan unas contra otras al no poder enfrentarse al enemigo verdadero —y, naturalmente, la política colonial fomenta sus rivalidades; el hermano, al levantar el cuchillo contra su hermano, cree destruir de una vez por todas la imagen detestada de su envilecimiento común. Pero esas víctimas expiatorias no apaciguan su sed de sangre; no evitarán lanzarse contra las ametralladoras, sino haciéndose nuestros cómplices: ellos mismos van a acelerar el progreso de esa deshumanización que rechazan. Bajo la mirada zumbona del colono, se protegerán contra sí mismos con barreras sobrenaturales, reanimando antiguos mitos terribles o atándose mediante ritos meticulosos: el obseso evade así su exigencia profunda, infligiéndose manías que lo ocupan en todo momento. Bailan: eso los ocupa; relaja sus músculos dolorosamente contraídos y además la danza simula secretamente, con frecuencia a pesar de ellos, el No que no pueden decir, los asesinatos que no se atreven a cometer. En ciertas regiones utilizan este último recurso: el trance. Lo que antes era el hecho religioso en su simplicidad, cierta comunicación del fiel con lo sagrado, lo convierten en un arma contra la desesperanza y la humillación: los <em>zars</em>, las <em>loas</em>, los santos de la santería descienden sobre ellos, gobiernan su violencia y la gastan en el trance hasta el agotamiento. Al mismo tiempo, esos altos personajes los protegen: esto quiere decir que los colonizados se defienden de la enajenación colonial acrecentando la enajenación religiosa. El único resultado a fin de cuentas, es que se acumulan ambas enajenaciones y que cada una refuerza a la otra. Así, en ciertas psicosis, cansados de ser insultados todos los días, los alucinados creen un buen día que han escuchado la voz de un ángel que los elogia; los denuestos no desaparecen, sin embargo: en lo sucesivo, alternan con el elogio. Es una defensa y el final de su aventura: la persona está disociada, el enfermo se encamina a la demencia. Hay que añadir, en el caso de algunos desgraciados rigurosamente seleccionados, ese otro trance de que he hablado más arriba: la cultura occidental. En su lugar, dirán ustedes, yo preferiría mis zars a la Acrópolis. Bueno, eso quiere decir que han comprendido. Pero no del todo, sin embargo, porque ustedes no se encuentran en su lugar. Todavía no. De otra manera sabrían que ellos no pueden escoger: acumulan. Dos mundos, es decir, dos trances: se baila toda la noche, al alba se apretujan en las iglesias para oír misa; día a día, la grieta se ensancha. Nuestro enemigo traiciona a sus hermanos y se hace nuestro cómplice; sus hermanos hacen lo mismo. La condición del indígena es una neurosis introducida y mantenida por el colono entre los colonizados, <em>con su consentimiento.</em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;"> Reclamar y negar, a la vez, la condición humana: la contradicción es explosiva. Y hace explosión, ustedes lo saben lo mismo que yo. Vivimos en la época de la deflagración: basta que el aumento de los nacimientos acreciente la escasez, que los recién llegados tengan que temer a la vida un poco más que a la muerte, y el torrente de violencia rompe todas las barreras. En Argelia, en Angola, se mata al azar a los europeos. Es el momento del boomerang, el tercer tiempo de la violencia: se vuelve contra nosotros, nos alcanza y, como de costumbre, no comprendemos que es la nuestra. Los "liberales" se quedan confusos: reconocen que no éramos lo bastante corteses con los indígenas, que habría sido más justo y más prudente otorgarles ciertos derechos en la medida de lo posible; no pedían otra cosa sino que se les admitiera por hornadas y sin padrinos en ese club tan cerrado, nuestra especie: y he aquí que ese desencadenamiento bárbaro y loco no los respeta en mayor medida que a los malos colonos. La izquierda metropolitana se siente molesta: conoce la verdadera suerte de los indígenas, la opresión sin piedad de que son objeto y no condena su rebeldía, sabiendo que hemos hecho todo por provocarla. Pero de todos modos, piensa, hay límites: esos "guerrilleros"</span><span style="font-size:11pt;">∗</span><span style="font-size:11pt;"> deberían esforzarse por mostrarse caballeros; sería el mejor medio de probar que son hombres. A veces los reprende: "Van ustedes demasiado lejos, no seguiremos apoyándolos;" A ellos no les importa; para lo que sirve el apoyo que les presta, ya puede hacer con él lo que más le plazca. Desde que empezó su guerra, comprendieron esa rigurosa verdad: todos valemos lo que somos, todos nos hemos aprovechado de ellos, no tienen que probar nada, no harán distinciones con nadie. Un solo deber, un objetivo único: expulsar al colonialismo por todos los medios. Y los más alertas entre nosotros estarían dispuestos, en rigor, a admitirlo, pero no pueden dejar de ver en esa prueba de fuerza el medio inhumano que los subhombres han asumido para lograr que se les otorgue carta de humanidad: que se les otorgue lo más pronto posible y que traten luego, por medios pacíficos, de merecerla.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;">Nuestras almas bellas son racistas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;">Nos servirá la lectura de Fanon; esa violencia irreprimible, lo demuestra plenamente, no es una absurda tempestad ni la resurrección de instintos salvajes ni siquiera un efecto del resentimiento: es el hombre mismo reintegrándose. Esa verdad, me parece, la hemos conocido y la hemos olvidado: ninguna dulzura borrará las señales de la violencia; sólo la violencia puede destruirlas. Y el colonizado se cura de la neurosis colonial expulsando al colono con las armas. Cuando su ira estalla, que se hace; de lejos, consideramos su guerra como el triunfo de la barbarie; pero procede por sí misma a la emancipación progresiva del combatiente, liquida en él y fuera de él, progresivamente, las tinieblas coloniales. Desde que empieza, es una guerra sin piedad. O se sigue aterrorizado o se vuelve uno terrible; es decir: o se abandona uno a las disociaciones de una vida falseada o se conquista la unidad innata. Cuando los campesinos reciben los fusiles, los viejos mitos palidecen, las prohibiciones desaparecen una por una; el arma de un combatiente es su humanidad. Porque, en los primeros momentos de la rebelión, hay que matar: matar a un europeo es matar dos pájaros de un tiro, suprimir a la vez a un opresor y a un oprimido: quedan un hombre muerto y un hombre libre; el superviviente, por primera vez, siente un suelo nacional bajo la planta de los pies. En ese instante, la Nación no se aleja de él: se encuentra dondequiera que él va, allí donde él está —nunca más lejos, se confunde con su libertad. Pero, tras la primera sorpresa, el ejército colonial reacciona: hay que unirse o dejarse matar. Las discordias tribales se atenúan, tienden a desaparecer; primero porque ponen en peligro la Revolución y, más hondamente, porque no tenían más finalidad que derivar la violencia hacia falsos enemigos. Cuando persisten —como en el Congo— es porque son alimentadas por los agentes del colonialismo. La Nación se pone en marcha: para cada hermano está en dondequiera que combaten otros hermanos. Su amor fraternal es lo contrario del odio que les tienen a ustedes: son hermanos porque cada uno de ellos ha matado o puede, de un momento a otro, haber matado. Fanon muestra a sus lectores los límites de la "espontaneidad", la necesidad y los peligros de la "organización". Pero, cualquiera que sea la inmensidad de la tarea, en cada paso de la empresa se profundiza la conciencia social. Los últimos complejos desaparecen: que nos hablen del "complejo de dependencia" en el soldado del A.L.N. Liberado de sus anteojeras, el campesino toma conciencia de sus necesidades: ellos lo mataban, pero él trataba de ignorarlos; ahora los descubre como exigencias infinitas. En esta violencia popular, para sostenerse cinco años, ocho años como han hecho los argelinos, las necesidades militares, sociales y políticas no pueden distinguirse. La guerra —aunque sólo fuera planteando el asunto del mando y las responsabilidades— instituye nuevas estructuras que serán las primeras instituciones de la paz. He aquí, pues, al hombre instaurado hasta en las nuevas tradiciones, hijas futuras de un horrible presente, helo aquí legitimado por un derecho que va a nacer, que nace cada día en el fuego mismo: con el último colono muerto, reembarcado o asimilado, la especie minoritaria desaparece y cede su lugar a la fraternidad socialista. Y esto no basta: ese combatiente quema las etapas; por supuesto no arriesga su piel para encontrarse al nivel del viejo "metropolitano". Tiene mucha paciencia: quizá sueña a veces con un nuevo Dien-Bien-Phu; pero en realidad no cuenta con eso: es un mendigo que lucha, en su miseria, contra ricos fuertemente armados. En espera de las victorias decisivas y con frecuencia sin esperar nada, hostiga a sus adversarios hasta exacerbarlos. Esto no se hace sin espantosas pérdidas; el ejército colonial se vuelve feroz: cuadrillas, ratissages <em>(Literalmente, "cacería de ratas", término utilizado por los colonialistas para calificar los asaltos a los barrios y viviendas argelinos. [E.])</em> concentraciones, expediciones punitivas; se asesina a mujeres y niños. Él lo sabe: ese hombre nuevo comienza su vida de hombre por el final; se sabe muerto en potencia. Lo matarán: no sólo acepta el riesgo sino que tiene la certidumbre; ese muerto en potencia ha<span> </span>perdido a su mujer, a sus hijos; ha visto tantas agonías que prefiere vencer a sobrevivir; otros gozarán de la victoria, él no: está demasiado cansado. Pero esa fatiga del corazón es la fuente de un increíble valor. Encontramos nuestra humanidad más acá de la muerte y de la desesperación, él la encuentra más allá de los suplicios y de la muerte. Nosotros hemos sembrado el viento, él es la tempestad. Hijo de la violencia, en ella encuentra a cada instante su humanidad: éramos hombres a sus expensas, él se hace hombre a expensas nuestras. Otro hombre: de mejor calidad.<em></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;">Aquí se detiene Fanon. Ha mostrado el camino: vocero de los combatientes, ha reclamado la unión, la unidad del Continente africano contra todas las discordias y todos los particularismos. Su fin está logrado. Si quisiera describir integralmente el hecho histórico de la descolonización, tendría que hablar de nosotros, y ése no es, sin duda, su propósito. Pero, cuando cerramos el libro, continúa en nosotros, a pesar de su autor, porque experimentamos la fuerza de los pueblos en revolución y respondemos con la fuerza. Hay, pues, un nuevo momento de violencia y nos es necesario volvernos hacia nosotros esta vez porque esa violencia nos está cambiando en la medida en que el falso indígena cambia a través de ella. Que cada cual reflexione como quiera, con tal de que reflexione: en la Europa de hoy, aturdida por los golpes que recibe, en Francia, en Bélgica, en Inglaterra, la menor distracción del pensamiento es una complicidad criminal con el colonialismo. Este libro no necesitaba un prefacio. Sobre todo, porque no se dirige a nosotros. Lo escribí, sin embargo, para llevar la dialéctica hasta sus últimas consecuencias: también a nosotros, los europeos, nos están descolonizando; es decir, están extirpando en una sangrienta operación al colono que vive en cada uno de nosotros.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;">Debemos volver la mirada hacia nosotros mismos, si tenemos el valor de hacerlo, para ver qué hay en nosotros. Primero hay que afrontar un espectáculo inesperado: el striptease de nuestro humanismo. Helo aquí desnudo y nada hermoso: no era sino una ideología mentirosa, la exquisita justificación del pillaje; sus ternuras y su preciosismo justificaban nuestras agresiones. ¡Qué bello predicar la no violencia!: ¡Ni víctimas ni verdugos! ¡Vamos! Si no son ustedes víctimas, cuando el gobierno que han aceptado en un plebiscito, cuando el ejército en que han servido sus hermanos menores, sin vacilación ni remordimiento, han emprendido un "genocidio", indudablemente son verdugos. Y si prefieren ser víctimas, arriesgarse a uno o dos días de cárcel, simplemente optan por retirar su carta del juego. No pueden retirarla: tiene que permanecer allí hasta el final. Compréndanlo de una vez: si la violencia acaba de empezar, si la explotación y la opresión no han existido jamás sobre la Tierra, quizá la pregonada "no violencia" podría poner fin a la querella. Pero si el régimen todo y hasta sus ideas sobre la no violencia están condicionados por una opresión milenaria, su pasividad no sirve sino para alinearlos del lado de los opresores.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;"> Ustedes saben bien que somos explotadores. Saben que nos apoderamos del oro y los metales y el petróleo de los "continentes nuevos" para traerlos a las viejas metrópolis. No sin excelentes resultados: palacios, catedrales, capitales industriales; y cuando amenazaba la crisis, ahí estaban los mercados coloniales para amortiguarla o desviarla. Europa, cargada de riquezas, otorgó de jure la humanidad a todos sus habitantes: un hombre, entre nosotros, quiere decir un cómplice puesto que todos nos hemos beneficiado con la explotación colonial. Ese continente gordo y lívido acaba por caer en lo que Fanon llama justamente el "narcisismo". Cocteau se irritaba con París, "esa ciudad que habla todo el tiempo de sí misma". ¿Y qué otra cosa hace Europa? ¿Y ese monstruo supereuropeo, la América del Norte? Palabras: libertad, igualdad, fraternidad, amor, honor, patria. ¿Qué se yo? Esto no nos impedía pronunciar al mismo tiempo frases racistas, cochino negro, cochino judío, cochino ratón. Los buenos espíritus, liberales y tiernos —los neocolonialistas, en una palabra— pretendían sentirse asqueados por esa inconsecuencia; error o mala fe: nada más consecuente, entre nosotros, que un humanismo racista, puesto que el europeo no ha podido hacerse hombre sino fabricando esclavos y monstruos. Mientras existió la condición de indígena, la impostura no se descubrió; se encontraba en el género humano una abstracta formulación de universalidad que servía para encubrir prácticas más realistas: había, del otro lado del mar, una raza de subhombres que, gracias a nosotros, en mil años quizá, alcanzarían nuestra condición. En resumen, se confundía el género con la élite. Actualmente el indígena revela su verdad; de un golpe, nuestro club tan cerrado revela su debilidad: no era ni más ni menos que una minoría. Lo que es peor: puesto que los otros se hacen hombres en contra nuestra, se demuestra que somos los enemigos del género humano; la élite descubre su verdadera naturaleza: la de una pandilla. Nuestros caros valores pierden sus alas; si los contemplamos de cerca, no encontraremos uno solo que no esté manchado de sangre. Si necesitan ustedes un ejemplo, recuerden las grandes frases: ¡cuan generosa es Francia! ¿Generosos nosotros? ¿Y Setif? ¿Y esos ocho años de guerra feroz que han costado la vida a más de un millón de argelinos? Y la tortura. Pero comprendan que no se nos reprocha haber traicionado una misión: simplemente porque no teníamos ninguna. Es la generosidad misma la que se pone en duda; esa hermosa palabra cantarina no tiene más que un sentido: condición otorgada. Para los hombres de enfrente, nuevos y liberados, nadie tiene el poder ni el privilegio de dar nada a nadie. Cada uno tiene todos los derechos. Sobre todos; y nuestra especie, cuando un día llegue a ser, no se definirá como la suma de los habitantes del globo sino como la unidad infinita de sus reciprocidades.<span> </span>Aquí me detengo; ustedes pueden seguir la labor sin dificultad. Basta mirar de frente, por primera y última vez, nuestras aristocráticas virtudes: se mueren; ¿cómo podrían sobrevivir a la aristocracia de subhombres que las han engendrado? Hace años, un comentador burgués —y colonialista— para defender a Occidente no pudo decir nada mejor que esto: "No somos ángeles. Pero, al menos, tenemos remordimientos." ¡Qué declaración! En otra época, nuestro Continente tenía otros salvavidas: el Partenón, Chartres, los Derechos del Hombre, la svástica. Ahora sabemos lo que valen: y ya no pretenden salvarnos del naufragio sino a través del muy cristiano sentimiento de nuestra culpabilidad. Es el fin, como verán ustedes: Europa hace agua por todas partes. ¿Qué ha sucedido? Simplemente, que éramos los sujetos de la historia y que ahora somos sus objetos. La relación de fuerzas se ha invertido, la descolonización está en camino; lo único que pueden intentar nuestros mercenarios es retrasar su realización.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;"> Hace falta aún que las viejas "metrópolis" intervengan, que comprometan todas sus fuerzas en una batalla perdida de antemano. Esa vieja brutalidad colonial que hizo la dudosa gloria de los Bugeaud volvemos a encontrarla, al final de la aventura, decuplicada e insuficiente. Se envía al ejército a Argelia y allí se mantiene desde hace siete años sin resultado. La violencia ha cambiado de sentido; victoriosos, la ejercíamos sin que pareciera alterarnos: descomponía a los demás y en nosotros, los hombres, nuestro humanismo permanecía intacto; unidos por la ganancia, los "metropolitanos" bautizaban como fraternidad, como amor, la comunidad de sus crímenes; actualmente, bloqueada por todas partes, vuelve sobre nosotros a través de nuestros soldados, se interioriza y nos posee. La involución comienza: el colonizado se reintegra y nosotros, ultras y liberales, y colonos y "metropolitanos" nos descomponemos. Ya la rabia y el miedo están al desnudo: se muestran al descubierto en las "cacerías de ratas" de Argel. ¿Dónde están ahora los salvajes? ¿Dónde está la barbarie? Nada falta, ni siquiera el tam-tam: las bocinas corean "Argelia francesa" mientras los europeos queman vivos a los musulmanes. No hace mucho, recuerda Fanon, los psiquiatras se afligían en un congreso por la criminalidad de los indígenas: esa gente se mata entre sí, decían, eso no es normal; su corteza cerebral debe estar subdesarrollada. En África central, otros han establecido que "el africano utiliza muy poco sus lóbulos frontales". Ésos sabios deberían proseguir ahora su encuesta en Europa y particularmente entre los franceses. Porque también nosotros, desde hace algunos años, debemos estar afectados de pereza mental: los Patriotas empiezan a asesinar a sus compatriotas; en caso de ausencia, hacen volar en trozos al conserje y su casa. No es más que el principio: la guerra civil está prevista para el otoño o la próxima primavera. Nuestros lóbulos parecen, sin embargo, en perfecto estado: ¿no será, más bien, que al no poder aplastar al indígena, la violencia se vuelve sobre sí misma, se acumula en el fondo de nosotros y busca una salida? La unión del pueblo argelino produce la desunión del pueblo francés; en todo el territorio de la antigua metrópoli, las tribus danzan y se preparan para el combate. El terror ha salido de África para instalarse aquí: porque están los furiosos, que quieren hacernos pagar con nuestra sangre la vergüenza de haber sido derrotados por el indígena y están los demás, todos los demás, igualmente culpables —después de Bizerta, después de los linchamientos de septiembre ¿quién salió a la calle para decir: basta?—, pero más sosegados: los liberales, los más duros de los duros de la izquierda muelle. También a ellos les sube la fiebre. Y el malhumor. ¡Pero qué espanto! Disimulan su rabia con mitos, con ritos complicados; para retrasar el arreglo final de cuentas y la hora de la verdad, han puesto a la cabeza del país a un Gran Brujo cuyo oficio es mantenernos a cualquier precio en la oscuridad. Nada se logra; proclamada por unos, rechazada por otros, la violencia gira en redondo: un día hace explosión en Metz, al día siguiente en Burdeos; ha pasado por aquí, pasará por allá, es el juego de prendas. Ahora nos toca el turno de recorrer, paso a paso, el camino que lleva a la condición de indígena. Pero para convertirnos en indígenas del todo, sería necesario que nuestro suelo fuera ocupado por los antiguos colonizados y que nos muriéramos de hambre. Esto no sucederá: no, es el colonialismo decadente el que nos posee, el que nos cabalgará pronto, chocho y soberbio; ése es nuestro <em>zar</em>, nuestro <em>loa</em>. Y al leer el último capítulo de Fanon uno se convence de que vale más ser un indígena en el peor momento de la desdicha que un ex colono. No es bueno que un funcionario de la policía se vea obligado a torturar diez horas diarias: a ese paso, sus nervios llegarán a quebrarse a no ser que se prohíba a los verdugos, por su propio bien, el trabajo en horas suplementarias. Cuando se quiere proteger con el rigor de las leyes la moral de la Nación y del Ejército, no es bueno que éste desmoralice sistemáticamente a aquélla. Ni que un país de tradición republicana confíe a cientos de miles de sus jóvenes a oficiales putchistas. No es bueno, compatriotas, ustedes que conocen todos los crímenes cometidos en nuestro nombre, no es realmente bueno que no digan a nadie una sola palabra, ni siquiera a su propia alma, por miedo a tener que juzgarse a sí mismos. Al principio ustedes ignoraban, quiero creerlo, luego dudaron y ahora saben, pero siguen callados. Ocho años de silencio degradan. Y en vano: ahora, el sol cegador de la tortura está en el cenit, alumbra a todo el país; bajo esa luz, ninguna risa suena bien, no hay una cara que no se cubra de afeites para disimular la cólera o el miedo, no hay un acto que no traicione nuestra repugnancia y complicidad. Basta actualmente que dos franceses se encuentren para que haya entre ellos un cadáver. Y cuando digo uno... Francia era antes el nombre de un país, hay que tener cuidado de que no sea, en 1961, el nombre de una neurosis. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;"> ¿Sanaremos? Sí. La violencia, como la lanza de Aquiles, puede cicatrizar las heridas que ha infligido. En este momento estamos encadenados, humillados, enfermos de miedo: en lo más bajo. Felizmente esto no basta todavía a la aristocracia colonialista: no puede concluir su misión retardataria en Argelia sin colonizar primero a los franceses. Cada día retrocedemos frente a la contienda, pero pueden estar seguros de que no la evitaremos: ellos, los asesinos, la necesitan; van a seguir revoloteando a nuestro alrededor, a seguir golpeando el yunque. Así se acabará la época de los brujos y los fetiches: tendrán ustedes que pelear o se pudrirán en los campos de concentración. Es el momento final de la dialéctica: ustedes condenan esa guerra, pero no se atreven todavía a declararse solidarios de los combatientes argelinos; no tengan miedo, los colonos y los mercenarios los obligarán a dar este paso. Quizá entonces, acorralados contra la pared, liberarán ustedes por fin esa violencia nueva suscitada por los viejos crímenes rezumados. Pero eso, como suele decirse, es otra historia. La historia del hombre. Estoy seguro de que ya se acerca el momento en que nos uniremos a quienes la están haciendo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:CourierNewPSMT;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;" align="right"><strong><span style="font-size:11pt;">Jean-Paul Sartre</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;" align="right"><em><span style="font-size:11pt;">Septiembre de 1961.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:CourierNewPSMT;"> </span>Para el que le interese, el texto completo de Fanon. Son un par de paginas igual:</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><a href="http://loboesta.files.wordpress.com/2008/05/fanon__franz___los_condenados_de_la_tierra.pdf">fanon__franz___los_condenados_de_la_tierra</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Há 40 anos atrás, o Brasil começava a chorar.]]></title>
<link>http://gibranbastos.wordpress.com/?p=96</link>
<pubDate>Mon, 12 May 2008 02:49:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>Gibran Bastos</dc:creator>
<guid>http://gibranbastos.wordpress.com/?p=96</guid>
<description><![CDATA[
Em 13 de dezembro de 1968, o regime militar liderado pelo Presidente Artur da Costa e Silva outorga]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://gibranbastos.wordpress.com/files/2008/05/cem_mil_3.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-98 aligncenter" src="http://gibranbastos.wordpress.com/files/2008/05/cem_mil_3.jpg?w=300" alt="" width="300" height="210" /></a></p>
<p class="MsoNormal">Em 13 de dezembro de 1968, o regime militar liderado pelo Presidente <em>Artur da Costa e Silva </em>outorgava o AI-5, esse foi o quinto de uma linha de decretos emitidos nos anos subseqüentes ao Golpe militar de 1964 no Brasil.</p>
<p class="MsoNormal">O ato institucional número 5, veio em resposta ao discurso do deputado Márcio Moreira Alves, que pedia ao povo brasileiro que boicotasse as medíocres festividades do dia 7 de setembro.Porém o decreto também vinha no correr de um rio de ambições, ações e declarações pelas quais a classe política fortaleceu a chamada linha dura do regime instituído pelo Golpe Militar.O AI-5, foi um instrumento de poder que deu ao regime poderes absolutos.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://gibranbastos.wordpress.com/files/2008/05/ditadura-evandro-teixeir-a-g-b.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-97" src="http://gibranbastos.wordpress.com/files/2008/05/ditadura-evandro-teixeir-a-g-b.jpg?w=300" alt="" width="300" height="206" /></a></p>
<p>O AI-5:</p>
<p>Entre outras atrocidades, fechou o Congresso Nacional por prazo indeterminado ;decretou o recesso dos mandatos de senadores, deputados e vereadores. Estes ainda continuaram a receber parte fixa de seus subsídios;autorizou, a critério do interesse nacional, a intervenção nos estados e municípios;tornou legal legislar por decreto-lei;autorizou, após investigação, decretar o confisco de bens de todos quantos tenham enriquecido, ilicitamente, no exercício de cargo ou função pública, inclusive de autarquias, empresas públicas e sociedades de economia mista, sem prejuízo das sanções penais cabíveis; o Presidente da República, em qualquer dos casos previstos na Constituição, poderá decretar o estado de sítio e prorrogá-lo, fixando o respectivo prazo;suspendeu a possibilidade de qualquer reunião de cunho político;recrudesceu a censura, determinando a censura prévia, que se estendia à música, ao teatro e ao cinema de assuntos de caráter político;suspendeu o “habeas corpus” para os chamados crimes políticos.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://gibranbastos.wordpress.com/files/2008/05/cem_mil_1.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-99 aligncenter" src="http://gibranbastos.wordpress.com/files/2008/05/cem_mil_1.jpg?w=300" alt="" width="300" height="231" /></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Testando Post Pelo Word Do Microsoft Office!]]></title>
<link>http://portfoliofekos.wordpress.com/2008/05/11/testando-post-pelo-word-do-microsoft-office/</link>
<pubDate>Mon, 12 May 2008 02:09:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fe. Køs - Designer Digital</dc:creator>
<guid>http://portfoliofekos.wordpress.com/2008/05/11/testando-post-pelo-word-do-microsoft-office/</guid>
<description><![CDATA[
É&#8230;
Aqui está faltando um monte de opções no Microsoft Word que eu não conhecia!
Queria m]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://portfoliofekos.wordpress.com/files/2008/02/textos.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-170" src="http://portfoliofekos.wordpress.com/files/2008/02/textos.jpg" alt="Portfolio Digital - Fe. Køs" width="435" height="60" /></a></p>
<p>É...</p>
<p>Aqui está faltando um monte de opções no Microsoft Word que eu não conhecia!</p>
<p>Queria minhas imagens de início como eu sempre arrumei. Criei e ajustei especialmente para poder ilustrar meu Portfolio.</p>
<p>Acho mesmo que esse post foi somente para testar, porque usar, acho que não é a primeira função ainda!</p>
<p>Até mais!</p>
<blockquote><p>Editado por Fe. Køs.</p>
<p>Motivo: Má edição de post. Microsoft Office insuficiente para fazer tal postagem.</p>
<p>Somente teste!</p>
<p>Volto a postar da maneira tradicional!</p>
<p>Obrigado!</p></blockquote>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Desapego]]></title>
<link>http://everlong.wordpress.com/?p=48</link>
<pubDate>Mon, 12 May 2008 01:22:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>Diego</dc:creator>
<guid>http://everlong.wordpress.com/?p=48</guid>
<description><![CDATA[
- Hahaha. Mas nem era dela que tava falando. Ou vc acha que seus conflitos morrem nos seus 24 anos?]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align:justify;">- Hahaha. Mas nem era dela que tava falando. Ou vc acha que seus conflitos morrem nos seus 24 anos?<br />
- Nao doutor, acho que nao.</p>
<p style="text-align:justify;">- Assistiu V de vingança? O V diz que vc alcança a <strong>redenção</strong> depois de <strong>superar o medo da morte</strong>. Vai ver era o seu caso.</p>
<p style="text-align:justify;">- Pode ser. Na verdade, minha conclusao é semelhante. Toda grande mudança na vida, exige uma <strong>mudança de personalidade</strong>. Quer seja quando vc começa uma faculdade, começa a trabalhar ou começa um relacionamento. Essas mudanças sao devido a novos tipos de <strong>responsabilidades</strong>, novas <strong>atividades </strong>ou <strong>novas experiencias</strong> pelas quais vc passa. O caso é que vc desenvolve toda uma <strong>identidade nova</strong> a partir daquele momento.</p>
<p style="text-align:justify;">- Isso mesmo.</p>
<p style="text-align:justify;">- O ruim no final dessas coisas, qundo vc é demitido, chutado ou tem que parar com a faculdade é que aquela identidade que vc havia criado <strong>morre </strong>(ou é morta). Por isso que parece que <strong>tomaram o mundo de você</strong>. Eles tomam a sua forma de ver o mundo. "Não é o fim do mundo, é o fim do <span style="text-decoration:underline;">SEU</span> mundo"</p>
<p style="text-align:justify;">- A pergunta que fica é: E quando passa?</p>
<p style="text-align:justify;">- A resposta é simples, claro. <strong>Não passa</strong>.</p>
<p style="text-align:justify;">- Não passa?</p>
<p style="text-align:justify;">- <strong>Não</strong>. Se aquela identidade morreu (e a vida não é como nos quadrinhos que morrer não significa estar morto), só nos resta 3 coisas. A primeira é <strong>lamentar </strong>isso. "Poxa, mas eu gostava tanto daquilo". A fase de lamentação é a <strong>mais difícil</strong> de ser superada. E na verdade, só pode ser superada na próxima fase. O <strong>Desapego</strong>.</p>
<p style="text-align:justify;">- Dalai lama fala muito sobre desapego.</p>
<p style="text-align:justify;">- Exato. Tem que deixar a identidade anterior partir. Não é apenas questão de <strong>querer voltar</strong> para aquele estado de <strong>qualquer jeito</strong>. Não tem mais volta. Suas experiências mudaram. Você evoluiu, quer seja para melhor ou para pior. Não há o que fazer. É como derrubar óleo em um balde com água. <strong>Não dá para separar</strong>.</p>
<p style="text-align:justify;">Só quando você deixa de se apegar a sua imagem anterior e a <strong>deixa partir</strong>, você chega ao terceiro estágio. <strong>Contruir </strong>uma nova identidade.  Só com a criação de uma nova identidade, que muitas vezes vai incluir muito da anterior, principalmente as partes que davam certo, é que é possível fechar o ciclo todo. Só então é <strong>possível ver tudo o que estava na sua frente</strong>, mas que você havia <span style="text-decoration:underline;">fechado os olhos para não ver</span>.  É como diz aquele conto Zen, “Eu deixei a garota lá, você ainda a está carregando?”</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><em>tanzan e ekido certa vez viajavam juntos por uma estrada lamacenta. Uma pesada chuva ainda caía, dificultando a caminhada. </em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Chegando a uma curva, eles encontraram uma bela garota vestida com um quimono de seda e cinta, incapaz de cruzar a intercessão.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>“Venha, menina,” disse Tanzan de imediato. Erguendo-a em seus braços, ele a carregou atravessando o lamaçal.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Ekido não falou nada até aquela noite quando eles atingiram o alojamento do Templo. Então ele não mais se<br />
conteve e disse:</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>“Nós monges não nos aproximamos de mulheres,” ele disse a Tanzan, “especialmente as jovens e belas. Isto é perigoso. Por que fez aquilo?”</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>“Eu deixei a garota lá,” disse Tanzan. “Você ainda a está carregando?”</em></p>
</blockquote>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Fonte, origem e educação]]></title>
<link>http://blogdoelton.wordpress.com/?p=616</link>
<pubDate>Mon, 12 May 2008 01:21:09 +0000</pubDate>
<dc:creator>eltonfelipeetges</dc:creator>
<guid>http://blogdoelton.wordpress.com/?p=616</guid>
<description><![CDATA[Mãe
Quando criança e depois adolescente pensava que havia uma pessoa rigorosa demais para comigo. ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Mãe</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Quando criança e depois adolescente pensava que havia uma pessoa rigorosa demais para comigo. Não se podia isso nem aquilo. Não entendia bem porque tantas leis, castigos e inesquecíveis ‘tundas’, resultadas nas maiorias das vezes por desobediência àquele infinito código de posturas. Por outro lado, ela exercia algo contraditório: excesso de zelo e carinho. Totalmente compreensível com o passar do tempo. Era apenas mais uma mãe educando outro filho a sua maneira. Por vezes rígida, em outras uma super-heroína. Dona Tila continua em pé, firme e forte com 76 anos. Criou seis filhos as duras penas. Passou trabalho. Mas em momento algum deixou de fornecer amor a todos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Sogra</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Quis Deus me contemplar nesta jornada com outra mãe. Nem tão diferente daquela que me gerou. Também com seus códigos rígidos e igualmente com uma ternura e bondade irrepreensível. Ao contrário de todas as histórias e piadas sobre sogras, Dona Ica é uma benção. Uma avó adorada pelos seus netos e seus filhos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Mulher</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Do amor de sexos opostos nasce uma família. Outra vez aquela figura materna convive ao lado. Não menos forte. Nem menos amor. Os filhos passam maus bocados com esta rigidez intangível. Mas em compensação têm ao seu favor um coração que transborda de amor. Também como professora, principalmente de pessoas especiais, participou do processo de educação de várias gerações. Forte, soberba e com equilíbrio necessário para ajudar as pessoas a distinguirem o correto do errado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">O exemplo das mães à antiga, aliada a prática diária, sem perder seu aroma de mulher fez de você Adriana, uma pessoa essencial.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><a href="http://blogdoelton.files.wordpress.com/2008/05/mamae.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-617" src="http://blogdoelton.wordpress.com/files/2008/05/mamae.jpg?w=300" alt="" width="300" height="283" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;">Sobrinha Manú, filhota Rafaela com Adriana.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Cavalo no Poço]]></title>
<link>http://viveremacao.wordpress.com/?p=34</link>
<pubDate>Sun, 11 May 2008 21:30:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>Samy</dc:creator>
<guid>http://viveremacao.wordpress.com/?p=34</guid>
<description><![CDATA[O Cavalo no Poço
Um fazendeiro,                que lutava com muitas dificuldades, possuía alguns ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="text-decoration:underline;"><span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;">O Cavalo no Poço</span></span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Um fazendeiro,                que lutava com muitas dificuldades, possuía alguns cavalos                para ajudar nos trabalhos em sua pequena fazenda.</span><span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Um                dia, seu capataz veio trazer a notícia de que um dos cavalos                havia caído num velho poço abandonado. </span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">O fazendeiro                foi rapidamente ao local do acidente e avaliou a situação.                Certificando-se de que o animal não se machucara, mas, pela                dificuldade e o alto custo de retirá-lo do fundo do poço,                achou que não valeria a pena investir numa operação                de resgate.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Tomou então                a difícil decisão: determinou ao capataz que sacrificasse                o animal, jogando terra no poço até enterrá-lo,                ali mesmo.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">E assim foi                feito: os empregados, comandados pelo capataz, começaram                a jogar terra para dentro do buraco de forma a cobrir o cavalo.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Mas, à                medida que a terra caía em seu dorso, o animal sacudia e                ela ia se acumulando no fundo, possibilitando ao cavalo ir subindo.                Logo, os homens perceberam que o cavalo não se deixava enterrar,                mas, ao contrário, estava subindo à medida que a terra                enchia o poço, até que enfim, conseguiu sair.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Sabendo do caso,                o fazendeiro ficou muito satisfeito e o cavalo viveu ainda muitos                anos servindo ao dono da fazenda.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;"> Se você                estiver ''lá embaixo'', sentindo-se pouco valorizado, quando,                já certos de seu desaparecimento, os outros jogarem sobre                você terra da incompreensão, da falta de oportunidades                e de apoio, lembre-se desse cavalo. Não aceite a terra que                cai sobre você. Sacuda-a e suba sobre ela. E, quanto mais                terra, mais você vai subindo...subindo...subindo, e aprendendo                a sair do poço.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[RUMOREJANDO por josé zokner (juca)]]></title>
<link>http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/?p=1619</link>
<pubDate>Sun, 11 May 2008 18:23:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>Equipe Palavreiros da Hora</dc:creator>
<guid>http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/?p=1619</guid>
<description><![CDATA[PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.
Constatação I
Tinha um nariz abismal
Olhar sobrenatu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="margin:0;"><strong><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.</span></strong><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;"></span></p>
<p style="margin:0;"><strong><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Constatação I</span></strong><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;"></span></p>
<p style="margin:0;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Tinha um nariz abismal</span></p>
<p style="margin:0;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Olhar sobrenatural</span></p>
<p style="margin:0;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Vestia-se como no carnaval</span></p>
<p style="margin:0;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Pressão arterial</span></p>
<p style="margin:0;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Elevada, descomunal.</span></p>
<p style="margin:0;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Tratava a todos mal.</span></p>
<p style="margin:0;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Afinal,</span></p>
<p style="margin:0;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Quem era o boçal?</span></p>
<p style="margin:0;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">O gerente da sessão de pessoal.</span></p>
<p style="margin:0;"><strong><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Constatação II</span></strong><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;"></span></p>
<p style="margin:0;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Rico determina; pobre, solicita.</span></p>
<p style="margin:0;"><strong><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Constatação III</span></strong><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;"></span></p>
<p style="margin:0;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Deu na mídia no dia 6 de dezembro de 2006: “LONDRES - Cerca de 2% dos adultos mais ricos do planeta possuem mais da metade da riqueza mundial, segundo um relatório da ONU divulgado em Londres, que reflete a grande disparidade entre ricos e pobres.</span></p>
<p style="margin:0;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">A América do Norte detém 34% da riqueza mundial; a Europa, 30%; a área Ásia-Pacífico rica, 24%; a América Latina e o Caribe, 4%; o resto da Ásia-Pacífico, 3%; a China também 3%; e a África e a Índia, 1% cada um”. </span></p>
<p style="margin:0;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Quanto ao Brasil, relatório do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (PNUD) mostra que o nosso país ocupa apenas o 69° lugar no índice de desenvolvimento humano. A Noruega ocupa o 1º lugar. Data vênia, como diriam nossos juristas, mas <strong>Rumorejando </strong>já chegou a conclusão que a Lei do nefasto Mercado, a globalização nela atrelada e outros que tais cria essa Lei da Selva, a execrável lei do mais forte, e que esses relatórios todos se omitem de acrescentar viva “nóis”.</span></p>
<p style="margin:0;"><strong><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Constatação IV</span></strong><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;"></span></p>
<p style="margin:0;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Deu na mídia: “BRASÍLIA - O senador Jefferson Péres (PDT-AM) disse que o ministro Marco Aurélio Mello tem razão quando aponta a vantagem dos parlamentares em relação aos vencimentos que ele recebe no Supremo Tribunal Federal (STF)”, se referindo a verba indenizatória de mais R$15 mil que os parlamentares recebem”. Com relação a diferença entre ambos os salários e o salário mínimo não se ouviu nenhuma referência. Pelo menos até agora...</span></p>
<p style="margin:0;"><strong><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Constatação V</span></strong><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;"></span></p>
<p style="margin:0;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">E como se lamentava, queixoso, aquele cidadão: “Esse vagabundo do meu cunhado, além de não trabalhar, vive mordendo a irmã para descolar um trocado. Morando, por instâncias insistentes da minha mulher em casa, ele come como um rei e dorme profundamente a sesta, como a irmã quando tá fazendo amor comigo. Que família!</span><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;"></span></p>
<p style="margin:0;"><strong><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Constatação VII</span></strong><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;"></span></p>
<p style="margin:0;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Rico admite; pobre, confessa.</span></p>
<p style="margin:0;"><strong><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Constatação VIII</span></strong><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;"></span></p>
<p style="margin:0;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Não se pode confundir <strong>dantes</strong>, que quer dizer antes, antigamente, com <strong>dentes</strong>, muito embora <strong>dantes</strong> a gente tivesse medo de ir ao dentista para tratar os <strong>dentes</strong> e agora a gente tem receio. Isso quando não tem pavor, trauma, paúra e outros epítetos, nomenclaturas, cognomes, etc. A recíproca ainda está sendo averiguada a sua existência ou não. Tão logo tenhamos a informação, por sinal de transcendental importância para o futuro da Humanidade, daremos a conhecer aos nossos prezados leitores. Aguardem, pois.</span></p>
<p style="margin:0;"><strong><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Constatação IX (Passível de mal-entendido, via pseudo-haicai).</span></strong><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;"></span></p>
<p style="margin:0;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">O Papa, qual ditador, jamais</span></p>
<p style="margin:0;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Dispôs-se a cingir-se</span></p>
<p style="margin:0;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Aos pontos cardeais.</span></p>
<p style="margin:0;"><strong><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Constatação X</span></strong><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;"></span></p>
<p style="margin:0;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Rico desfruta a vida; pobre, sobrevive.</span></p>
<p style="margin:0;"><strong><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Constatação XI (De conselhos úteis).</span></strong><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;"></span></p>
<p style="margin:0;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Cuide para que a tua neurose não coincida com a neurose da tua companheira, pois, como é por demais sabido em matemática e eletricidade, pólos do mesmo sinal se repelem, além do perigo de curto-circuito. Cultive, pois, o uso de outras distintas. De nada!</span></p>
<p style="margin:0;"><strong><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Constatação XII (Recado gratuito aos jovens).</span></strong><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;"></span></p>
<p style="margin:0;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Livro não morde. Podem pegar pra ler.</span></p>
<p style="margin:0;"><strong><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Constatação XIII</span></strong><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;"></span></p>
<p style="margin:0;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Quando o obcecado leu: “</span><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Mídia francesa pede a Sarkozy para se comportar com a rainha” disse lá com os seus própios botões e fechos eclair: “Esse presidente francês é um obcecado mesmo”.</span><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;"></span></p>
<p style="margin:0;"><strong><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Constatação XIV</span></strong><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;"></span></p>
<p style="margin:0;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Aviso: Restam poucos dias para outros tantos...</span><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;"></span></p>
<p style="margin:0;"><strong><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Constatação XV (Quadrinha para ser recitada para o teu chefe de quem está a fim de pedir aumento do salário).</span></strong><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;"></span></p>
<p style="margin:0;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Juntei uns poucos trocados</span><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;"></span></p>
<p style="margin:0;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Para minhas férias desfrutar</span><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;"></span></p>
<p style="margin:0;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Elas se limitaram a dois bem-casados</span><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;"></span></p>
<p style="margin:0;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Que foi tudo que deu pra pagar.</span><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;"></span></p>
<p style="margin:0;"><strong><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Constatação XVI (Quadrinha para ser recitada para os noivos que vêm te convidar para padrinho de seu – deles - casamento).</span></strong><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;"></span></p>
<p style="margin:0;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Quem tá pra casar</span><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;"></span></p>
<p style="margin:0;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Sem ser afetuoso</span><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;"></span></p>
<p style="margin:0;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">É o mesmo que andar</span><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;"></span></p>
<p style="margin:0;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Num caminho sinuoso.</span><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;"></span></p>
<p style="margin:0;"><strong><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Constatação XVII Quadrinha intitulada “Efeito colateral”, para ser lida pra quem defende intransigentemente a alopatia).</span></strong><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;"></span></p>
<p style="margin:0;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Ela gesticula</span><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;"></span></p>
<p style="margin:0;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Sem nada dizer.</span><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;"></span></p>
<p style="margin:0;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">A “ameaça” na bula</span><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;"></span></p>
<p style="margin:0;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Havia acabado de ler.</span><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;"></span></p>
<p style="margin:0;"><strong><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Constatação XVIII</span></strong><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;"></span></p>
<p style="margin:0;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Reconheci minha firma</span><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;"></span></p>
<p style="margin:0;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Quando escrevi que a amava</span><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;"></span></p>
<p style="margin:0;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Ela respondeu: </span><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;"></span></p>
<p style="margin:0;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">“Isso nada confirma.</span><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;"></span></p>
<p style="margin:0;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Não sou tua marionete.</span><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;"></span></p>
<p style="margin:0;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Você já escreveu</span><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;"></span></p>
<p style="margin:0;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Pra outras sete. </span><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;"></span></p>
<p style="margin:0;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">E eu sou a oitava”.</span><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;"></span></p>
<p style="margin:0;"><strong><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">E-mail:</span></strong><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;"> <a href="mailto:josezokner@rimasprimas.com.br" target="_blank"><span style="color:windowtext;">josezokner@rimasprimas.com.br</span></a> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://caixinhadefosforos.wordpress.com/2008/05/11/51/</link>
<pubDate>Sun, 11 May 2008 16:37:40 +0000</pubDate>
<dc:creator>regina</dc:creator>
<guid>http://caixinhadefosforos.wordpress.com/2008/05/11/51/</guid>
<description><![CDATA[


&#8220;A maturidade me permite olhar com menos ilusões,
aceitar com menos sofrimento,
entender c]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bp3.blogger.com/_HWINQRd5ffE/R6xaHx3ucQI/AAAAAAAADbM/RcGHYqJZr4k/s1600-h/012PRINCE.jpg"><img src="http://bp3.blogger.com/_HWINQRd5ffE/R6xaHx3ucQI/AAAAAAAADbM/RcGHYqJZr4k/s400/012PRINCE.jpg" border="0" alt="" /></a><br />
<span style="font-size:xx-small;"></p>
<p></span></p>
<div>"A maturidade me permite olhar com menos ilusões,<br />
aceitar com menos sofrimento,<br />
entender com mais tranqüilidade,<br />
e querer com mais doçura."
</div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[mães]]></title>
<link>http://caixinhadefosforos.wordpress.com/?p=49</link>
<pubDate>Sun, 11 May 2008 15:45:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>regina</dc:creator>
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<description><![CDATA[Hoje é o dia da mãe, e nem sei por quê. Normalmente, os dias disso ou daquilo - como o dia da mul]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje é o dia da mãe, e nem sei por quê. Normalmente, os dias disso ou daquilo - como o dia da mulher e o dia do trabalho - nascem da violência, da agressão, do desrespeito e da luta de classes. Francamente não sei se o dia do pai, da mãe, da criança, tiveram essa origem. Acho que são só datas para aquecer o comércio. O que só demonstra que comércio é mesmo uma coisa globalizada: alguém criou o dia da mãe em algum lugar e todo mundo ocidental copiou. <em>'Cause we're living in a material world and we're are material... moms? </em></p>
<p>Escrevo essas coisas mas não deixo de comprar o presente para minha mãe e presenteá-la. É uma programação subjacente muito bem feita com mensagens subliminares. O máximo que consigo fazer para escapar dela (da programação, não da mãe) é comprar presentes em outras datas também. Presentes tão bons quanto ou melhores. E o mais importante: o cartão bonito, aquele, não vem no dia da mãe. Vem depois. A celebração é antecipada, sempre no sábado, porque minha mãe é uma senhora cheia de problemas ortopédicos e não pode ficar servindo e cozinhando, precisa ser num dia em que a minha outra mãe, a minha mãe índia, esteja trabalhando lá na casa onde me criei. Pra ajudar, claro. E antes que alguém se pergunte, sim, faço questão de dar presente e abraço na minha mãe índia, que em alguns aspectos é mais minha mãe do que minha própria mãe.</p>
<p>Seja como for, a mãe merece cumprimento, carinho, mimo e, eventualmente, presente. Porque mãe é um bicho que se ferra. Ser mãe é ser ferrada na vida. Todos os problemas da sua prole serão sua culpa, direta ou indiretamente. Se você fez a coisa "x", é condenada porque fez e, se não fez, é porque não fez. A mãe dá amor, dá o amor que ela tem para dar - que às vezes não é muito, é bem pouquinho, ela não tem amor nem mesmo suficiente para ela, mas dá mesmo assim - e muitas vezes os filhos crescem ressentidíssimos (como eu) porque precisavam de mais. Mas, tirar de onde? Isso ninguém pensa. A idéia (maluca) de mãe é que mãe é um ser que é uma fonte inesgotável de toda e qualquer coisa, e nada poderia estar mais longe da verdade. A mãe é só uma mulher que pariu. Uma mulher como você. Uma mulher como aquelas que você levou para a cama e não ligou no dia seguinte nem nunca mais e tampouco atendeu as ligações dela. A mãe não deixa de ter sonhos - sonhos sérios e também sonhos bobos - porque passou a ser mãe. A mãe continua querendo ter prazer sexual porque SURPRESA!, a genitália <strong>não sai</strong> junto com a criança na hora do parto. A mãe quer continuar sendo bonita, a mãe adoraria poder ficar doente quando fica doente. A mãe quer viajar, a mãe quer beijar na boca e ser feliz. Como todo mundo. E a mãe tem defeitos, pilhas e mais pilhas de defeitos. Como todo mundo.</p>
<p>Até porque, verdade seja dita, uma mãe extremamente abnegada, uma mãe que abre mão de tudo e qualquer coisa para ser um trapo amarrotado cinzento e descabelado que vive para os filhos, uma mãe assim cobrará a sua conta com juros shylockianos mediante a simples inversão da equação: exigirá filhos que vivam para ela. Criará pessoas que não saberão fazer absolutamente coisa alguma, para que ela seja sempre necessária. E isso é a antítese da boa mãe. Uma mãe que proporcionou uma criação sadia é uma mãe que se torna cada vez mais desnecessária. A arte de tornar-se desnecessária inclui continuar tendo uma vida, continuar pensando em si mesma como um indivíduo - o que, convenhamos, não é muito fácil. Filhos já exigem absurdamente por si só. As determinações sociais ridículas dessa sociedade idem também, já que quer que toda mãe seja uma mater dolorosa sorrindo durante o suplício. Você, leitor, já viu alguma publicidade de dia da mãe em que a genitora em questão observa feliz os seus filhos tendo sucesso na vida e constituindo suas famílias? Nunca vi umzinho só que fosse. E essa é a maior prova de amor: deixá-los ir efetivamente livres e alforriados, sem a sensação de estarem abandonando a mãe ou de serem ingratos. O pior é que deixá-los ir é horrendamente doloroso e angustiante. Você não estará mais lá para proteger seu bebê nem sabe se ele vai querer voltar, e entre a angústia do abandono e a angústia da impotência a mãe fica lá, tentando lembrar que ela também tem uma vida. A maternidade não tem misericórdia</p>
<p> </p>
<p>ticcia</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Estereótipos e publicidade: já é hora de dormir, não espere mamãe mandar]]></title>
<link>http://estereotipos.wordpress.com/?p=789</link>
<pubDate>Sun, 11 May 2008 14:02:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>Marcos E. Pereira</dc:creator>
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<description><![CDATA[
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/hLMbL31P770'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/hLMbL31P770&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Artigo publicado: Changing psychologies]]></title>
<link>http://estereotipos.wordpress.com/?p=783</link>
<pubDate>Sun, 11 May 2008 13:54:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>Marcos E. Pereira</dc:creator>
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<description><![CDATA[Título: Changing psychologies in the transition from industrial society to consumer society
Autor: ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Título: Changing psychologies in the transition from industrial society to consumer society</p>
<p>Autor: Svend Brinkmann</p>
<p>Periódico: History of the Human Sciences, 85-110, 2008</p>
<p>Resumo: <a href="http://hhs.sagepub.com/cgi/content/abstract/21/2/85?etoc">clique aqui para obter</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Parabéns às mães!]]></title>
<link>http://gfiwernner.wordpress.com/?p=470</link>
<pubDate>Sun, 11 May 2008 13:42:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>gfiwernner</dc:creator>
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<description><![CDATA[        O Grupo da Fraternidade Irmão Wernner parabeniza todas as mães neste dia!
    ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://gfiwernner.files.wordpress.com/2008/05/tv-cei.jpg"></a><span style="color:#000080;">        O Grupo da Fraternidade Irmão Wernner parabeniza todas as mães neste dia!</span></p>
<p><span style="color:#000080;">        Em sua homenagem, uma trova de Casimiro Cunha, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier, conforme o livro Dicionário da Alma:</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#0000ff;">Porque, ser mãe, minha irmã,<br />
É ser prazer sobre as dores,<br />
É ser luz, embora a estrada<br />
Tenha sombras e amargores.</span></p>
<p><span style="color:#000080;">        Aproveitamos a oportunidade, para fazer um convite em nome da TV CEI:</span></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://gfiwernner.wordpress.com/files/2008/05/tv-cei.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-471 aligncenter" src="http://gfiwernner.wordpress.com/files/2008/05/tv-cei.jpg?w=268" alt="" width="268" height="300" /></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[SINGELA HOMENAGEM À MÃE por jaciara carneiro]]></title>
<link>http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/?p=1618</link>
<pubDate>Sun, 11 May 2008 13:00:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>Equipe Palavreiros da Hora</dc:creator>
<guid>http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/?p=1618</guid>
<description><![CDATA[Após jantarmos, ela entoa a cantilena comum às visitas que me faz:
- Comprei mamão, laranja e man]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">Após jantarmos, ela entoa a cantilena comum às visitas que me faz:<br />
- Comprei mamão, laranja e manga. Você tem que comer frutas.<br />
- Não gosto de frutas que lambuzam. A manga eu até como, mas depois de picar todinha e guardar na geladeira. O mamão tem caroço, dá trabalho pra cortar e eu tenho preguiça. Pode levar o mamão com você.</p>
<p>Na manhã seguinte, saio pro trabalho. No começo da tarde, ela pega o ônibus de volta pra casa.</p>
<p>Dia cheio, tarefas canalhas. Saio do escritório, passo na padaria, chego em casa. Abro a geladeira pra guardar algumas compras. E ali vejo um prato cheio de mamão picado, encimado por uma laranja caprichosamente descascada.</p>
<p>Então descubro que até um prato de mamão picado e uma laranja descascada podem ser uma prova de amor materno. E também podem fazer chorar.<br />
 </span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Geometric Visions]]></title>
<link>http://alexraymond.wordpress.com/?p=81</link>
<pubDate>Sun, 11 May 2008 03:28:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>alexraymond</dc:creator>
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<description><![CDATA[Sábado. Como todo bom baladeiro, estava varrendo a internet em busca de dicas de otimização de c]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Sábado. Como todo bom baladeiro, estava varrendo a internet em busca de dicas de otimização de código em C/C++. Não demoro muito até deparar-me com um site curioso. No que parecia uma simples  página pessoal, vejo coisas como Arte, Música, e Desordem Esquizoafetiva. Um simples <em>click</em>, e lá se foi o resto da minha tarde.</p>
<p>Michael David Crawford é um criador (amador) de telescópios desde os 12 anos de idade. Mesmo com formação em Física e Astronomia, sua paixão não foi suficiente, e hoje trabalha como programador/consultor na sua própria empresa-de-um-homem-só. Mike sofre de Desordem Esquizoafetiva (<em>Schizoaffective Disorder</em>), e dedicou <a title="Geometric Visions" href="http://www.geometricvisions.com/schizoaffective-disorder/" target="_blank">uma parte do seu site</a> para publicar suas vivências enquanto sofria os sintomas desta rara doença.</p>
<p>A Desordem Esquizoafetiva é  como a junção de Esquizofrenia com Transtorno Bipolar (ex-Depressão Maníaca). É como oscilar abruptamente entre estados extremos de depressão e euforia, com características esquizofrênicas, como ouvir vozes, ilusões, paranóia, etc.</p>
<p>Com o objetivo de erradicar o preconceito contra os portadores de doenças mentais, Mike conta detalhadamente cada aspecto, sensação e experiência de ser "louco" de uma forma aconchegante e viciante, prendendo sua atenção por horas a fio, enquanto desbrava os tempestuosos oceanos de uma mente confusa.</p>
<p>"E o que é ser louco?". O conceito clássico de "insanidade" enferruja-se,   enquanto Michael renova, de forma direta, um pouco de nossas opiniões pré-fabricadas.  Com as sutilezas que o "maluco" dentro de cada um de nós já viveu, na mais ligeira das formas, é apresentada a crua realidade do mundo retorcido e esquizofrênico, que no final das contas, é tão complexo quanto o nosso. Num dos melhores textos do site, está  <a title="A Day in the Dump" href="http://www.geometricvisions.com/Madness/dayatthedump.html" target="_blank">"A Day in the Dump"</a> (Um Dia no Lixo), um email escrito em 1994.</p>
<p>Neste email, Mike tenta contar ao amigo que o seu vizinho, John, estava colocando o lixo no seu quintal, e que ele não estava contente. O que não passaria de um simples aviso, devido à fase eufórica do humor de Michael, se transformou em 14 páginas de texto escritas durante 12 horas seguidas. E em meio a tantas palavras, um horizonte de "loucuras" surge, como um turbilhão de pensamentos descritos em dezenas de parágrafos.</p>
<blockquote><p>We know that the metal of the earth was formed in a supernova because elements heavier than iron are relatively abundant. In fact, from the relative abundance of different isotopes of some heavy metals we can calculate the size of the supernova that formed them, the temperature and pressures involved, and we know from this that our Uranium, our Lead were formed in just a few minutes in the heinous explosion of the supernova. Minutes. Minutes out of the billions of years that our predecessor had steadily shined. I think, next week, I shall invite John and his family over for tea in the evening. I think I would enjoy their company. I shall clean up the house first, as it is a godawful mess.</p></blockquote>
<p>Tradução:</p>
<blockquote><p>Sabemos que o metal da Terra foi formado em uma supernova, porque elementos mais pesados que o Ferro são relativamente abundantes. De fato, pela relativa abundância de isótopos diferentes de alguns metais pesados nós podemos calcular o tamanho da supernova que os formou, a temperatura e pressão envolvidas, e sabemos disso através do nosso Urânio, que o nosso Chumbo foi formado apenas alguns minutos após a explosão da supernova. Minutos. Minutos dentre os bilhões de anos que o nosso antecessor brilhou. Acho que na semana que vem vou convidar John e sua família para um chá noturno. Creio que vou gostar da companhia deles. Mas primeiro tenho que limpar a casa, já que está uma tremenda bagunça.</p></blockquote>
<p style="text-align:right;">Trecho de "A Day in the Dump"</p>
<p style="text-align:left;">Michael usa seus textos para ajudar os que ainda estão em dúvida sobre o seu diagnóstico. Há seções inteiras com explicações sobre os tratamentos terapêuticos, medicinais e psiquiátricos utilizados. Aproximadamente 25% das mulheres e 12% dos homens passam por momentos de depressão durante a vida. 1.2% da população sofre de Transtorno Bipolar, e uma entre 200 pessoas já sofreu de Desordem Esquizoafetiva. A desinformação ainda é um dos fatores-chave a serem trabalhados, já que os portadores de qualquer tipo de doença mental sofrem um forte preconceito durante a vida, e a exclusão social só agrava a enfermidade.</p>
<p style="text-align:left;">Segundo Michael, é muito provável que você conheça alguém com transtornos mentais. O conceito moderno de doenças mentais mostra que os cidadãos portadores podem manter uma vida "comum", e serem membros ativos de uma sociedade. Novamente, o problema está na desinformação. E no final das contas, quem garante que você (ou eu) não seja um deles?</p>
<p style="text-align:left;">Afinal, de blogger e louco, todo mundo tem um pouco!</p>
<p style="text-align:left;">Alex Raymond</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Textos usados na reunião de 10 de maio 2008]]></title>
<link>http://tematico.wordpress.com/?p=12</link>
<pubDate>Sun, 11 May 2008 02:10:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>zemiglio</dc:creator>
<guid>http://tematico.wordpress.com/?p=12</guid>
<description><![CDATA[Pessoal, estamos postando mais um texto que será usado na noite de hoje!
Mais assuntos super intere]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Pessoal, estamos postando mais um texto que será usado na noite de hoje!</p>
<p>Mais assuntos super interessante!</p>
<p>As doenças em nossa reencarnação<br />
<a href="http://www.4shared.com/file/47105504/ed339764/Reencarnao_e_Planejamento_Reencarnatrio_-_ABUSO_DO_SEXO.html">Abuso de Sexo</a></p>
<p>Genética e reencarnação, até que ponto a gente sofre a influência da descendência de nossos pais?!</p>
<p><a href="http://www.4shared.com/file/47105509/9382ebd9/Reencarnao_e_Planejamento_Reencarnatrio_-_Gentica_e_Hereditariedade.html"> Genética e Hereditariedade</a></p>
<p>Boa leitura e estudo a todos!</p>
<p>Falei e disse!!!</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[.::MoMeNtOs De rEfLeXiÓn::.]]></title>
<link>http://mariamsita.wordpress.com/?p=53</link>
<pubDate>Sat, 10 May 2008 23:58:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>M@r3</dc:creator>
<guid>http://mariamsita.wordpress.com/?p=53</guid>
<description><![CDATA[
&#8220;NUNCA INTERRUMPAS A ALGUIEN QUE ESTA DURMIENDO&#8230;SE PUEDEN CONVERTIR EN ASESINOS, SABES!]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align:center;">"NUNCA INTERRUMPAS A ALGUIEN QUE ESTA DURMIENDO...SE PUEDEN CONVERTIR EN ASESINOS, SABES!!"</p>
<p style="text-align:center;"> </p>
<p style="text-align:center;">Maresita the blue astronaut</p>
</blockquote>
<p style="text-align:center;"><em>(Queriendo dormir después de una larga jornada de trabajo)</em></p>
<p> </p>
]]></content:encoded>
</item>

</channel>
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