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	<title>literatura-fantastica &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/literatura-fantastica/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "literatura-fantastica"</description>
	<pubDate>Mon, 07 Jul 2008 08:47:15 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[NEIL GAIMAN E A RELAÇÃO DE LONGA DATA COM O BRASIL]]></title>
<link>http://universofantastico.wordpress.com/?p=807</link>
<pubDate>Sat, 05 Jul 2008 23:38:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>Silvio Alexandre</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Em um café de Paraty, o gerente reclamou de uma suposta “descaracterização” da Flip ao traze]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://universofantastico.files.wordpress.com/2008/07/gaiman_flip1.jpg"><img src="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/07/gaiman_flip1.jpg" alt="" width="350" height="227" class="aligncenter size-full wp-image-811" /></a><br />
Em um café de Paraty, o gerente reclamou de uma suposta “descaracterização” da Flip ao trazer convidados que não eram escritores, digamos, à maneira como o moço conhecia. “Trouxeram esse tal de Neil Gaiman. Esse cara é mais estrela de rock!”. A barba, os cabelos desgrenhados, o figurino totalmente preto e fãs em efervescência - mesmo em uma entrevista coletiva - poderiam dar razão ao sujeito. Mas o britânico é um dos nomes que ajudaram a pulverizar a armada que considera os quadrinhos uma “arte menor”.</p>
<p>Atração da festa deste sábado, quando dividirá uma mesa com o romancista Richard Pryce, ele pavimentou ao lado de outras figuras um caminho ao reconhecimento das HQs por meios tradicionais e conceituados, com títulos como “Sandman”, até ganhar um prestígio que chegou a outras áreas. Gaiman faz também prosa ficcional, é roteirista de cinema (“Beowulf”) e vai dirigir um filme com produção-executiva de Guillermo Del Toro (a adaptação de sua graphic novel “Death: the high cost of living”). Ele chegou todo simpatia à sala de entrevista e provocou frisson em alguns fãs (e jornalistas-fãs) que acompanhavam o papo.</p>
<p>Justamente uma das questões foi sobre a legitimidade dos quadrinhos como uma arte que é simplesmente arte e ponto final. “Uma das coisas curiosas quando venho ao Brasil é que faço uma volta histórica, porque sou questionado a respeito disso”, declarou em tom suave. “O fato é que há pessoas como Art Spiegelman que já ganharam um Pulitzer [que premia jornalistas e escritores] e já figuraram em listas da revista ‘Time’ junto a obras literárias. E estava lá porque é boa literatura. É apenas diferente de outros meios”.</p>
<p>Como pessoa que transita por outros meios e também retrabalha obras alheias, Gaiman diz que não sofre de preocupação quando vê suas criações na mão dos outros. “Hoje em dia eu estou mais confortável com isso. Só tenho dúvidas sobre a versão de ‘Anansi boys’, cujos direitos a Warner Bros comprou. A BBC Filmes adaptou uma vez e fiquei muito insatisfeito com o resultado”, conta. Conformado, ele diz que sempre algo é perdido em uma adaptação. “Mas em geral eu não vejo problemas. E uma coisa que eu aprendi fazendo filmes é que você sempre se surpreende com o resultado.”</p>
<p>Uma pergunta curiosa foi sobre as crenças - de modo geral – de Gaiman. “Minha resposta depende do que eu estou escrevendo. Se eu estou escrevendo sobre fantasmas, eu acredito em fantasmas. Minha relação com Deus é a mesma coisa. Eu adoro acreditar em Deus – e em deuses”, disse, em referência a “American gods”. Publicado originalmente em 2001 (e lançado no Brasil pela editora Conrad), o romance transporta personagens da mitologia nórdica para um cenário contemporâneo, numa trama de mistério, humor e referências aos novos meios tecnológicos.</p>
<p>Gaiman também discorreu sobre sua relação com desenhistas e artistas. O escritor disse que não acredita em tensão criativa na parceria para parir uma nova obra. “Eu faço uma espécie de carta para o artista, com 10 mil palavras e isso vai resultar em 24 páginas. Antes de começar um trabalho eu pergunto o que ele não gosta de desenhar. Um deles não gostava de carros e, bom, havia uma cena sobre uma viagem na estrada. Tive que fazer uma adaptação, mas não vi problema nisso”.</p>
<p>De volta a questão rock ‘n roll, o britânico comentou a influência que o punk teve em sua vida. “Era a crença de que você não precisa de um porco inflável [referência ao Pink Floyd e Roger Waters] para entrar em uma banda de rock. Mas isso valia para muitas coisas.”</p>
<p>Por fim, Gaiman recordou a experiência de assinar dedicatórias para mais de mil pessoas em uma única noite e falou da impressão que tem do fã brasileiro. “Estava já há um bom tempo nisso e o gerente resolveu que até a pessoa 700 a fila acabaria. Havia mais 500 esperando. Os que iriam ficar sem autógrafos simplesmente disseram que iriam destruir a livraria se saíssem sem autógrafo. Então eu fiquei até a madrugada assinando livros e perdi completamente a minha voz. Cheguei a Argentina completamente afônico.”</p>
<p>“Mas não foi uma experiência ruim não. Isso tem a ver com o entusiasmo do fã brasileiro. Aqui foi a única vez em que invadiram o palco ao fim de uma leitura e um segurança teve que me tirar do meio”, relata. “E o Brasil foi o primeiro país do mundo a fazer uma edição de ‘Sandman’ depois dos Estados Unidos. Eu me recordo de quando recebi pela primeira vez as revistas pelo correio e disse ‘uau, isso é legal demais’. A edição brasileira estava melhor do que a americana. Coloquei até no banheiro um pôster do Dave Mckean da versão brasileira.”</p>
<p>Pergunto se ele aqui se sente um rock star. “Não, talvez nas Filipinas. Aqui eu me sinto um jogador de futebol.”<br />
<a href="http://colunas.g1.com.br/redacao/2008/07/04/neil-gaiman-e-a-relacao-de-longa-data-com-o-brasil/" target="_blank"><strong><span style="font-size:xx-small;font-family:arial;">&#62;&#62; </span><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">G1 - por Shin Oliva Suzuki</span></strong></a></p>
<p><strong><span style="font-size:x-small;font-family:Arial;"><a href="http://g1.globo.com/Sites/Especiais/0,,15700,00.html"><span style="color:#d10000;">Acompanhe a cobertura completa da Flip 2008 </span></a></span></strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O TEASER DA REFILMAGEM DE "O DIA EM QUE A TERRA PAROU" JÁ ESTÁ NO AR!]]></title>
<link>http://universofantastico.wordpress.com/?p=795</link>
<pubDate>Fri, 04 Jul 2008 00:59:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>Silvio Alexandre</dc:creator>
<guid>http://universofantastico.wordpress.com/?p=795</guid>
<description><![CDATA[
O primeiro teaser da refilmagem da clássica ficção científica O Dia em que a Terra Parou(The da]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://universofantastico.files.wordpress.com/2008/07/dia-que-a-terra-parou_postera1.jpg"><img src="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/07/dia-que-a-terra-parou_postera1.jpg" alt="" width="300" height="588" class="alignleft size-full wp-image-798" /></a><br />
O primeiro teaser da refilmagem da clássica ficção científica <strong>O Dia em que a Terra Parou</strong>(<em>The day The Earth stood still</em>), de 1951, será anexado às cópias de <em>Hancock </em>a partir de amanhã. Mas o vídeo já está na Internet.<br />
<a href="http://almanaquevirtual.uol.com.br/ler.php?id=14498&#38;tipo=1">Confira aqui.</a></p>
<p>O original, dirigido por <strong>Robert Wise </strong>(1914-2005), mostra a chegada à Terra de um alienígena e um indestrutível robô gigante, imbuídos da missão de salvar a humanidade e o nosso planeta, envolvidos na Guerra Fria. Se os humanos não conseguissem viver em paz, o planeta seria destruído.</p>
<p>Keanu Reeves (Constantine) será o alienígena, Klaatu e Jennifer Connelly interpretará Helen Benson. Scott Derrickson (O Exorcismo de Emily Rose) dirige o filme. A estréia foi marcada para 12 de dezembro.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[El alcance fantástico]]></title>
<link>http://lobohombreriera.wordpress.com/?p=11</link>
<pubDate>Thu, 03 Jul 2008 22:38:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>Hombre Lobo</dc:creator>
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<description><![CDATA[




Ahora que está por estrenarse la segunda película de la saga de Las crónicas de Narnia (con ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp">
<dl>
<dt><a href="http://lobohombreriera.wordpress.com/files/2008/07/3_voyage_dawn_treader1.jpg"><img class="size-medium wp-image-12 alignleft" style="float:left;" src="http://lobohombreriera.wordpress.com/files/2008/07/3_voyage_dawn_treader1.jpg?w=192" alt="portada de la edición inglesa" width="223" height="348" /></a></dt>
</dl>
</div>
<p style="text-align:justify;">Ahora que está por estrenarse la segunda película de la saga de <strong><em>Las crónicas de Narnia</em></strong> (con toda su parafernalia de adoctrinamiento neo-conservador) he aprovechado para dar una mirada a los libros y, como no, discutir con un amigo acerca de la vigencia que pueda -o no- tener la obra de C.S. Lewis para los amantes de la fantasía pura. Confieso que en mi caso Narnia empieza a convencerme únicamente a partir del tercer libro (en orden de publicación), <strong><em>La travesía del Viajero del Alba</em></strong>. Nada tiene que ver esto con discurso religioso alguno, ya que la alegoría cristiana de Lewis continúa presente hasta el final, sino que este tercer libro está innegablemente mejor escrito.</p>
<p style="text-align:justify;">En primer lugar, <strong><em>La travesía del Viajero del Alba</em></strong> es la primera ocasión en la que percibimos una mitología propia de Narnia en vez de la mezcla incoherente de distintas mitologías que veíamos en los dos libros anteriores y que, por lo menos a mí, me sacaba de la "comunión fantástica" (esa odiosa aparición de Papá Noel en la primera novela...). En segundo lugar, Lewis hace con este libro lo que hacen los grandes autores de Fantasia: dar al lector esa sensación de un mundo que se <em>expande</em>, ese sentimiento de alcance y de maravilla en el que se esconde la verdadera base intencional de esta rama del fantástico, algo que contrasta con la sensación más modesta y "doméstica" de las dos novelas anteriores.</p>
<p style="text-align:justify;">La lectura tanto de <strong><em>El león, la bruja y el armario</em></strong> como de <strong><em>El príncipe Caspian</em></strong> es absolutamente necesaria para entender este libro, así que muchos quizás se rindan antes de llegar. Yo aconsejaría tener paciencia. Cuando logra adentrarse sin miedo en ese mundo que ha creado, Lewis realmente termina de despegar y la lectura de Narnia cobra una relevancia tremenda. Al menos, a mí me ha pasado.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[El ciclo inconcluso (II)]]></title>
<link>http://eariandes.wordpress.com/?p=121</link>
<pubDate>Thu, 03 Jul 2008 02:52:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>eariandes</dc:creator>
<guid>http://eariandes.wordpress.com/?p=121</guid>
<description><![CDATA[Finish It (The Fountain OST) - Clint Mansell &amp; Kronos Quartet

Al verlo allí, hizo que se sobre]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h2 style="text-align:center;"><a href="http://www.goear.com/files/sst3/01592d8a9fffff4ad0601b617e6d5800.mp3">Finish It (The Fountain OST) - Clint Mansell &#38; Kronos Quartet</a></h2>
<h3 style="text-align:justify;"><a class="aligncenter" title="Finish It (The Fountain OST) - Clint Mansell &#38; Kronos Quartet" href="http://www.goear.com/files/sst3/01592d8a9fffff4ad0601b617e6d5800.mp3">[audio=http://www.goear.com/files/sst3/01592d8a9fffff4ad0601b617e6d5800.mp3]</a></h3>
<h3 style="text-align:justify;"><span style="color:#003366;">Al verlo <a title="El ciclo inconcluso _ Inicio" href="http://eariandes.wordpress.com/2008/06/26/el-ciclo-inconcluso/">allí</a>, hizo que se sobresaltara, como si hubiera oído un ruido fuera de lo común. Pero la curiosidad venció el miedo. ¿Qué había visto su madre en las páginas del libro que le había asustado tanto? Lo tomó con cuidado y abrió la tapa. El libro estaba vacío. No había nada. Buscó entre las últimas páginas.</span></h3>
<h3 style="text-align:justify;"><img class="alignleft" src="http://www.unesco.cl/medios/sala_de_prensa/carpetas_de_prensa/nina_leyendo.jpg" alt="lectura, misterio, historias de miedo, suspense" /><span style="color:#003366;">Para su sorpresa, en ellas sí había texto.  Estaba narrado de una forma un tanto gótica cómo había llegado el libro a sus manos: El accidente, cuando lo recogió del suelo y luego su madre lo tiró a la basura, la discusión consiguiente, la llegada a su casa, el subir peldaño a peldaño las escaleras, la descripción minuciosa de la llegada al cuarto, las emociones que había sentido al encontrar el libro y cuando decidió leerlo. Al final, en la página de al lado rezaba una sola frase <span style="color:#335b84;">"Y entonces, solo cuando terminó la última palabra de materializarse en su mente, se dio cuenta de que no estaba sola"</span>. Las luces se apagaron para siempre.</span></h3>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://img388.imageshack.us/img388/179/oscuridadcopiakt8.jpg" alt="oscuridad, misterio, sombras, noche, ventana" width="450" height="230" /></p>
<p style="text-align:right;">Por Arminda C. Ferrera</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[OS "BOOK TRAILERS" COMEÇAM A SE ESPALHAR!  ]]></title>
<link>http://universofantastico.wordpress.com/?p=777</link>
<pubDate>Wed, 02 Jul 2008 22:02:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>Silvio Alexandre</dc:creator>
<guid>http://universofantastico.wordpress.com/?p=777</guid>
<description><![CDATA[Uma forma de promoção e apresentação de livros, os book trailers ganham força a cada dia. É qu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Uma forma de promoção e apresentação de livros, os<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Trailer_(book)"> <strong>book trailers</strong></a> ganham força a cada dia. É quase impossível resistir, por exemplo, à inteligência deste "<em>bibliofilme</em>" bem humorado.</p>
<p>Trata-se de "12 livros em 120 segundos" o primeiro de uma série de três vídeos que leva o pânico até ao fim. Narrado pelo infame Tim Curry e com a música de The Gothic Archies, nos expôe a tudo que os órfãos de Baudelaire sofreram até agora em menos tempo do que se leva para escovar os dentes.<br />
E assim se propaga o Marketing Viral!</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/ej3hAZ1QnqA'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/ej3hAZ1QnqA&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Escrita, Tolkien, fantasia e ficção histórica]]></title>
<link>http://companhiaanimais.wordpress.com/2008/07/02/escrita-tolkien-fantasia-e-fico-histrica/</link>
<pubDate>Wed, 02 Jul 2008 13:26:16 +0000</pubDate>
<dc:creator>C. Alexandra</dc:creator>
<guid>http://companhiaanimais.wordpress.com/2008/07/02/escrita-tolkien-fantasia-e-fico-histrica/</guid>
<description><![CDATA[
«Num sentido, é um rótulo tolo, porque cada autor de fantasia é único e eu não escrevo como T]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><a href="http://jasonengle.deviantart.com/art/Melee-at-the-Hands-Tournament-22135814"><img style="border-right:0;border-top:0;border-left:0;border-bottom:0;" src="http://companhiaanimais.files.wordpress.com/2008/07/melee-at-the-hands-tournament-by-jasonengle.jpg" border="0" alt="Melee_at_the_Hands_Tournament_by_JasonEngle" width="431" height="271" /></a></p>
<p align="justify">«Num sentido, é um rótulo tolo, porque cada autor de fantasia é único e eu não escrevo como Tolkien, apesar de o admirar imenso. Mas noutro sentido, Tolkien teve uma profunda influência sobre mim, ainda hoje o releio regularmente e está na base de toda a fantasia moderna. Ele era inglês e um homem do seu tempo, eu sou um escritor do meu tempo, da geração do <em>baby boom</em> e da Guerra do Vietname. E quando escrevo, inevitavelmente, algo das atitudes dessa geração e da minha nacionalidade americana transparecem na minha escrita.»</p>
<p align="justify">«Ele [Tolkien] redefiniu o género, que vem do tempo de Homero e mergulha fundo na cultura ocidental. Todos operamos ainda na tradição estabelecida por Tolkien - até os que o negam.»</p>
<p align="justify">«Eu sempre fui um grande fã de fantasia, mas também de ficção histórica, e por isso quis aplicá-la a um ambiente de fantasia. Isto porque quando estamos a ler ficção histórica, sabemos sempre o que vai acontecer. Por exemplo, se é um livro passado na Guerra das Rosas, já sei que lado vai ganhar. E como leitor, gosto do inesperado, gosto de ser surpreendido. E ao injectar alguns dos ingredientes da ficção histórica na fantasia, acho que consigo ficar com o melhor dos dois mundos, com a textura dos melhores romances históricos, e o inesperado da fantasia.»</p>
<p align="justify">«As pessoas morrem na guerra, e habitualmente, nos livros sobre guerras, morrem milhões de anónimos, mas nunca o herói, a namorada ou o melhor amigo dele. Acho que isso é batota. Prefiro começar a matar personagens muito cedo, para que as pessoas percebam logo que ninguém ali está seguro. Além disso, gosto que os meus leitores se sintam a viver os acontecimentos que descrevo, que entrem pelas páginas dos livros adentro. Para que isso suceda, é preciso que a história seja emocionalmente envolvente a todos os níveis e que as pessoas vejam, sintam e experimentem tudo em pormenor, seja uma festa num castelo, seja uma batalha.»</p>
<p align="justify"><a href="http://www.georgerrmartin.com/"><strong>George R.R. Martin</strong></a>, escritor, <a href="http://dn.sapo.pt/2008/07/02/centrais/o_mundo_criei_vezes_dominame.html">em entrevista ao <em>Diário de Notícias</em> de 2 de Julho de 2008</a>.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["CORALINE", DE NEIL GAIMAN, CHEGARÁ AOS CINEMAS EM FEVEREIRO DE 2009]]></title>
<link>http://universofantastico.wordpress.com/?p=739</link>
<pubDate>Wed, 02 Jul 2008 01:34:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>Silvio Alexandre</dc:creator>
<guid>http://universofantastico.wordpress.com/?p=739</guid>
<description><![CDATA[
Segundo reportagem publicada no site da revista Variety, o filme Coraline, baseado na obra de Neil ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://universofantastico.files.wordpress.com/2008/07/coraline_capa.jpg"><img src="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/07/coraline_capa.jpg?w=196" alt="" width="196" height="300" class="alignleft size-medium wp-image-774" /></a><br />
Segundo reportagem publicada no site da revista <em>Variety</em>, o filme <em><a href="http://www.universohq.com/quadrinhos/2008/n28022008_01.cfm">Coraline</a></em>, baseado na obra de Neil Gaiman, fará sua estréia nos cinemas em 6 de fevereiro de 2009.</p>
<p>A produção é da <strong>Laika</strong>, companhia do bilionário norte-americano Phil Knight, um dos fundadores da <strong>Nike</strong>), em parceria com a <em>Focus Pictures</em>.</p>
<p><em>Coraline</em> é uma animação feita em <em>stop-motion</em> (técnica clássica de animação de massa) e que está sendo dirigida por Henry Selick, de <em>O Estranho Mundo de Jack</em> (<em>The Nightmare Before Christmas</em>), uma produção de Tim Burton.</p>
<p>Esse é o primeiro projeto da <strong>Laika</strong>. O filme, que teve um orçamento entre 50 e 70 milhões de dólares, terá lançamento limitado em dezembro, apenas para participar do <strong>Oscar</strong>, em 2009. O elenco vocal inclui Teri Hatcher, Dakota Fanning, Keith David, Ian McShane, Jennifer Saunders, Dawn French e John Hodgman.</p>
<p><em><a href="http://www.universohq.com/quadrinhos/2003/n17112003_01.cfm">Coraline</a></em> é um livro de Neil Gaiman ilustrado por Dave McKean e recentemente adaptado aos quadrinhos por Philip Craig Russell.<br />
<a href="http://www.universohq.com/quadrinhos/2008/n26062008_01.cfm" target="_blank"><strong><span style="font-size:xx-small;font-family:arial;">&#62;&#62; </span><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">UNIVERSO HQ - Por Sérgio Codespoti</span></strong></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Tudo muito fantástico]]></title>
<link>http://terradorafael.wordpress.com/?p=100</link>
<pubDate>Tue, 01 Jul 2008 23:23:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rafael Terra</dc:creator>
<guid>http://terradorafael.wordpress.com/?p=100</guid>
<description><![CDATA[
          
          Quando o relógio marcou três horas e quinze minutos desta ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://terradorafael.files.wordpress.com/2008/07/01ficcao.jpg"></a></p>
<p style="text-align:justify;">          <a href="http://terradorafael.files.wordpress.com/2008/07/montro.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-103" src="http://terradorafael.wordpress.com/files/2008/07/montro.jpg" alt="" width="500" height="367" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">          Quando o relógio marcou três horas e quinze minutos desta madrugada, meus olhos acabaram de ler o último conto do livro <em>Ficção de Polpa - Volume 2</em>. Organizado pelo escritor <a href="http://blogdosamir.blig.ig.com.br" target="_blank">Samir Machado de Machado</a> (nome legal, né?) e publicado pela <a href="http://www.naoeditora.com.br" target="_blank">Não Editora</a>, essa segunda edição deixa um pouco de lado os zumbis e aposta em histórias protagonizadas por robôs, alienígenas, fantasmas e armadilhas pregadas pelo nosso imaginário. Tudo muito fantástico.</p>
<p style="text-align:justify;">          Entre os contos, <em>On/Off</em>, de Antônio Xerxenesky, foi o que contribui para que tivesse uma noite mal dormida, no bom sentido da expressão. Explico: a narrativa discorre sobre os botões modernos – antidepressivos, calmantes e afins - que acabam por guiar nosso comportamento. Depois da leitura, desisti de tomar meu remédio para pegar no sono. Afinal, mais vale uma insônia sincera do que um sono falso.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[ENCICLOPÉDIA DOS MONSTROS NO FANTASTICON 2008]]></title>
<link>http://universofantastico.wordpress.com/?p=769</link>
<pubDate>Tue, 01 Jul 2008 17:28:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>Silvio Alexandre</dc:creator>
<guid>http://universofantastico.wordpress.com/?p=769</guid>
<description><![CDATA[
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://universofantastico.files.wordpress.com/2008/07/enciclopedia-dos-monstros_convitea.jpg"><img src="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/07/enciclopedia-dos-monstros_convitea.jpg" alt="" width="450" height="338" class="aligncenter size-full wp-image-768" /></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[HISTÓRIAS EM QUADRINHOS, MITOS E FORMAS NARRATIVAS]]></title>
<link>http://universofantastico.wordpress.com/?p=585</link>
<pubDate>Mon, 30 Jun 2008 23:26:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>Silvio Alexandre</dc:creator>
<guid>http://universofantastico.wordpress.com/?p=585</guid>
<description><![CDATA[
Há, ao menos, quatro maneiras de relacionarmos o universo das Histórias em Quadrinhos e os mitos.]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://universofantastico.files.wordpress.com/2008/06/sonho-de-uma-noite-de-veraoa.jpg"><img src="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/06/sonho-de-uma-noite-de-veraoa.jpg" alt="" width="350" height="228" class="aligncenter size-full wp-image-758" /></a><br />
Há, ao menos, quatro maneiras de relacionarmos o universo das Histórias em Quadrinhos e os mitos. a) em relação à função que as artes e a indústria cultural desempenham no mundo moderno, em substituição ao mito e às narrativas orais do mundo tradicional; b) o aproveitamento direto de temas de mitos na construção de personagens e ambientações, o que podemos chamar “referências literárias”; c) a utilização de elementos da estruturação mítica e da imaginação simbólica na “estruturação profunda” de personagens e ambientações; e d) a consideração do próprio processo enquanto “forma simbólica”, considerando-se a noção de “mito” de forma mais abrangente, enquanto “narrativa de imagens simbólicas”.</p>
<p><strong>Do Desencantamento à Indústria Cultural</strong><br />
Com o final da Idade Média e o advento da sociedade moderna, o espaço ocupado pelo mito e pelo símbolo, pela imagem e pelo sagrado, cede seu lugar à mecânica, ao cálculo e à razão. Deste modo, querelas medievais que levantavam fiéis defensores da “verdade revelada” contra os “hereges”, simplesmente deixaram de ocupar o primeiro plano da vida política, econômica e cultural, com a preocupação cada vez maior com a produção (mecanizada) o surgimento do Estado nacional (burocrático e racionalizado) e o desenvolvimento das ciências modernas. Para o moderno, discutir o simbolismo do “sexo dos anjos”, que deve ter sido de primeira relevância para um pensador medieval, tornou-se sinônimo de questão tanto irrelevante, quanto insolúvel.</p>
<p>Este fenômeno, de peculiar significância na história da humanidade, foi chamado “desencantamento do mundo” (entzauberung) por um dos pais da sociologia, o pensador alemão<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Max_Weber"> Max Weber</a>. Este desencantamento coincide com a expansão da influência européia sobre os demais continentes, fazendo desabar formas de organização milenares, como as orientais, que não tiveram alternativa senão se “modernizarem”; as civilizações africanas, que foram estilhaçadas na partilha dos mercados de consumo para os produtos das fábricas mecanizadas; e as ameríndias, que detinham uma sofisticada cultura e viram seu número reduzir, somente no Brasil, de cinco milhões, no século XVI, para pouco mais de oitocentos mil, no século XXI. Contudo, a imaginação simbólica, destronada pelo advento das luzes cegantes da razão, não perece, buscando abrigo nas artes – como a pintura, a escultura e a literatura; ao mesmo tempo, o poeta ou artista ganha um status de “marginal” ou outsider, como o típico adepto do Romantismo, que não parece encontrar lugar confortável no mundo luminoso da indústria, da técnica ou da organização burocrática do Estado.</p>
<p>Em um segundo momento, são a própria ciência e a indústria que percebem a impossibilidade de reduzir a alma humana intrinsecamente à sua dimensão “racional”. Para suprir o vácuo deixado pelo racionalismo, nasce a indústria cultural, cujas principais expressões são o cinema, o rádio, a música “comercial” da indústria fonográfica, bem como a TV, enquanto modos industriais, ou industrializados, de suprir o necessário alimento onírico às massas de uma cultura já sem encantamento. Independentemente da postura crítica ou entusiástica frente a esta nova modalidade de produção de imagens e narrativas, um denominador comum pode ser encontrado: o modo como a indústria cultural toma o lugar deixado vago pelo fim da primazia do mito e da fábula. Este é um ponto consensual entre autores díspares, como o ácido <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Walter_Benjamin">Walter Benjamin</a>, da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Escola_de_Frankfurt">Escola de Frankfurt</a>, e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Marshall_McLuhan">Marshall McLuhan</a>, que cunhou a expressão “aldeia global” para denotar este retorno ao primeiro plano da vida coletiva do imaginário, cujo substrato são narrativas e imagens, semelhante aos mitos e fábulas das “aldeias” tradicionais, contudo agora em escala “global”. </p>
<p>Neste contexto, a História em Quadrinhos, ou, simplesmente, HQ, goza de um status cambiante. Nascida no seio da indústria cultural, advoga, diversas vezes, o status de Arte, assim como o cinema. Em ambos os casos podemos encontrar um chamado “main stream” (algo como “rio principal”) que conduzirá os esforços de produção e consumo de massa, ao lado de circuitos “alternativos”, que serão caracterizados pelo privilégio à dimensão estética e expressiva, assim como certa “especialização” do público, que se torna um conhecedor mais aprofundado do tema, bem como dos elementos expressivos da linguagem.</p>
<p><strong>Citações Literárias de Temas Míticos em HQs </strong><br />
São diversos os modos como as temáticas tradicionais dos mitos são recuperados e refundidos pelas HQs. O primeiro modo é aquele no qual heróis culturais são tomados como fonte de inspiração para a elaboração de personagens, como o Heracles grego ou Thor escandinavo. Aqui, a utilização é de caráter mais literária, ou seja, a referência ao mito se dá de modo direto, como uma “citação”, aproveitando-se a popularidade do nome, mas transportando o personagem para universos imaginários contemporâneos. O que, na maioria das vezes, descaracteriza o simbolismo originário pela perda do contexto imaginário ou da tessitura arquetípica das narrativas tradicionais. </p>
<p>A adaptação de temas míticos – bem como literários – a contextos contemporâneos ocasiona tantas rupturas nos elementos estruturantes internos das narrativas clássicas ou tradicionais, com o intuito de acentuar a dramaticidade, conforme o gosto do público atual, que resulta um algo apenas superficialmente semelhante ao original. Independentemente do resultado estético ou do envolvimento alcançado com esta forma de adaptação, pode-se afirmar, com segurança, que não é possível considerar-se “conhecida” uma narrativa mítica tradicional a partir do contato apenas com sua adaptação atual, seja em HQ, seja em cinema, TV ou outra fonte. E este ponto é de primeira importância em contexto educacional, que não pode prescindir do contato com a fonte original.</p>
<p><strong>O Mito como Estrutura Profunda de Narrativas </strong><br />
Um segundo modo, mais sofisticado, é a utilização de mitemas – menor unidade significante do mito – e elementos arquetípicos na constituição de personagens e narrativas, não ao modo de “citações” ou apropriações, mas como estruturação “em profundidade” de personagem e seus universos imaginários. Este é o caso de Superman, um dos heróis mais conhecidos das HQs, que sobrevive a um planeta destruído (dilúvio) e é abandonado em uma espécie de cesto, semelhante ao Moisés bíblico. O vôo ascencional, as imagens luminosas e a ênfase na visão do “olhar além do alcance” são atributos clássicos do herói solar, presente em diversas mitologias, constelação simbólica que confere coerência imaginária à caracterização do Superman. <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sandman">Sandman</a>, de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Neil_Gaiman">Neil Gaiman</a>, é outro exemplo de adaptação inteligente de temas míticos ao universo dos Quadrinhos, embora a constelação simbólica seja totalmente diversa, de estruturação noturna ou, poderíamos dizer, lunar. As “três faces da lua”, um dos principais arquétipos do imaginário noturno, é personificado na Hécate de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Neil_Gaiman">Neil Gaiman</a>; o próprio personagem principal, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sandman">Sandman,</a> é construído a partir de mitemas de Orfeu, herói grego de essencial relevância na arte Romântica. Assim como Orfeu, Sandman deverá descer aos infernos, realizar um resgate e retornar. Paralela a esta história, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Neil_Gaiman">Neil Gaiman</a> narra, ponto a ponto, um mito ou rito de iniciação.</p>
<p>Tanto no caso do Superman, quanto do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sandman">Sandman</a>, as referências a mitos e narrativas tradicionais não são apenas superficiais. Em Sandman pode-se observar inúmeras referências diretas às mais diversas e importantes produções da cultura – como a bela adaptação do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sonho_de_uma_Noite_de_Ver%C3%A3o">Sonho de uma Noite de Verão</a>, de Shakespeare, ou de uma narrativa das Mil e Uma Noites, em Ramadan, dentre muitas outras. No entanto, a adaptação é realizada, até mesmo com muita liberdade de recriação, mas consciente da estrutura simbólica profunda das narrativas originárias. Em Superman sequer são realizadas referências diretas aos mitos inspiradores. Não obstante, a recriação é coerente ao apresentar certa “coesão interna” entre as imagens estruturantes da narrativa. Estes casos da HQ podem ser aproximados, em termos de sucesso na execução, a outros, como as adaptações do filólogo inglês, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/J._R._R._Tolkien">J.R.R. Tolkien,</a> da mitologia nórdica para o mundo literário (Senhor dos Anéis); e à recriação, para o cinema, do estudo de mitologia comparada de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Joseph_Campbell">Joseph Campbell</a> (O Herói de Mil Faces) por <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/George_Lucas">George Lucas</a> (Guerra nas Estrelas).</p>
<p><strong>A HQ Enquanto Forma Simbólica</strong><br />
Um último modo de se considerar a relação entre HQ e mito é tomar este último termo no sentido utilizado por Gilbert Durand, dentre outros autores, que não designam com o termo “mito” apenas uma classe ou espécie de narrativa, especialmente aquelas com relevância cultural ou tradicional, mas toda e qualquer produção do imaginário. Neste sentido, uma leitura mítica do universo da HQ equivale diretamente a uma morfologia de suas narrativas e de seus universos imaginários, mantendo como base uma arquetipologia geral e como instrumento principal a própria imaginação simbólica. Nesta abordagem, não se busca elementos de adaptação de mitologias ou narrativas tradicionais por parte dos autores de HQ, mas, considera-se a própria HQ enquanto produção do imaginário, portanto forma simbólica, passível de uma análise arquetipológica.</p>
<p>Parafraseando-se o mitólogo norte americano, Joseph Campbell, para quem o sonho é um mito individual, e o mito, é um sonho coletivo, na abordagem da HQ enquanto forma simbólica, o trabalho consiste em observar como a criação subjetiva – e muitas vezes solitária – se espelha e ressoa nas grandes narrativas coletivas de seu tempo, nessa circulação entre as pulsões subjetivas e as intimações e demandas do meio cultural e social, trajeto cuja sutura é o símbolo. Nesta última concepção, não se busca referências ou adaptações de temas culturalmente difundidos, mas, de modo direto, discernir as imagens simbólicas presentes na produção de cada autor, haja vista que a imaginação humana (sua atividade onírica ou criativa) se desenvolve de modo simbólico.</p>
<p><strong>Em Síntese</strong><br />
A indústria cultural e a produção artística ocuparam um espaço deixado vago com a perda do prestígio das narrativas tradicionais na sociedade, no final da idade média européia, fenômeno que se espalha por todo o globo – o desencantamento do mundo (entzauberung), termo cunhado pelo sociólogo Max Weber. O estudo e utilização da mitologia e da arquetipologia pelos autores e criadores de HQ é amplo, e são diversos os substratos que as narrativas tradicionais fornecem neste contexto. A compreensão da estruturação profunda do mito é primordial para uma boa adaptação, e existem excelentes exemplos, seja em circuitos comerciais ou alternativos. Em ambos os casos, as narrativas ganham uma espécie de “força”, por ressoarem em estruturas profundas da alma humana. </p>
<p><strong>Livros Citados</strong><br />
WEBER, Max. A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo.<br />
BENJAMIN, Walter. Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. São Paulo : Brasiliense, 1985<br />
MCLUHAN, Marshall. Os meios são as massa-gens. Rio de Janeiro, Record, 1969<br />
CAMPBELL, Joseph. O herói de mil faces. São Paulo, Cultrix.<br />
DURAND, Gilbert. As Estruturas Antropológicas do Imaginário: introdução à arquetipologia geral. São Paulo: Martins Fontes, 1994.</p>
<p><em><strong>José Abílio Perez Junior</strong>, graduado em Comunicação Social e mestre em Educação pela USP. Docente em disciplinas de graduação da FANORPI/PR. Assessor em diversos projetos de formação de professores e gestão da educação desde 1996</em><br />
<a href="http://www.bigorna.net/index.php?secao=artigos&#38;id=1200624377" target="_blank"><strong><span style="font-size:xx-small;font-family:arial;">&#62;&#62; </span><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">BIGORNA - por José Abilio Perez Junior</span></strong></a></p>
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</item>
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<title><![CDATA[PARADOXO TEMPORAL]]></title>
<link>http://universofantastico.wordpress.com/?p=737</link>
<pubDate>Mon, 30 Jun 2008 23:02:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>Silvio Alexandre</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Isaac Asimov, por quase sessenta anos de carreira literária, construiu uma obra tão vasta e impre]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://universofantastico.files.wordpress.com/2008/06/fim-da-eternidade.jpg"><img src="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/06/fim-da-eternidade.jpg?w=143" alt="" width="143" height="200" class="alignleft size-medium wp-image-753" /></a><br />
<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Isaac_Asimov">Isaac Asimov</a>, por quase sessenta anos de carreira literária, construiu uma obra tão vasta e impressionante, que muitos de seus livros de divulgação científica e de ficção previram o futuro e ajudaram o mundo a enxergar possibilidade inimagináveis – tecnologias como a nanotecnologia, a TV digital, a Internet, o uso de energia solar foram temas de suas narrativas. Juntamente com <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Arthur_C._Clarke">Arthur C. Clarke</a> e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Robert_A._Heinlein">Robert Anson Heinlein </a>(the Big Three), <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Isaac_Asimov">Asimov </a>era considerado um dos maiores escritores do gênero de ficção científica. Compulsivo, Asimov dizia que não tinha vontade de tirar férias, só queria escrever, foram mais de 400 títulos publicados, dos temas mais variados que alcançaram prestígio e popularidade por gerações.<br />
Um dos seus melhores livros, O Fim da Eternidade (tradução de Susana Alexandria, <a href="http://www.alephnet.com.br/home.htm">Editora Aleph</a>, 2007, 255 páginas.) , foi lançado no ano passado no Brasil, pelo selo da editora Aleph, que disponibilizou esse clássico ao público fã de ficção cientifica, que para alguns será uma boa lembrança de anos passados, mas para outros, será uma oportunidade de conhecer o mestre <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Isaac_Asimov">Asimov</a>, o escritor-cientista.<br />
Da extensa obra de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Isaac_Asimov">Isaac Asimov</a>, O Fim da Eternidade (publicado originalmente em 1955), junto com a série Fundação e The Gods Themselves, está entre os melhores livros escritos pelo autor, e é considerada uma das mais bem-sucedidas histórias de viagem no tempo. Antes dele, apenas <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/H._G._Wells">H. G. Wells</a>, com o seminal <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Time_Machine">A Máquina do Tempo</a>, havia se aventurado a escrever sobre o tema. Mas no caso de O Fim da Eternidade, sua originalidade ultrapassa a ousadia da idéia ao agregar o conceito de paradoxos temporais e ao conferir à história um clima de romance e suspense até então inéditos, mesmo na obra do próprio Asimov. Mais de 50 anos após sua publicação, o livro é considerado um dos grandes clássicos do gênero.<br />
Perguntas como: qual seria a nossa atitude se descobríssemos que nossa individualidade como ser humano poderia ser totalmente anulada por um sistema social maior, dominado pela máquina? E qual seria a atitude sensata e válida a ser tomada se tivéssemos que escolher entre a nossa existência, tal como a desejamos, e a continuidade do mundo de que dependemos, mas que é contrário às nossas aspirações? Essas, entre outras serão as questões levantadas na narrativa de O Fim da Eternidade, onde o protagonista Andrew Harlan é um Eterno, membro de uma organização que monitora e controla o Tempo. Um técnico que lida diariamente com o destino de bilhões de pessoas no mundo inteiro. Sua função é iniciar mudanças de realidade, ou seja, alterar o curso da História. Condicionado por um treinamento rigoroso e por uma rígida autodisciplina, Harlan aprendeu a deixar as emoções de lado durante o trabalho. procurava uma resposta única e total. Durante longos anos Harlan desenvolveu grande habilidade dentro daquela organização singular e exclusiva dos Eternos. Como Eternos, eles dominavam os séculos passados e presentes, na tentativa de restabelecer a ordem na longa e contraditória história da humanidade e o processamento de pequenas mudanças no tempo - a forma ideal de se recuperar o equilíbrio perdido.<br />
Contudo, Harlan começa a desconfiar de suas próprias ações na Eternidade, se apaixonando e começando a modificar seu pensamento em relação ao seu próprio mundo. Os Eternos não são conscientes de que sua própria existência é o maior perigo para a própria humanidade aque tanto tentam proteger, limitando seu desenvolvimento normal: séculos diante, numa zona inacessível para os Eternos, a humanidade não existia mais. Para corrigir a situação, os humanos desta zona excluída de seu controletentam infiltra-se e manipular a Eternidade.<br />
Nesta romance, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Isaac_Asimov">Asimov </a>resolve de forma brilhante o paradoxo temporal. Uma verdadeira sátira, para não dizer crítica do paternalismo excessivo dos governos. Apoiado nas Ficção cientifica da Era der ouro, O Fim da Eternidade é um livro é um dos melhores exemplos da arte da criação do mestre <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Isaac_Asimov">Asimov</a>. Uma ótima leitura.</p>
<p><strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Isaac_Asimov">Isaac Asimov</a></strong> nasceu em Petrovich, Rússia, em 1920. Naturalizou-se norte-americano em 1928. O Bom Doutor, como era carinhosamente chamado pelos fãs, escreveu e editou mais de 500 livros, entre os quais a série Fundação e as histórias de robôs que inspiraram filmes como O Homem Bicentenário e Eu, Robô. Além de suas mundialmente famosas obras de ficção científica, Asimov alcançou sucesso também com tramas de detetive e mistério, enciclopédias, livros didáticos, textos autobiográficos e uma impressionante lista de trabalhos sobre aspectos variados da ciência.<br />
Morreu na cidade de Nova York, em 1992, por falência múltipla de órgãos provocada pelo vírus da Aids, contraído em uma transfusão de sangue realizada durante uma cirurgia em 1983.<br />
<a href="http://www.poppycorn.com.br/corpo.php" target="_blank"><strong><span style="font-size:xx-small;font-family:arial;">&#62;&#62; </span><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">POPPY CORN - por Cadorno Teles</span></strong></a></p>
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<title><![CDATA[Análise da obra de Gil Vicente – Auto da Barca do Inferno]]></title>
<link>http://dicasparaovestibular.wordpress.com/?p=38</link>
<pubDate>Mon, 30 Jun 2008 18:31:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>blogye27</dc:creator>
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<description><![CDATA[Antes de qualquer coisa, &#8220;auto&#8221; é uma designação genérica para peça, pequena repres]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Antes de qualquer coisa, "auto" é uma designação genérica para peça, pequena representação teatral. Originário na Idade Média tinha de início caráter religioso; depois se tornou popular, para distração do povo. Foi Gil Vicente (1465-c. 1537) que introduziu esse tipo de teatro em Portugal.</span></p>
<p style="text-align:justify;">O "Auto da Barca do Inferno" (c. 1517) representa o juízo final católico de forma satírica e com forte apelo moral. O cenário é uma espécie de porto, onde se encontram duas barcas: uma com destino ao inferno, comandada pelo diabo, e a outra, com destino ao paraíso, comandada por um anjo. Ambos os comandantes aguardam os mortos, que são as almas que seguirão ao paraíso ou ao inferno.</p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;"> </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:10pt;">Resumo do enredo</span></strong></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Os mortos começam a chegar. Um fidalgo é o primeiro. Ele representa a nobreza, e é condenado ao inferno por seus pecados, tirania e luxúria. O diabo ordena ao fidalgo que embarque. Mas ele, arrogante, julga-se merecedor do paraíso, pois deixou muita gente rezando por ele. Recusado pelo anjo, encaminha-se, frustrado, para a barca do inferno; mas tenta convencer o diabo a deixá-lo a rever sua amada, pois esta "sente muito" sua falta. O diabo destrói seu argumento, afirmando que ela o estava enganando.</span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;"><br />
Um agiota chega a seguir. Ele também é condenado ao inferno por ganância e avareza. Tenta convencer o anjo a ir para o céu, mas não consegue. Também pede ao diabo que o deixe voltar para pegar a riqueza que acumulou, mas é impedido e acaba na barca do inferno.</span></p>
<p>O terceiro indivíduo a chegar é o parvo (um tolo, ingênuo). O diabo tenta convencê-lo a entrar na barca do inferno; quando o parvo descobre qual é o destino dela, vai falar com o anjo. Este, agraciando-o por sua humildade, permite-lhe entrar na barca do céu.</p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;"> </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:10pt;">Mais personagens</span></strong></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">A alma seguinte é a de um sapateiro, com todos os seus instrumentos de trabalho. Durante sua vida enganou muitas pessoas, e tenta enganar também o diabo. Como não consegue, recorre ao anjo, que o condena como alguém que roubou do povo.</span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;"><br />
O frade é o quinto a chegar... com sua amante. Chega cantarolando. Sente-se ofendido quando o diabo o convida a entrar na barca do inferno, pois, sendo representante religioso, crê que teria perdão. Foi, porém, condenado ao inferno por falso moralismo religioso. </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;"><br />
Brísida Vaz, feiticeira e alcoviteira, é recebida pelo diabo, que lhe diz que seu o maior bem são "seiscentos virgos postiços". Virgo é hímen, representa a virgindade. Compreendemos que essa mulher prostituiu muitas meninas virgens, e "postiço" nos faz acreditar que enganara seiscentos homens, dizendo que tais meninas eram virgens. Brísida Vaz tenta convencer o anjo a levá-la na barca do céu inutilmente. Ela é condenada por prostituição e feitiçaria.</span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;"> </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:10pt;">Judeus e "cristãos novos"</span></strong></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">A seguir, é a vez do judeu, que chega acompanhado por um bode. Encaminha-se direto ao diabo, pedindo para embarcar, mas até o diabo recusa-se a levá-lo. Ele tenta subornar o diabo, porém este, com a desculpa de não transportar bodes, o aconselha a procurar outra barca. O judeu fala então com o anjo, porém não consegue aproximar-se dele: é impedido, acusado de não aceitar o cristianismo. Por fim, o diabo aceita levar o judeu e seu bode, mas não dentro de sua barca, e, sim, rebocados. </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;"><br />
Tal trecho faz-nos pensar em preconceito anti-semita. É necessário entender, porém, que durante o reinado de dom Manuel, de 1495-1521, muitos judeus foram expulsos de Portugal, e os que ficaram, tiveram que se converter ao cristianismo, sendo perseguidos e chamados de "cristãos novos". Ou seja, Gil Vicente segue, nesta obra, o espírito da época.</span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;"> </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:10pt;">Representantes do judiciário</span></strong></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">O corregedor e o procurador, representantes do judiciário, chegam, a seguir, trazendo livros e processos. Quando convidados pelo diabo para embarcarem, começam a tecer suas defesas e encaminham-se ao anjo. Na barca do céu, o anjo os impede de entrar: são condenados à barca do inferno por manipularem a justiça em benefício próprio. Ambos farão companhia à Brísida Vaz, revelando certa familiaridade com a cafetina - o que nos faz crer em trocas de serviços entre eles e ela...</span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;"><br />
O próximo a chegar é o enforcado, que acredita ter perdão para seus pecados, pois em vida foi julgado e enforcado. Mas também é condenado a ir ao inferno por corrupção.</span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;"><br />
Por fim, chegam à barca quatro cavaleiros que lutaram e morreram defendendo o cristianismo. Estes são recebidos pelo anjo e perdoados imediatamente. </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;"> </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:10pt;">O bem e o mal</span></strong></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Como você percebeu, todos os personagens que têm como destino o inferno possuem algumas características comuns, chegam trazendo consigo objetos terrenos, representando seu apego à vida; por isso, tentam voltar. E os personagens a quem se oferece o céu são cristãos e puros. Você pode perceber que o mundo aqui ironizado pelo autor é maniqueísta: o bem e o mal; o bom e o ruim são metades de um mundo moral simplificado.</span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;"> </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:10pt;">Características</span></strong></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">O "Auto da Barca do Inferno" faz parte de uma trilogia (Autos da Barca "da Glória", "do Inferno" e "do Purgatório"). Escrito em versos de sete sílabas poéticas, possui apenas um ato, dividido em várias cenas. A linguagem entre os personagens é coloquial - e é através das falas que podemos classificar a condição social de cada um dos personagens.</span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;"> </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:10pt;">Valores de duas épocas</span></strong></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Escrita na passagem da Idade Média para a Idade Moderna, a obra oscila entre os seus valores morais de duas épocas: ao mesmo tempo em que há uma severa crítica à sociedade, típica da Idade Moderna, a obra também está religiosamente voltada para a figura de Deus, o que é uma característica medieval.</span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;"><br />
A sátira social é implacável e coloca em prática um lema, que é "rindo, corrigem-se os defeitos da sociedade". A obra tem, portanto, valor educativo muito forte. A sátira vicentina serve para nos mostrar, tocando nas feridas sociais de seu tempo, que havia um mundo melhor, em que todos eram melhores. Mas é um mundo perdido, infelizmente. Ou seja, a mensagem final, por trás dos risos, é um tanto pessimista.</span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;">
<p class="MsoNoSpacing">
<p class="MsoNoSpacing">
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:12pt;">NÃO DEIXE DE VER:</span></strong></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:12pt;"><a href="http://dicasparaovestibular.wordpress.com/2008/06/26/cartao-de-inscricao-sera-enviado-ate-18-de-agosto/" target="_blank">Cartão de inscrição será enviado até 18 de agosto</a></span></strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Análise da obra de Gil Vicente – Auto da Barca do Inferno]]></title>
<link>http://dicasvestibular.wordpress.com/?p=31</link>
<pubDate>Mon, 30 Jun 2008 18:06:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>blogye7</dc:creator>
<guid>http://dicasvestibular.wordpress.com/?p=31</guid>
<description><![CDATA[Antes de qualquer coisa, &#8220;auto&#8221; é uma designação genérica para peça, pequena repres]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Antes de qualquer coisa, "auto" é uma designação genérica para peça, pequena representação teatral. Originário na Idade Média tinha de início caráter religioso; depois se tornou popular, para distração do povo. Foi Gil Vicente (1465-c. 1537) que introduziu esse tipo de teatro em Portugal.</p>
<p>O "Auto da Barca do Inferno" (c. 1517) representa o juízo final católico de forma satírica e com forte apelo moral. O cenário é uma espécie de porto, onde se encontram duas barcas: uma com destino ao inferno, comandada pelo diabo, e a outra, com destino ao paraíso, comandada por um anjo. Ambos os comandantes aguardam os mortos, que são as almas que seguirão ao paraíso ou ao inferno.</span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;letter-spacing:0.4pt;">Resumo do enredo</span></strong></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Os mortos começam a chegar. Um fidalgo é o primeiro. Ele representa a nobreza, e é condenado ao inferno por seus pecados, tirania e luxúria. O diabo ordena ao fidalgo que embarque. Mas ele, arrogante, julga-se merecedor do paraíso, pois deixou muita gente rezando por ele. Recusado pelo anjo, encaminha-se, frustrado, para a barca do inferno; mas tenta convencer o diabo a deixá-lo a rever sua amada, pois esta "sente muito" sua falta. O diabo destrói seu argumento, afirmando que ela o estava enganando.</p>
<p>Um agiota chega a seguir. Ele também é condenado ao inferno por ganância e avareza. Tenta convencer o anjo a ir para o céu, mas não consegue. Também pede ao diabo que o deixe voltar para pegar a riqueza que acumulou, mas é impedido e acaba na barca do inferno.</p>
<p>O terceiro indivíduo a chegar é o parvo (um tolo, ingênuo). O diabo tenta convencê-lo a entrar na barca do inferno; quando o parvo descobre qual é o destino dela, vai falar com o anjo. Este, agraciando-o por sua humildade, permite-lhe entrar na barca do céu.</span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;letter-spacing:0.4pt;">Mais personagens</span></strong></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">A alma seguinte é a de um sapateiro, com todos os seus instrumentos de trabalho. Durante sua vida enganou muitas pessoas, e tenta enganar também o diabo. Como não consegue, recorre ao anjo, que o condena como alguém que roubou do povo.</p>
<p>O frade é o quinto a chegar... com sua amante. Chega cantarolando. Sente-se ofendido quando o diabo o convida a entrar na barca do inferno, pois, sendo representante religioso, crê que teria perdão. Foi, porém, condenado ao inferno por falso moralismo religioso.</p>
<p>Brísida Vaz, feiticeira e alcoviteira, é recebida pelo diabo, que lhe diz que seu o maior bem são "seiscentos virgos postiços". Virgo é hímen, representa a virgindade. Compreendemos que essa mulher prostituiu muitas meninas virgens, e "postiço" nos faz acreditar que enganara seiscentos homens, dizendo que tais meninas eram virgens. Brísida Vaz tenta convencer o anjo a levá-la na barca do céu inutilmente. Ela é condenada por prostituição e feitiçaria.</span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;letter-spacing:0.4pt;">Judeus e "cristãos novos"</span></strong></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">A seguir, é a vez do judeu, que chega acompanhado por um bode. Encaminha-se direto ao diabo, pedindo para embarcar, mas até o diabo recusa-se a levá-lo. Ele tenta subornar o diabo, porém este, com a desculpa de não transportar bodes, o aconselha a procurar outra barca. O judeu fala então com o anjo, porém não consegue aproximar-se dele: é impedido, acusado de não aceitar o cristianismo. Por fim, o diabo aceita levar o judeu e seu bode, mas não dentro de sua barca, e, sim, rebocados.</p>
<p>Tal trecho faz-nos pensar em preconceito anti-semita. É necessário entender, porém, que durante o reinado de dom Manuel, de 1495-1521, muitos judeus foram expulsos de Portugal, e os que ficaram, tiveram que se converter ao cristianismo, sendo perseguidos e chamados de "cristãos novos". Ou seja, Gil Vicente segue, nesta obra, o espírito da época.</span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;letter-spacing:0.4pt;">Representantes do judiciário</span></strong></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">O corregedor e o procurador, representantes do judiciário, chegam, a seguir, trazendo livros e processos. Quando convidados pelo diabo para embarcarem, começam a tecer suas defesas e encaminham-se ao anjo. Na barca do céu, o anjo os impede de entrar: são condenados à barca do inferno por manipularem a justiça em benefício próprio. Ambos farão companhia à Brísida Vaz, revelando certa familiaridade com a cafetina - o que nos faz crer em trocas de serviços entre eles e ela...</p>
<p>O próximo a chegar é o enforcado, que acredita ter perdão para seus pecados, pois em vida foi julgado e enforcado. Mas também é condenado a ir ao inferno por corrupção.</p>
<p>Por fim, chegam à barca quatro cavaleiros que lutaram e morreram defendendo o cristianismo. Estes são recebidos pelo anjo e perdoados imediatamente. </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;letter-spacing:0.4pt;">O bem e o mal</span></strong></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Como você percebeu, todos os personagens que têm como destino o inferno possuem algumas características comuns, chegam trazendo consigo objetos terrenos, representando seu apego à vida; por isso, tentam voltar. E os personagens a quem se oferece o céu são cristãos e puros. Você pode perceber que o mundo aqui ironizado pelo autor é maniqueísta: o bem e o mal; o bom e o ruim são metades de um mundo moral simplificado.</span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;letter-spacing:0.4pt;">Características</span></strong></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">O "Auto da Barca do Inferno" faz parte de uma trilogia (Autos da Barca "da Glória", "do Inferno" e "do Purgatório"). Escrito em versos de sete sílabas poéticas, possui apenas um ato, dividido em várias cenas. A linguagem entre os personagens é coloquial - e é através das falas que podemos classificar a condição social de cada um dos personagens.</span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;letter-spacing:0.4pt;">Valores de duas épocas</span></strong></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Escrita na passagem da Idade Média para a Idade Moderna, a obra oscila entre os seus valores morais de duas épocas: ao mesmo tempo em que há uma severa crítica à sociedade, típica da Idade Moderna, a obra também está religiosamente voltada para a figura de Deus, o que é uma característica medieval.</p>
<p>A sátira social é implacável e coloca em prática um lema, que é "rindo, corrigem-se os defeitos da sociedade". A obra tem, portanto, valor educativo muito forte. A sátira vicentina serve para nos mostrar, tocando nas feridas sociais de seu tempo, que havia um mundo melhor, em que todos eram melhores. Mas é um mundo perdido, infelizmente. Ou seja, a mensagem final, por trás dos risos, é um tanto pessimista.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A FUNÇÃO DO MONSTRO NA NARRATIVA]]></title>
<link>http://universofantastico.wordpress.com/?p=649</link>
<pubDate>Fri, 27 Jun 2008 21:45:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>Silvio Alexandre</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Nas diversas manifestações artísticas ao longo do século 20 podemos reconhecer um fascínio con]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://universofantastico.files.wordpress.com/2008/06/monstro_resident_evil3.jpg"><img src="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/06/monstro_resident_evil3.jpg" alt="" width="450" height="204" class="aligncenter size-full wp-image-651" /></a><br />
Nas diversas manifestações artísticas ao longo do século 20 podemos reconhecer um fascínio constante pelo sobrenatural e o fantástico. Em cada um, o semelhante prazer de corromper, ultrapassar, experimentar veículos que trazem a tona a desregra, a desordem e a reinvenção. Um rápido olhar pelas correntes estéticas do século passado oferece uma leitura desta permanente tendência a excentricidade e divergências tanto no cinema, quanto em outras expressões artísticas. O explodir das vanguardas no início do século 20 (e todos os seus ismos) talvez seja o grande responsável por isso, através das dinâmicas entre gêneros artísticos e das intensificações das sensações estéticas, em que a desfiguração Dádá, por exemplo, passou a invadir a percepção e a representação da figura quotidiana.</p>
<p>Nesse sentido podemos dizer que a monstruosidade pode ser reconhecida como uma tendência constante da história da arte recente, enquanto a dinâmica de desvio e ruptura se formaliza em desfigurações do corpo, dos gestos, das organizações, no que concorre a crescente importância do poder da imagem. A deformação das figuras naturais então passam a ser algo naturalíssimo dentro do dia-a-dia.</p>
<p>A estranheza então tomou o lugar do belo na expressão da arte contemporânea em que a monstruosidade manifesta-se através de uma certa utilização das técnicas de interpretação e de novas tecnologias. O caráter da monstruosidade decorre da criação dela em uma perspectiva que introduz a presença de monstros na criação do cinema por meio de uma estética do artificial. Por esse motivo que permanece a idéia de que as figuras da morte, por exemplo, são “seres sem destino”. Isso indica um paradoxo: se por um lado seres inanimados são os mais adequados para a representação da vida na arte, por outro, a semelhança destes corpos materializa a presença da morte através do vazio existêncial e do movimento.</p>
<p>A relação entre o cinema e os monstros pode ser estabelecida por dois paralelos. O primeiro é mediado pela idéia de desfiguração ou transfiguração dos corpos e, sobretudo, por uma desumanização ambígua da fisionomia humana. Como na crição computadorizada de monstros e de homens que são mais monstros que pessoas. De certa forma, podemos dizer que esta transfiguração dos corpos orgânicos ou inanimados é condicionada primeiro pelo figurino e depois com a composição mais elaborada de uma personagem fantástica. Neste sentido, a personagem fantástica mais constante na história do cinema ocidental parece ser o Vampiro. E aí há uma miríade de filmes (de gêneros pra lá de variados sobre essa temática). Já no oriente, o fantástico é apresentado por demónios, espíritos e pela humanização dos animais. Estas figuras corporizam uma série de tendências desviantes, e a sua presença introduz, ainda hoje, uma tendência monstruosa de corrupção do discurso e da imagem.</p>
<p>As imagens dos monstros possuem a representabilidade ideal para o audiovisual, tal como o cinema possui uma dinâmica interna de desdobramento e exagero, próprio da monstruosidade. Por esse desdobramento, tanto o monstro quanto quem o veicula pode manipular a imagem que cria e intensificá-la, no sentido do humor ou do vazio. Através deste paralelismo entre modos de representação, o cinema torna-se um espaço propício à criação de monstros, tal como a monstruosidade se torna o veículo do cinema.</p>
<p>Das diversas formas de representação dos monstros, o cinema aproxima-se das artes plásticas pela mesma relação com a visão e pela criação de espaços e corpos. No entanto, ele se caracteriza pela criação de imagens e objetos na modalidade do seu acontecimento. É uma arte de presenças e “um monstro é sempre um excesso de presença”, disse o escritor potuguês José Gil, no livro Monstros.</p>
<p>O corpo do monstro é o corpo mais desenvolto na projeção do vídeo, suas sombras ou reflexos, a sua presença inanimada interpela o ator e o espectador da mesma forma que os manequins, marionetas e máscaras que auxilíam na representação. Em ambos os casos, os corpos artificiais apresentam-se como duplos dos atuantes. Ao mesmo em que a computação cria um corpo, ou um ator o interpreta criam-se simulacros de vida que modulam a recepção visual através de dinâmicas de desdobramento e criam planos de ruptura, intervalos, fazendo cruzar diferentes modos de percepção no espectador e perturbando a comunicação com uma série de dispositivos convencionais e tecnológicos que abrem o acontecimento a uma leitura plural.</p>
<p>No entanto, os monstros e quem os personifica são mais do que uma presença dupla na tela, são deformações do próprio corpo, são superfícies de corpos perversos, invertidos, caóticos, desorganizados dentro de sua própria deformação. O monstro, então, se estabelece através de uma relação de similitude, de onde sua natureza superficial, simulada, se torna exemplo da sua própria condição de representação.</p>
<p>A monstruosidade, materializada em corpos avessos ou através da perturbação superficial das organizações biológicas, condiciona o jogo visual numa lógica de associação de opostos, entre o humor e o vazio, criando um plano de compreensão da representação do mundo, em íntima partilha com uma fina sensibilidade do interior e do exterior, das entranhas e da pele. Se o cinema preza pela artificialidade, os monstros protagonizam um cinema que pode pender para o bem ou para o mal já que todos eles trazem um ponto de vista sobre o interior do corpo, sobre as partes desirmanadas e a representação do cinema no mundo contemporâneao.<br />
<a href="http://www.cronopios.com.br/site/ensaios.asp?id=2931" target="_blank"><strong><span style="font-size:xx-small;font-family:arial;">&#62;&#62; </span><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">REVISTA O GRITO! - por Fernando de Albuquerque</span></strong></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[CINEMA FANTASMAGÓRICO - MUY ALÉM DO BEM E DO MAL]]></title>
<link>http://universofantastico.wordpress.com/?p=653</link>
<pubDate>Fri, 27 Jun 2008 21:44:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>Silvio Alexandre</dc:creator>
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<description><![CDATA[Novas obras voltadas ao público infantil evidenciam influências pra lá de assustadoras

O bem, um]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><em>Novas obras voltadas ao público infantil evidenciam influências pra lá de assustadoras</em></p>
<p><a href="http://universofantastico.files.wordpress.com/2008/06/narnia_caspian.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-654" src="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/06/narnia_caspian.jpg" alt="" width="450" height="204" /></a><br />
O bem, uma figura onipresente que ninguém vê mas todos sentem, prestes a voltar e acabar com o império do mal, instalando em seu lugar a alegria e o bem dos quais são dignos só os mais honrados. Não, esse não é um texto bíblico. Mas sim a premissa dos principais clássicos de literatura fantástica que há tempos conquistou telonas graças a tecnologias e efeitos especiais vem dando caras, nomes e texturas aos seres encantados, antes só existente na imaginação de seus leitores.</p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Chronicles_of_Narnia_%28s%C3%A9rie_cinematogr%C3%A1fica%29">As Crônicas de Nárnia: Principe Caspian</a>, segundo filme da série dirigido por Andrew Adamson, a trama se apresenta mais densa, com mais ação e dialoga mais com o público adulto que a exibida em O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa, de 2005. <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/As_Cr%C3%B4nicas_de_N%C3%A1rnia">Inspirados na obra </a>do inglês <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/C.S._Lewis">C.S Lewis</a>, autor dos sete livros que formam a coleção, o filme segue o rastro de grandes sucessos anteriores - o principal deles é a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Lord_of_the_Rings_%28trilogia_cinematogr%C3%A1fica%29">trilogia Senhor dos Anéis</a> que chegou às telonas entre 2001 e 2003, foi dirigida por <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Peter_Jackson">Peter Jackson</a>, os filmes trazem para as telas uma releitura das mais de 1.000 páginas que formam a obra do autor <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tolkien">J.R.R. Tolkien</a>. Contemporâneos, ambos os autores ingleses têm uma biografia permeada pela religiosidade e utilizaram a criação de universos fantásticos para disseminar a crença numa postura diante da vida, claro regada de muita fé.</p>
<p>Com um discurso um pouco menos vínculado a religiosidade, mas também muito importantes para um entendimento de como surgiram essas histórais que invadem a tela grande estão os <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Os_Irm%C3%A3os_Grimm_%28filme%29">Irmãos Grimm.</a> A obra dos <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Irm%C3%A3os_Grimm">Grimm</a> ganhou uma releitura em 2005, nas mãos de Terry Gilliam (lembrado também pela direção de Brazil, comédia utópica ao som de Aquarela do Brasil). No Will (Matt Damon) e Jake Grimm (Heath Ledger) são golpistas que aproveitam-se da ingênuidade do povo francês para ganhar dinheiro enfrentando monstros e bruxas. Na vida real os Irmãos Grimmn, foram dois importantes pesquisadores alemães que tentaram resgatar a história de seu país através da tradição oral de seu povo. Compilando num livro de contos lendas e folclores. É de responsabilidade <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Irm%C3%A3os_Grimm">dos Grimm </a>algumas dos mais importantes clássicos da literatura infantil, entre eles: Chapéuzinho Vermelho, João e Maria e Rapunzel.</p>
<p>Mas não dá pra fazer um panorama do cinema fantástico sem falar do fenômeno Harry Potter. A série foi criada pela escritora britânica J.K Rowling (mulher mais rica da história da literatura com mais 300 milhões de exemplares vendidos). Desde A Pedra Filosofal, lançado em 1997 e adaptado para o cinema em 2001, foram publicados mais seis livros. O quinto filme da saga será lançado em novembro. Harry Potter e o Enigma do Príncipe traz a história do sexto ano de Harry Potter na escola de magia de Hogwarts. Apesar da adaptação do livro final Harry Potter e as Relíquias da Morte, publicado em 2007, só está prevista para 2010, já dá pra afirmar pela história do livro que o bruxinho que cresceu com seus espectadores terá sim um final feliz.</p>
<p>Mas nem todos os grandes filmes fantásticos são fruto de adaptação de histórias literárias. Em 2006, o diretor Guilherme del Toro, nos brindou com o sombrio <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/El_laberinto_del_fauno">Labirinto do Fauno</a>. O filme conta a história da pequena Ofélia (Ivana Baquero), obrigada a viver com seu padastro, o capitão Vidal (Sergi Lopez), membro das forças fascistas do general franco, num acampamento no meio de uma floresta encantada, onde será guiada por um fauno assustador de volta a seu reino, do qual descobrirá que é a princesa perdida há várias gerações. Apesar do enredo mágico, o filme é bem denso com momentos cruéis e traz trechos que discutem assuntos importantes como: as agruras da vida num regime ditatorial e o dilemma entre uma vida difícil ou uma morte libertadora.</p>
<p>Não precisa ir longe para saber que sempre houve e haverá espaço para o cinema do faz de conta. Para os adultos que acham essa uma arte feita para crianças fica um desafio: que tal rever o sempre mágico História Sem Fim, 1984? Mesmo com 25 anos de defasagem tecnologica, continua fascinante somente pela sua história. No enredo, um garoto chamado Bastian rouba um livro chamado <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Hist%C3%B3ria_Sem_Fim">História Sem Fim</a>, toda vez que ele revisita a narrativa acaba interferindo no destino de seus personagens, que vão desde Fuchur, o cão alado, passando pelo Dragão do Destino, até o Homem de Pedra, qualquer jovem com seus vinte e poucos anos já quis ser Bastian e não vai poder negar que também se deixou levar pela magia que envolvia a história.<br />
<a href="http://www.cronopios.com.br/site/ensaios.asp?id=2931" target="_blank"><strong><span style="font-size:xx-small;font-family:arial;">&#62;&#62; </span><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">REVISTA O GRITO! - por Por Raphaella Spencer</span></strong></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A ESCRITA AUTOMÁTICA]]></title>
<link>http://universofantastico.wordpress.com/?p=517</link>
<pubDate>Fri, 27 Jun 2008 21:44:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>Silvio Alexandre</dc:creator>
<guid>http://universofantastico.wordpress.com/?p=517</guid>
<description><![CDATA[
Os surrealistas dos anos 1920, com André Breton à frente, criaram o que chamavam de “escrita au]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://universofantastico.files.wordpress.com/2008/06/indefinite_divisibility1.jpg"><img src="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/06/indefinite_divisibility1.jpg?w=254" alt="" width="254" height="300" class="alignleft size-medium wp-image-675" /></a><br />
Os <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Surrealismo">surrealistas</a> dos anos 1920, com <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Andr%C3%A9_Breton">André Breton</a> à frente, criaram o que chamavam de “escrita automática” como um dos meios para desacorrentar o fluxo de idéias da mente, o chamado “stream of consciousness”, e revelar através dele o funcionamento real do pensamento, livre de considerações estéticas, morais, etc.  Livre de qualquer tipo de censura ou auto-coerção.   Os resultados são discutíveis, porque produziram inúmeros bons poemas ou textos em prosa (do próprio <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Andr%C3%A9_Breton">André Breton</a>, de Benjamin Péret, Paul Éluard, etc.) como também uma quantidade enorme de textos desconexos dos quais é impossível (pelo menos para mim) extrair qualquer arremedo de impressão literária. </p>
<p>Na mesma época, os escritores da “pulp fiction” norte-americana estavam descobrindo o filão das revistas populares, que pagavam alguns centavos de dólares por palavra.  Para tornar rentáveis esses centavos, precisavam escrever uma quantidade imensa de texto por dia; e acabaram desenvolvendo o seu próprio sistema de “escrita automática”.  Escreviam sem pensar, sem parar, sem voltar atrás, sem corrigir, sem revisar.  </p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Isaac_Asimov">Isaac Asimov </a>orgulhava-se de jamais revisar um texto. Punha o papel na máquina, mandava ver, e quando escrevia “The End” colocava a maçaroca de folhas num envelope e a enviava para a revista de sua preferência.  Há uma conferência muito divertida em que ele satiriza as preocupações estilísticas dos autores “literários”.  Diz ele que o sujeito escreve o início de um conto: “Era uma noite escura e tempestuosa..”  Aí pára para ver se a frase está boa, e decide mudar: “Era uma noite tempestuosa e escura...”  Ainda não parece o ideal, e ele muda mais uma vez: “Era uma noite cheia de escuridão e de tempestades...”   Passa dias inteiros nessa frase, e nada de história.</p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Philip_K._Dick">Philip K. Dick</a>, que era capaz de datilografar cem palavras por minuto, dizia conceber mentalmente seus romances por inteiro, e depois tinha só que colocá-los na página; chegava a escrever sem parar três ou quatro dias seguidos, praticamente sem dormir, mantendo-se acordado à base de café e comprimidos.  O mesmo acontecia com <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Lester_Dent">Lester Dent</a>, o criador de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Doc_Savage">“Doc Savage, o Homem de Bronze”: </a>dezoito horas de trabalho por dia, que lhe permitiram escrever um livro de 60 mil palavras por mês ao longo de doze anos (ele é autor de 165 dos 182 livros sobre <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Doc_Savage">Doc Savage</a>). <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Robert_Silverberg">Robert Silverberg </a>costumava escrever um conto de 7.500 palavras por dia, durante dias a fio.  </p>
<p>Diferentemente de Breton, todos estes escritores trabalhavam com prosa neutra, fosca, sem inovações, sem vanguardismos, prosa de gramática transparente e regras estilísticas convencionais.  O fato de não pararem para burilar frases brilhantes, no entanto, lhes possibilitava mergulhar diretamente no domínio fantástico da história em si, das peripécias incríveis, das ações dos personagens.  Escrevendo dentro das convenções da FC, eles produziram uma escrita automática que revelava um nível mais profundo da imaginação criadora.<br />
<a href="http://jornaldaparaiba.globo.com/" target="_blank"><strong><span style="font-size:xx-small;font-family:arial;">&#62;&#62; </span><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">JORNAL DA PARAÍBA - por Bráulio Tavares</span></strong></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Mundo mágico]]></title>
<link>http://universofantastico.wordpress.com/?p=688</link>
<pubDate>Fri, 27 Jun 2008 18:23:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>Giz Editorial</dc:creator>
<guid>http://universofantastico.wordpress.com/?p=688</guid>
<description><![CDATA[
Toda a aventura de Nárnia estará presente em uma contação de história que acontece neste domin]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;"><img class="aligncenter" src="http://www.gizeditorial.com.br/universofantastico/retornoanarniaresgcaspian.jpg" alt="Nárnia" /></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;">Toda a aventura de Nárnia estará presente em uma contação de história que acontece neste domingo, 29 de junho, às 16h, na </span><a title="http://www.saraiva.com.br/" href="http://www.saraiva.com.br/"><span style="font-size:x-small;color:#660000;font-family:Verdana;">Saraiva MegaStore</span></a><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;"> do Morumbi Shopping (Av. Roque Petroni Jr., 1089 - São Paulo. Tel.: 5181-7574). A adaptação de <em>O retorno a Nárnia - O resgate do príncipe Caspian</em>, C. S. Lewis, (WMF Martins Fontes) vai encantar as crianças com esta história muito especial sobre as aventuras dos quatro irmãos, que mais uma vez partem para salvar Nárnia. A última vez que Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia deixaram Nárnia foi pelo guarda-roupa e agora são chamados de volta por um príncipe que luta para recuperar o trono. FONTE: <span style="font-size:xx-small;"><em>PublishNews </em>- 27/06/2008 <em></em></span><br />
</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[George R. R. Martin no Porto]]></title>
<link>http://companhiaanimais.wordpress.com/2008/06/27/george-r-r-martin-no-porto/</link>
<pubDate>Fri, 27 Jun 2008 16:26:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>C. Alexandra</dc:creator>
<guid>http://companhiaanimais.wordpress.com/2008/06/27/george-r-r-martin-no-porto/</guid>
<description><![CDATA[ 
George R. R. Martin estará presente no auditório da Fnac do Norte Shopping (Porto) no dia 3 de ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.saidadeemergencia.com/uploads/thumbs/8f243f781bddc086b24b4d120814ada0.jpg" alt="" /> </p>
<p align="justify">George R. R. Martin estará presente no auditório da Fnac do Norte Shopping (Porto) no dia 3 de Julho, pelas 18.30h.</p>
<p align="justify">Terá lugar um pré-lançamento exclusivo de <em>A Tormenta de Espadas (</em>5º volume de<em> As Crónicas de Gelo e Fogo), </em>uma<em> </em>palestra de autor sobre <em>As Crónicas de Gelo e Fogo, </em>uma <em>s</em>essão de perguntas e respostas sobre a série e o autor e uma sessão de autógrafos.</p>
<p align="justify">Para mais informações acerca da visita deste escritor a Portugal, consultar <a href="http://companhiaanimais.wordpress.com/2008/06/05/george-r-r-martin-em-portugal/">George R. R. Martin em Portugal</a> e <a href="http://companhiaanimais.wordpress.com/2008/06/13/george-r-r-martin-em-portugal-mais-datas/">George R. R. Martin em Portugal, mais datas</a>.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[CONCURSOS LITERÁRIOS, UMA FACA DE DOIS GUMES]]></title>
<link>http://universofantastico.wordpress.com/?p=598</link>
<pubDate>Tue, 24 Jun 2008 18:33:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>Silvio Alexandre</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Todos aqueles que aspiram ao estatuto de escritor secretamente alimentam a crença de que as suas e]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://universofantastico.files.wordpress.com/2008/06/coralinea.jpg"><img src="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/06/coralinea.jpg" alt="" width="100" height="262" class="alignleft size-full wp-image-627" /></a><br />
Todos aqueles que aspiram ao estatuto de escritor secretamente alimentam a crença de que as suas escritas são o tesouro no covil do dragão, à espera de ser descoberto por algum intrépido editor.</p>
<p>Independentemente do valor ou não da escrita, a maioria encara os concursos literários como instrumentos para atingir fortuna e fama. Se o concurso for ganho, a tão desejada publicação do manuscrito é finalmente concretizada, e não faltará muito para ver o livro em todas as livrarias. Talvez. Ou talvez não.</p>
<p>Há concursos literários e há concursos literários. E é importante que o indivíduo que esteja disposto a arriscar a sua sorte nestes concursos, tenha o discernimento suficiente para saber distinguir o trigo do joio, para saber quando esses concursos estão realmente interessados em promover a literatura e tudo o que esta tem de melhor, ou se não estarão antes interessados em obter dinheiro através de estratégias condenáveis e reprováveis.</p>
<p>Serve este post para alertar os eventuais candidatos a título de escritor de que há concursos que, por detrás de uma fachada de genuíno interesse por divulgação de novos autores, escondem uma ganância e um desejo de engordar o saldo da conta bancária à custa da ingenuidade ou desconhecimento das pessoas.</p>
<p>E quem fala em concursos, fala também de editoras, as verdadeiras responsáveis por essas tácticas dúbias.</p>
<p>Passando a exemplos mais concretos, quando devem desconfiar de um concurso literário ou não?</p>
<p>Se prometer direitos de publicação ao vencedor sem este ter direito a qualquer ónus.</p>
<p>Se implicar a cedência de direitos autorais sem estarem os termos bem definidos.</p>
<p>Se prometer a impressão de uma tiragem limitada e impor ao vencedor o pagamento de “x” quantia de livros impressos.</p>
<p>Se cobrar pela inscrição no concurso. Isso não quer dizer que o concurso seja uma fraude, mas é um sinal de alerta (especialmente em Portugal).</p>
<p>Devem verificar sempre a legitimidade da entidade que está a promover o concurso. Se for uma casa ou instituição de mérito ou prestígio reconhecido, há menos sinais para desconfiar (embora isso não queira dizer que não devam ler SEMPRE o regulamento com a máxima atenção possível).</p>
<p>A maioria das editoras ou entidades que patrocinam estes concursos com segundas e terceiras intenções não têm sequer a capacidade de distribuição para que o livro esteja presente em todas as livrarias nacionais. Acreditem quando se diz que a distribuição é um dos maiores problemas no mercado editorial português e que é difícil obter uma distribuição equitativa e justa em Portugal sem ter que desembolsar uma dolorosa percentagem de lucros. Quanto muito irão colocar em algumas livrarias da zona para que os amigos do vencedor possam comprar.</p>
<p>Isso não quer dizer que uma editora que tenha uma distribuição limitada deva ser desprezada. Muito pelo contrário. Há muitas pequenas e médias editoras que têm desenvolvido um excelente trabalho no campo da literatura, mesmo com meios limitados. Mas quando pedem o vosso dinheiro para publicar algo que, à partida, nenhum escritor deve pagar, então é sinal de que estão a ser enganados e roubados.</p>
<p>O que acontece é que os preços cobrados pelas editoras pagam praticamente a totalidade dos custos de impressão (o principal gasto a cargo da editora) e ainda há uma margem que vai directamente para os seus bolsos. Mais ganham se os amigos dos amigos dos vencedores comprarem.</p>
<p>Lá fora são muito frequentes estes esquemas de angariação de dinheiro, embora em Portugal se tenham começado a fazer notar mais nesta última década. Não vou apontar nomes mas existem. <a href="http://epicapt.com/">A Épica</a> tem tomado conhecimento de vários casos, e muitos nos pedem conselhos sobre se vale a pena ou não participar em tais concursos.</p>
<p>Recomendamos é que não arrisquem às cegas porque publicação nem sempre é sinónimo de ser-se escritor. Nos últimos tempos, tem sido cada vez mais fácil publicar-se um livro com quase a mesma qualidade que uma casa editorial profissional, por metade dos custos. E é preciso desenvolver a auto-consciência de que nem sempre o que se escreve é bom e publicável, por mais que custe a admiti-lo.</p>
<p>Para obterem mais informações, recomendo a leitura <a href="http://www.sfwa.org/Beware/contests.html">deste artigo </a>da parte do <strong>Science Fiction Writers of America</strong> sobre as fraudes literárias, concursos e esquemas que têm como alvo escritores.<br />
<a href="http://epicapt.com/2008/04/13/concursos-literarios-uma-faca-de-dois-gumes/" target="_blank"><strong><span style="font-size:xx-small;font-family:arial;">&#62;&#62; </span><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">ÉPICA - Safaa Dib</span></strong></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[CARNAVALHA: SURREALISMO E CARNAVALIZAÇÃO NO NOVO ROMANCE DE NILTO MACIEL]]></title>
<link>http://universofantastico.wordpress.com/?p=590</link>
<pubDate>Tue, 24 Jun 2008 15:31:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>Silvio Alexandre</dc:creator>
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<description><![CDATA[
De 1974 até agora, Nilto Maciel publicou dezenove livros de ficção e apenas um de poemas. O roma]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://universofantastico.files.wordpress.com/2008/06/carnavalha_capa.jpg"><img src="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/06/carnavalha_capa.jpg" alt="" width="265" height="400" class="alignleft size-full wp-image-595" /></a><br />
De 1974 até agora, <strong><a href="http://www.verdestrigos.org/sitenovo/site/cronica_ver.asp?id=1045">Nilto Maciel</a> </strong>publicou <strong>dezenove </strong>livros de ficção e apenas um de poemas. O romance e o conto, conforme se pode observar, evidenciam as predileções do Autor, em seu longo itinerário de 33 anos nos domínios da literatura. Quem já leu seus livros de ficção terá notado, certamente, o cuidado do ficcionista na escolha dos nomes de seus personagens. Não seria nenhum despropósito pensar na elaboração de uma nomenclatura para todos esses figurantes que trafegam nas páginas de seus romances e histórias curtas. Zuza, Pedro Cabral, Eurico, Jesonias, Otávio, Noé, Alessandra, Cátia, Márcia, Aluísio, Orlando, Joice, Cida, Eleide, Cynthia, Ocelo e tantos e tantos outros que despertam a atenção do leitor para esse aspecto importante da carpintaria dos romances. Até os cachorros de Palma foram homenageados com apelidos que se destacam pelo seu ineditismo e originalidade: Alão, Brochote, Cafoto, Dentola etc.</p>
<p>O livro começa com a notícia da chegada de alguns rapazes e moças procedentes de Brasília. Eram funcionários públicos que vinham para as festas carnavalescas de Palma, cidade utópica criada pela imaginação de <strong><a href="http://www.verdestrigos.org/sitenovo/site/cronica_ver.asp?id=1045">Nilto Maciel</a></strong> para o desenrolar dos acontecimentos do seu universo ficcional. Palma não deixa de evocar a legendária Macondo, palco das histórias fantásticas de Gabriel Garcia Márquez, em seu caudaloso romance <strong>Cem Anos de Solidão</strong>. Na página 15, o inusitado mostra o seu feitiço: “<em>O galo cantou estridentemente. As galinhas correram, espantadas. Uma revoada de andorinhas encheu o céu dos quintais”</em>. Só faltou acrescentar que ventos diluviais arrebataram crianças que sonhavam com os anjos enquanto dormiam.</p>
<p>A ficção de<strong> <a href="http://www.verdestrigos.org/sitenovo/site/cronica_ver.asp?id=1045">Nilto Maciel</a> </strong>nos coloca no centro de uma realidade fantástica, que nos leva às portas do surreal. Uma atmosfera de sonhos e pesadelos permeia as narrativas do romance. Seus capítulos, predominantemente curtos, exploram os conteúdos, sob perspectivas oníricas, das temáticas desenvolvidas no livro. Numerosos personagens contribuem com depoimentos pessoais para o desfecho das narrativas. Mas essa contribuição, eivada de contradições enigmáticas, paradoxalmente só fazem aprofundar ainda mais os mistérios em torno dos acontecimentos. A cidade e seus habitantes passam a impressão de atores de um filme de mistério conduzido por um diretor voluntarioso, que parece se divertir com seu elenco de fantoches.</p>
<p>Na página 96, uma sucessão de fatos provoca calafrios no leitor. Um dos gatos que farejam pássaros numa árvore começa, de repente, a crescer aos olhos de Jacinta. Enquanto outros felinos fugiam daquela visão aterradora, o gato assumia as proporções de um tigre, “abria a boca e avançava lentamente, ameaçador”. Juarez, marido de Jacinta, tentou dar cabo do animal, mas “a fera estraçalhava Juarez”. Como se observa, a leitura dessa narrativa exige do leitor um mínimo de conhecimento acerca do simbolismo de que se revestem certos aspectos do cotidiano. Pode-se afirmar, sem risco de equívoco, que o simbolismo está presente em grande parte da expressão literária do todos os tempos. E até mesmo nos atos mais rotineiros da vida das pessoas, sem que elas se dêem conta desse fato.</p>
<p>Em “<strong>Rodopio de moedas</strong>” (p. 97), Nilto Maciel volta a usar das mesmas estratégias insólitas para despertar a imaginação do leitor. A conhecida frase de Shakespeare (“Há muita coisa entre o céu e a terra a que não chega a nossa vã filosofia”) nunca foi tão justificada como nas páginas desse romance do escritor cearense. Suas narrativas são vertentes de onde jorram mistérios e enigmas da raiz das palavras. Bastou que uma ave fincasse “as unhas no telhado da casa de Quincas” para que fatos estranhos à lógica do senso comum começassem a acontecer entre Juarez e sua mulher. Moedas e cédulas, sacudidas por ventos misteriosos, vindos não se sabe de onde, caíam da mesa e espalhavam-se pelo chão. Tentavam alcançá-las, mas não o conseguiam. Como se mãos invisíveis os impedissem de tocá-las. Algo parecido com as artimanhas do diabo. Na tentativa de recuperar as moedas e cédulas, “Quincas estatelava-se feito um jarro de porcelana”.</p>
<p>A narrativa da página 27 evoca certas estratégias de Kafka. Da troca de palavras entre Gilberto, Jesonias, Aluísio e Orlando, fica-se com a impressão de que os personagens viajam no porão de um navio que fosse para a Atlântida ou, talvez, para a eternidade. A mesma densidade impenetrável envolve os diálogos obscuros. Lá pelas tantas, Gilberto produz esta frase de significado ambíguo: “Estou com viagem marcada para lá, numa expedição de alto risco”. Aluísio vomitava. “De sua boca saíam pequenos sapos, ratos, baratas. Gilberto se apavorava e também ia ao solo” (128).</p>
<p><strong>Carnavalha </strong>não é, seguramente, livro de estrutura linear. Precisa ser lido com o faro de quem procura fragmentos de ouro numa peneira de cascalho. Todas as narrativas exigem leituras plurais, precisam atingir a profundidade das camadas estilísticas onde se encontram os veios simbólicos. A realidade desses escritos de Nilto Maciel é de outra índole. São realidades submersas que não se acham à flor da pele nem tampouco na superfície das palavras. Palma é uma cidade utópica onde criaturas utópicas fingem ter os mesmos defeitos e virtudes das pessoas de carne e osso. Ao leitor cabe decifrar os códigos desta linguagem que nos fala de um mundo possível para os que já nasceram condenados à morte. Ou por imprudência ou por todos os males a que estamos sujeitos. A única expectativa que nos acena é a certeza de que “<em>Não se pode morrer na metade do quinto ato</em>” de alguma peça de Ibsen.</p>
<p>Os interessados na aquisição do livro podem fazer pedido também ao escritor: <a href="mailto:niltomaciel@uol.com.br">niltomaciel@uol.com.br</a> . O preço do exemplar é R$20,00 (vinte reais).</p>
<p><strong>NILTO MACIEL</strong> nasceu em Baturité, Ceará, em 1945. Ingressou na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará em 70. Criou, em 76, com outros escritores, a revista O Saco. Mudou-se para Brasília em 77, regressando a Fortaleza em 2002. É editor da revista Literatura desde 91. Obteve primeiro lugar em alguns dos grandes concursos do país, como: Brasília de Literatura, promovido pelo Governo do Distrito Federal, com A Última Noite de Helena (romance) em 1990, Graciliano Ramos, promovido pelo Governo do Estado de Alagoas, com Os Luzeiros do Mundo (romance) em 1992; Cruz e Sousa, promovido pelo Governo do Estado de Santa Catarina, com A Rosa Gótica (romance) em 1996; Bolsa Brasília de Produção Literária, com Pescoço de Girafa na Poeira (conto) em 1998; Eça de Queiroz, União Brasileira de Escritores, Rio de Janeiro, com Vasto Abismo (novela) em 1999; VI Prêmio Literário Cidade de Fortaleza, Fundação Cultural de Fortaleza, com o conto Apontamentos Para Um Ensaio; IV Edital de Incentivo às Artes da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará na categoria de pesquisa em Literatura Cearense, em 2007. É autor de Itinerário (contos, 1974); Tempos de Mula Preta (contos, 1981); A Guerra da Donzela (novela, 1982); Punhalzinho Cravado de Ódio (contos, 198); Estaca Zero (romance, 1987); Os Guerreiros de Monte-Mor (romance, 1988); O Cabra que Virou Bode (romance, 1991); As Insolentes Patas do Cão (contos, 1991); Os Varões de Palma (romance, 1994); Navegador (poemas, 1996); Babel (contos, 1997); Panorama do Conto Cearense (ensaio, 2006) e A Leste da Morte (contos, 2006). Tem contos e poemas publicados em esperanto, espanhol, italiano e francês. O Cabra que Virou Bode foi transposto para a tela (vídeo), pelo cineasta Clébio Ribeiro, em 1993.<br />
<a href="http://www.verdestrigos.org/sitenovo/site/cronica_ver.asp?id=1396" target="_blank"><strong><span style="font-size:xx-small;font-family:arial;">&#62;&#62; </span><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">VERDES TRIGOS - por Francisco Carvalho</span></strong></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[COMO FOI A MESA-REDONDA SOBRE FANTASIA]]></title>
<link>http://universofantastico.wordpress.com/?p=575</link>
<pubDate>Sun, 22 Jun 2008 16:26:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>Silvio Alexandre</dc:creator>
<guid>http://universofantastico.wordpress.com/?p=575</guid>
<description><![CDATA[
Ao que parece, a mesa-redonda na Livraria Cultura do Shopping Market Place no último dia 14 de jun]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://universofantastico.files.wordpress.com/2008/06/pelo-sangue-e-pela-fe_capa.jpg"><img src="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/06/pelo-sangue-e-pela-fe_capa.jpg" alt="" width="450" height="253" class="aligncenter size-full wp-image-576" /></a><br />
Ao que parece, a mesa-redonda na Livraria Cultura do Shopping Market Place no último dia 14 de junho foi o tiro de largada de uma verdadeira maratona de eventos e lançamentos que acontecem entre junho e julho deste ano, principalmente em São Paulo.</p>
<p>O tema deste encontro foi a <strong>Fantasia</strong>, com os participantes aparentemente desistindo de discutir seus rumos, como tentou o painel "Novos Rumos da Ficção Científica Brasileira", que aconteceu no mesmo local em 29 de março.</p>
<p>Os participantes da nova jornada foram <strong>Ana Cristina Rodrigues</strong> como a moderadora (ela é a atual presidente do Clube de Leitores de Ficção Científica); os editores <strong>Rogério de Campos</strong>, da Conrad, <strong>Delfin</strong>, da Aleph, e <strong>Gianpaolo Celli</strong>, da Tarja Editorial; e os escritores <strong>Orlando Paes Filho</strong> e <strong>Claudio Villa</strong>; além de <strong>Silvio Alexandre,</strong> o organizador do <a href="http://universofantastico.wordpress.com/fantasticon-2008/"><strong>Fantasticon 2008</strong></a>. Na platéia, gente como os escritores André Vianco, Martha Argel, Giulia Moon, Cristina Lasairis, e Renato Azevedo, e o crítico e colunista de Terra Magazine, Antonio Luiz M.C. Costa.</p>
<p>Em comparação com a primeira mesa-redonda, esta foi mais dinâmica, mais descontraída. A mediadora flexibilizou a regra dos cinco minutos, tornando as intervenções mais aprofundadas. O encontro foi apresentado como um "aquecimento" para o <strong><a href="http://universofantastico.wordpress.com/fantasticon-2008/">Fantasticon</a></strong>, que ocorre nos dias 5 e 6 de julho.</p>
<p>O primeiro a falar foi Silvio Alexandre, que tentou colocar uma série de questões quanto à inserção da fantasia no Brasil. Faz sentido haver fantasia medieval brasileira, considerando que o país não existia na Idade Média? Ele crê que sim, e aponta as tradições do cordel e da cavalhada como registros da influência medieval sobre nossa cultura. Um exemplo mais literário seria Ariano Suassuna e o seu Movimento Armorial. Que tipo de fantasia se pode fazer por aqui, então? Aquela calcada em J.R.R. Tolkien? Vale tudo, mesmo a imitação? Haveria uma oposição entre nacionalismo e universalismo.</p>
<p>A seguir, Rogério de Campos fez questão de frisar que a Conrad não é uma editora de fantasia, que ela publica circunstancialmente. A idéia da editora é publicar o que não se encontra facilmente no Brasil, com um pendor para obras que desafiem o mainstream. A fantasia é esquisita e marginal o suficiente para caber na proposta editorial, mas ele não publica "sub-Tolkien" nem "sub-Harry Potter". Ele não gosta de ficção científica previsível e acha que a fantasia deveria ser espaço de teste de idéias, não a fantasia de clichês ou do tipo compensatória de frustrações adolescentes.</p>
<p>Gianpaolo Celli é um interessado em mitologia, e citou Joseph Campbell, autor de O Herói de Mil Faces. Para Celli, a importância da fantasia está em motivar o intelecto. Não obstante, o gênero é visto como infantil e escapista. Em termos editoriais brasileiros, "o cinema abriu as comportas", segundo ele, e colocou a Tarja em busca de novos talentos.</p>
<p>O gaúcho Delfin, coordenador editorial da Aleph, começou afirmando que não se criou no fandom, mas tem a mente aberta. Pegando a deixa de Celli, argumento que talvez a fantasia seja considerada uma subliteratura por causa de sua adesão freqüente a fórmulas. Apontou Jorge Luis Borges, Julio Cortázar e Murilo Rubião como autores de literatura fantástica com status literário, e se dispôs, na Aleph, a abordar o público em geral, e não apenas aquele sedimentado no fandom. A Aleph irá publicar fantasia a partir de 2009, e Delfin mencionou especificamente três antologias a serem editadas por Silvio Alexandre.</p>
<p>Orlando Paes Filho, um best-seller da fantasia nacional, disse que seus romances pendem mais para a ficção histórica. Ele foi humilde e afirmou ser, aos 46 anos, um escritor em processo de amadurecimento. Com seus livros ele se dirige ao público jovem, buscando comunicar valores. Comentou então que para ele "fantasia" são Wall Street e os bancos brasileiros, e surpreendeu ao descrever uma reunião na Disney, tentando vender a série Angus para o cinema, e tendo que enfrentar os comentários comerciais e redutivos das "peruas da Disney", que perguntaram se ele tiraria o elemento religioso (central em seus livros). Ele foi taxativo e acabou perdendo seu agente literário. Na sua experiência, o que o mainstream vende é a futilidade.</p>
<p>Uma observação interessante, que contrapõe à visão da fantasia como escapismo, aquela visão mais tolkieniana da fantasia como uma fuga das fantasias financeiras e comerciais que norteiam nossas vidas.</p>
<p>Falando por último (as falas foram por ordem alfabética do último nome), Cláudio Villa afirmou não ser um estudioso da fantasia, e que seu aprendizado tem sido por tentativa e erro. Seu modelo literário é Frank Herbert, o autor da série Duna. Villa é autor do romance Pelo Sangue e pela Fé, edição do autor financiada pela venda de um automóvel que ele possuía. Livreiro, Villa admitiu que em geral o profissional da área é conservador e que o público leitor prefere ficção estrangeira. Isso começa a mudar agora, assim como a noção, prevalecente nas livrarias, de que fantasia é igual a infanto-juvenil. Acha que é possível escrever fantasia medieval brasileira, mas se pergunta como, e admitiu a possibilidade de elfos na floresta tropical, ou que talvez fosse possível se escrever uma fantasia sobre o período colonial brasileiro, algo que ele tem tentado. Rogério de Campos interveio, afirmando, em tom de brincadeira, que "elfos não comem banana!".</p>
<p>Mantendo no ar a mesma peteca, Orlando Paes contou de uma mesa no Rio de Janeiro em que dois espanhóis exigiram que ele se retirasse, porque o Brasil não teve Idade Média. O brasileiro logo emendou que foi "por isso que os espanhóis apanharam tanto nas Cruzadas". Essa evidência de eurocentrismo nos estudos medievalistas (embora a questão fosse literária) foi corroborada pela medievalista Ana Cristina Rodrigues, que já passou por situações semelhantes.</p>
<p>Rogério de Campos, ecoando a fala de Silvio Alexandre, observou que há aspectos da Idade Média na literatura de Ariano Suassuna e de Guimarães Rosa, e apontou a falta de ambição dos autores brasileiros. Villa pegou o bastão e observou que muitos autores novos começam sua aventura literária com trilogias e tetralogias, sem estarem devidamente amadurecidos. Recomendou que escrevam contos antes.</p>
<p>O debate esquentou quando Roberta, uma jovem presente na audiência, perguntou a respeito de que valores a fantasia pode comunicar, perante o cinismo da sociedade atual. Paes disse que sua ficção transmite valores cristãos, combativos, e surpreendeu novamente, agora por sua veemência ao condenar a política nacional. Faria, "sem problemas, uma Cruzada contra Brasília".</p>
<p>Villa acha que a fantasia é apropriada para comunicar valores como honra e amizade e os dramas em torno de perdas e da morte. Celli retomou a questão da jornada do herói, e sua função de mostrar que é possível ser honrado, dentro de uma postura individualista. E disposto a polemizar com Paes, Campos brincou, dizendo que, como editor, pensa nos valores que quer tirar dos compradores dos seus livros - mas como ateu, citou Alan Moore e Valerio Avangelisti, dois autores que ele publicou, e que militam contra a moral cristã, em suas obras. Citou Marcuse, o pensador marxista da Escola de Frankfurt: a revolução só ocorre a partir da crença de que a vida vale ser vivida, que ela pode ser melhor, e que a pessoa pode torná-la melhor. Moore e Evangelisti, entre outros, fariam o leitor entender essa perspectiva.</p>
<p>Delfin também evocou o poder questionador da literatura, mas disse que a presença de uma "moral" da história enfraquece o valor da obra. A literatura deve problematizar, e trazer o novo, novas visões, para avançar contra a estagnação.</p>
<p>O debate derivou, por intervenção de André Vianco - o maior best-seller brasileiro da literatura de horror - para a questão do livro como produto. Villa e a mediadora acreditam que o problema maior é ver o produto antes da obra. Quando o livro é uma realidade, não há como escapar da questão de como vendê-lo ao editor e ao público.</p>
<p>Enfim, perdeu-se muito tempo com uma outra questão surgida da audiência, a dos cursos universitários de escrita literária. Na platéia estava um jovem que participa do <a href="http://www.perisse.com.br/cursoformacaoescritores.html">curso de pós-graduação lato sensu em escrita </a>montado por Gabriel Perissé. A maioria dos membros da mesa achou estranha a idéia de um escritor "com diploma", metáfora desastrada mas muito repetida no debate.</p>
<p>É claro que ninguém terá na parede um diploma "de escritor", mas sim um bacharelado ou pós-graduação em "escrita criativa", "criação literária" ou seja lá como esse tipo novo de atividade acadêmica vem sendo chamado no Brasil. Nos EUA e Inglaterra os cursos de escrita criativa são comuns e estabelecidos há décadas, com as suas respectivas saídas para os mundos acadêmico, editorial e literário - seus formandos não apenas se formam como escritores, mas como acadêmicos habilitados a multiplicar cursos e oficinas e a pensar a literatura de forma diferente da tendência hegemônica da teoria e do historicismo que temos no Brasil. Por aqui eles ainda são novidade - e já levando pedrada de críticos, jornalistas e escritores -, mas deve ser só questão de tempo até que as primeiras turmas encontrem os seus nichos e passem a atuar, com prestígio, igual, maior ou menor do que seus congêneres internacionais em seus respectivos países.</p>
<p>Afinal, a idéia do gênio solitário e outra fantasia daquelas apontadas por Orlando Paes Filho - que, aliás, conhece Perissé e apóia a idéia, dentro da chave da relação mestre-aprendiz, que nós perdemos nessa era do astro instantâneo da literatura e da ausência de movimentos literários reais.<br />
<a href="http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI2962796-EI6622,00.html" target="_blank"><strong><span style="font-size:xx-small;font-family:arial;">&#62;&#62; </span><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">TERRA MAGAZINE - por Roberto Causo</span></strong></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[LANÇAMENTO  DO  ROMANCE  "KARA  &amp;  KMAM  -  UMA SAGA DE ALMA E SANGUE"]]></title>
<link>http://universofantastico.wordpress.com/?p=577</link>
<pubDate>Sun, 22 Jun 2008 16:25:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>Silvio Alexandre</dc:creator>
<guid>http://universofantastico.wordpress.com/?p=577</guid>
<description><![CDATA[Novo livro de Nazarethe Fonseca será lançado nesta Sexta-feira, dia 04 de Julho de 2007, às 18 ho]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><em>Novo livro de Nazarethe Fonseca será lançado nesta Sexta-feira, dia 04 de Julho de 2007, às 18 horas, no Bardo Batata (Rua Bela Cintra, 1333 - SP).</em></p>
<p>Melhor do que revisitar antigos personagens é poder dar a eles uma nova vida, mais detalhes e, acima de tudo, muito mais força e carisma. É o que <strong><a href="http://oolhoquetudove.zip.net/">Nazarethe Fonseca</a></strong> fez em sua nova obra, com Kara Ramos e Jan Kmam, o casal de vampiros mais complexo e apaixonante dos últimos séculos.</p>
<p>Neste livro, fica clara a referência aos vampiros clássicos, como o de Bram Stocker, que são jogados em um caldeirão de romantismo digno dos protagonistas de Francis Ford Copolla. Para quem espera algo leve, este é o livro errado, pois a intriga e o terror se entrelaçam como ervas daninhas ao romance dos casal. </p>
<p>Envolvente, atual e real. Acima de tudo, assustadoramente real. É isso o que você pode esperar deste romance. Sinta-se à vontade para entrar na vida de Kara e Kmam. O risco é inteiramente seu!</p>
<p><strong>A trama:</strong> Um casal de vampiros se vê em meio a uma grande rede de intrigas, perigos e poder. Sua existência é regada a doses vertiginosas de romance e sedução, do tipo que somente as criaturas da noite são capazes de criar. E, como não poderia deixar de ser, igualmente permeada de interesses, jogos de poder e vingança. Os protagonistas da trama já são velhos conhecidos dos amantes dos vampiros: surgiram aos milhares nos velhos séculos e suas histórias foram contadas em Alma e Sangue, o despertar do vampiro. Agora ressurgem com muito mais paixão e fascínio para dar continuidade a esta saga de alma e sangue.</p>
<p><strong><a href="http://oolhoquetudove.zip.net/">Nazarethe Fonseca</a></strong> nasceu em São Luís, no Maranhão. Leitora voraz desde a infância, manteve o hábito de devorar seus livros na calada da noite. Sua paixão pelo soturno passou a abraçar os filmes, as músicas e tudo com uma capacidade inerente de gerar a atmosfera fascinante do sobrenatural. Como predestinação, os vampiros foram os personagens que mais marcaram esse prazer, fazendo aflorar a arte das letras, que a autora exerce desde seu primeiro romance: <a href="http://www.novoseculo.com.br/product.aspx?product_id=8576790017">Alma e Sangue, o Despertar do Vampiro.</a> Agora, traz volta Kara e Kman em uma nova saga de alma e sangue.</p>
<p><a href="http://universofantastico.files.wordpress.com/2008/06/karakman_conviteb.jpg"><img src="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/06/karakman_conviteb.jpg" alt="" width="400" height="309" class="aligncenter size-full wp-image-579" /></a></p>
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<title><![CDATA[Neverwhere: medo e solidão nos subterrâneos]]></title>
<link>http://webdebee.wordpress.com/?p=29</link>
<pubDate>Sat, 21 Jun 2008 22:20:11 +0000</pubDate>
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<description><![CDATA[&#8220;Era sexta-feira à tarde. Richard havia percebido que os acontecimentos são seres covardes.]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><em><a href="http://webdebee.files.wordpress.com/2008/06/lugarnenhum.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-30" src="http://webdebee.wordpress.com/files/2008/06/lugarnenhum.jpg?w=200" alt="Lugar Nenhum (Neverwhere), de Neil Gaiman" width="200" height="287" /></a>"Era sexta-feira à tarde. Richard havia percebido que os acontecimentos são seres covardes. Eles nunca acontecem sozinhos: vêm numa matilha, pulando juntos sobre alguém ao mesmo tempo."</em> -Neil Gaiman em <em>Neverwhere</em> (cap. 1).</p>
<p> </p>
<p>Londres-de-baixo. Ratos. Nobres. Portas. Imagino que já exista um roteiro turístico tipo Neverwhere London Tour, passando pelas estações de metrô e outros locais que o personagem, Richard Mayhew, percorre, como Black Friars, Earls Court, Harrods, British Museum etc. Acho que até existe um roteiro pelos subterrâneos mesmo. A Londres subterrânea de Neil Gaiman em "Lugar Nenhum" (editado no Brasil pela Conrad) é bastante bizarra e assustadora. Mas antes de descer ao submundo da cidade, a vida de Richard Meyhew era um pouco assustadora também, se formos considerar o tédio, mesmice e até caretice das pessoas à sua volta. Na chamada Londres-de-Baixo ele encontra a emoção que faltava na vida, embora ao preço de muitas privações e perigos. É inevitável pensar nas jornadas clássicas de heróis, na Odisséia e em Alice no País das Maravilhas.</p>
<p> </p>
<p>Conforme descrito na citação acima, Richard é atacado pelos acontecimentos que transformam inteiramente sua vida. Ele é um tanto medroso e crianção, mas não consigo evitar uma afeição pelo personagem. A perplexidade diante do mundo estranho e ameaçador onde ele vai parar pode ser comparada a alguns momentos da vida em que percebemos o quanto somos solitários. Quando nossas decisões têm de ser tomadas sem a ajuda de ninguém, pois temos que crescer ou amadurecer com uma dor que é individual e intransferível. Tem uma passagem (não vou detalhar para não virar um spoiler) em que Richard está sozinho numa plataforma de metrô e recebe a visita de um amigo. Fica aquela dúvida se é um delírio ou não, mas é um momento crucial da trama em que o confronto com a honestidade violenta do outro impulsiona o anti-herói a seguir com sua missão.</p>
<p> </p>
<p>Minha irmã leu e contou que nunca mais olharia para um rato de rua do mesmo jeito.  Quando terminei de ler, pensei: bom... é melhor respeitar as criaturas do submundo. Sei lá se não existe mesmo um outro universo nos subterrâneos das grandes cidades.  Na dúvida, respeite os ratos (se puder). Respeite também a sombra de medo e solidão do outro. Pode ser um momento de transformação.</p>
<p>Na minha rua vive um cara que passa o tempo deitado na esquina escrevendo e lendo em voz alta as coisas que escreve. Gosto de pensar que ele é um anjo. Mas essa é uma outra história...</p>
<p> </p>
<p>"Lugar Nenhum" é o primeiro romance do Neil Gaiman. Ele adaptou a história de uma série de TV que escreveu para a BBC nos anos 90. A série não foi muito bem recebida. Parece que tem problemas de qualidade na captura das imagens. Mas está em andamento a pré-produção de uma versão cinematográfica para 2009. Tem também uma versão em quadrinhos que a Conrad deve lançar este ano no Brasil. </p>
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<p> </p>
<p><strong>Links para saber mais:</strong></p>
<p> </p>
<p>No site oficial do autor:</p>
<p><a id="t16q1" href="http://www.neilgaiman.com/works/Books/Neverwhere/">http://www.neilgaiman.com/works/Books/Neverwhere/</a></p>
<p> </p>
<p>No Youtube (episódios da série de TV):</p>
<p><a id="lnuh0" href="http://br.youtube.com/results?search_query=neverwhere&#38;search_type=&#38;aq=3&#38;oq=neverw">http://br.youtube.com/results?search_query=neverwhere&#38;search_type=&#38;aq=3&#38;oq=neverw</a></p>
<p> </p>
<p>E entrevista com NG sobre a série e o filme de "Neverwhere" e outros novos projetos.</p>
<p><a id="u.i-1" href="http://br.youtube.com/watch?v=mXIKQfQRV3g">http://br.youtube.com/watch?v=mXIKQfQRV3g</a></p>
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<p> </p>
<p>* Recomendações Top3</p>
<p> </p>
<p>1 - Neil Gaiman: Sandman (série de HQs)</p>
<p>2 - Neil Gaiman: American Gods</p>
<p>3 - Neil Gaiman: Os Filhos de Anansi</p>
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<title><![CDATA[Harry Potter quebra 400 milhões em vendas]]></title>
<link>http://universofantastico.wordpress.com/?p=562</link>
<pubDate>Fri, 20 Jun 2008 17:48:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>Giz Editorial</dc:creator>
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<description><![CDATA[Os números de vendas da série Harry Potter estiveram durante muito tempo mais encolhidos do que a ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;">Os números de vendas da série Harry Potter estiveram durante muito tempo mais encolhidos do que a maioria de outros livros, com exceção obviamente da Bíblia, mas com a notícia de que as histórias mágicas de JK Rowling já superaram 400 milhões no mundo todo, parece possível que o menino bruxo possa se recuperar do atraso. De acordo com o agente de Rowling, Christopher Little, os sete livros de Harry Potter até agora foram traduzidos para 67 línguas, acumulando o número de 400 milhões desde a publicação do primeiro livro da série, <em>Harry Potter e a pedra filosofal</em>, em 1997. Apesar do furioso ritmo de vendas, Harry Potter ainda terá trabalho para alcançar a Bíblia, que, segundo o livro Guinness dos Recordes, tem 2.5 bilhões de cópias vendidas desde 1815, e foi traduzido para 2.233 línguas e dialetos. Seria mais provável para Rowling alcançar o Mao Zedong's Little Red Book, que tem 900 milhões de exemplares vendidos, mas que estão com as vendas abrandando. </span><a title="http://books.guardian.co.uk/harrypotter/story/0,,2286147,00.html" href="http://books.guardian.co.uk/harrypotter/story/0,,2286147,00.html" target="_blank"><strong><span style="color:#660000;"><span style="font-size:xx-small;font-family:arial;">&#62;&#62; </span><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">The Guardian - 18/06/2008 - por Guy Dammann</span></span></strong></a></p>
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